Tenho estado tão calada… imagino que os poucos amigos e leitores que ainda me seguem estejam quase desistindo de buscar pela Sue aqui.
Eu peço carinhosamente desculpas, peço também que não desistam. Este blog vai voltar a ser meu coração na web, mas acontece que meu coração tem passado por muitas mudanças. Os próximos posts vão falar mais da alma que do coração, acho eu, porque tenho estado mais em contato com ela ultimamente. Talvez por estar perto de comemorar meus 47 anos, agora no dia 12, talvez por perceber que o mundo em volta de mim anda cada dia mais SEM alma. O que eu sei é que este período gestacional de silêncio está próximo de acabar, mas a criança que vai nascer ainda não mostrou seu rosto para mim.
Esperemos.
Hoje é a celebração da Epifania do Senhor, e desejo a todos tardiamente um Natal Santo - que, entretanto, pode começar em seus corações agora mesmo - e que escutem a mensagem amorosa de Deus mais de perto. Mesmo que para isso tenham que viajar de muito longe, como fizeram os Reis Magos.
Um beijo estalado.
Quem acompanha a trajetória do meu blog – que completa nove despretensiosos anos de vida no dia sete de agosto próximo – vai perceber que eu nunca falei de política dentro dele. Sou declaradamente apolítica. Isso tem várias explicações, que vão servir como introdução para este post um pouco diferente:
- Eu faço parte daquela massa chamada de “brasileiros” (eita nome que cobre uma multidão de vícios…) que encara os políticos como um produto sub-humano, traiçoeiro, vil, absolutamente indigno de confiança; e que portanto encara a política como uma atividade que congrega pessoas assim, e que talvez as torne assim pela pressão dos pares; resumindo, para mim política não presta de uma forma geral, e no Brasil em particular presta ainda menos;
- Eu acredito firmemente na capacidade das pessoas resolverem seus problemas através do bom-senso e da argumentação direta e honesta; já fiz isso algumas vezes; um dos meus amigos mais queridos e admirados eu conheci e admirei pela primeira vez numa discussão online, onde estávamos em posições opostas; estou falando do doce filósofo-dançarino, o Lord-fofinho Evandro Ferreira, que já foi meu “parceiro no crime” nesta Internet gigante de meu Deus, editando comigo o site-revista Outonos, de saudosa memória; a discussão saudável me trouxe um grande amigo e possibilidades novas para minha vida; a política nacional – já que não entendo nada de política fora daqui – faz TUDO menos isto; muito pelo contrário, ‘inimigo político’ é uma expressão comum na prática da profissão;
- Não há nada que eu respeite mais que uma pessoa que discorde de mim de forma inteligente e cortês, que me faça defender minhas crenças da mesma forma; isto me faz testar, professora que sou por profissão e por temperamento, a força e a verdade de minhas crenças, me ensinando a cada dia o que é essencial, o que é importante e o que é descartável; alguém que tenha a mesma intenção de aprender, humildade para reconhecer acertos e erros e vontade de crescer junto; a política aposta e investe na ignorância e na estagnação pessoal dos pobres eleitores; crescer, só mesmo o poder pessoal de cada político;
- Nunca tive notícia de prática política que efetivamente RESOLVESSE os problemas de uma comunidade; é piada nacional o fato que todos os políticos, em todas as eleições de todos os níveis, todos os anos, dizem que vão resolver os problemas da saúde, da segurança e da educação; como as leitoras-misses d’O Pequeno Príncipe, todos eles falam e nenhum deles sabe do que está falando; ou sequer se interessa em descobrir.
Depois destes argumentos iniciais, vou surpreender um pouco vocês: nada disso é culpa da política, nem mesmo o fato de política não prestar. Porque a política é uma FERRAMENTA, uma maneira de indivíduos se relacionarem entre si. Como toda ferramenta, a qualidade da política depende da pessoa que faz uso dela. Portanto, sou apolítica porque meu foco pessoal está acima e além da política, está no que chamamos sem o devido respeito de Cultura.
Meu amigo Evandro não foi citado apenas por saudades, apesar de senti-las e pretender matá-las assim que possível, fazendo uma visitinha ao planalto, já que a beira mar não o tem atraído. Ele foi citado porque aquela discussão onde nos conhecemos foi nos comentários de um texto de Alexandre Silva, publicado em seu blog com o título “Quem não lê não é humano”. Eu concordava, Evandro discordava. Com as argumentações de cá e de lá, fomos percebendo que estávamos discordando apenas do estilo do escritor – irônico, apresentando os seus argumentos através do exagero satírico – e não do conteúdo mais profundo do texto. O que torna o homem um Homem é justamente a cultura mais elevada produzida pela sua civilização. Mesmo. Defender e divulgar esta cultura, propagá-la, ensiná-la aos mais jovens, isto é o que fortalece um país, uma civilização.
A nossa civilização, a chamada Civilização Ocidental Judaico-Cristã, tem sofrido ataques intensos e constantes, desde o século dezoito. Não ataques externos, como o que aconteceu na época das Cruzadas e da invasão moura da Europa. São ataques internos, corrosões, erosões de valores. Começou lá no dito “Iluminismo” que apagou as luzes da alma, com a deusificação do homem, a virada de costas para valores espirituais, o cientificismo burro (que graça a Deus está acabando), as teorias materialístico-políticas de pasteurização do homem, que o transformam em formigas num formigueiro dirigido por porcos (obrigada, George Orwell).
O homem sempre foi o autor de seu próprio caminho, ele nunca foi “incluído” em nada, a não ser na dieta de alguns predadores. Mas isso há muito, muito tempo atrás. Hoje, distantes do equilíbrio forçoso e muitas vezes cruel da natureza, nos iludimos com os conceitos fabricados pelos criadores do tal “politicamente correto” (olha a política aí de novo, no meio da porcaria) e achamos que é “bonito” deixar todo mundo falar o que quiser, desrespeitar os mais velhos, debochar da religião, deixar as crianças serem expostas indiscriminadamente a todo tipo de informação: boa, ruim, péssima, mais ou menos.
Isso não significa respeito pelo outro, significa desrespeito por si. Significa deixar qualquer um falar mal daquilo que nos é caro, desrespeitar nossa mãe maior, que é a nossa identidade cultural. Eu fico com a sabedoria popular e com a mãe do Tambor, quando elas dizem que “em boca fechada não entra mosca”, “se não tem nada bom a falar, fique calado”, “certas coisas não se diz”. Lavem mesmo as bocas dos rebentos com sabão, não os deixem xingar pessoa alguma. Dêem a palmada e o beijo necessários, ensinem seus filhos a rezar, a proteger os mais jovens, a pedir bênçãos aos mais velhos, a honrar a bandeira, a cantar o hino nacional, a respeitar a bandeira e o hino dos outros. Sejam pais e mães civilizatórios, não amigos.
Estou convencida que o atentado da Noruega é resultado de anos deixando um maluco falar o que quiser na Internet, deixando malucos falarem e fazerem o que bem entenderem, alegando sempre a tal “Liberdade de Expressão”. A reação politicamente correta de passear nas ruas com flores “pedindo paz” é a mais inócua de todas, porque paz se conquista com fortaleza. A fortaleza de saber e valorizar quem somos. A fortaleza de não permitir que nenhuma circunstância diminua isso. O Japão é o exemplo mais gritante desta fortaleza. No meio de uma tragédia que deixaria um país como o Brasil imerso na barbárie, os japoneses limpavam as ruas, aguardavam nas filas, andavam pacificamente, amparados pela vigorosa cultura que os sustenta.
Há pessoas que vivem a vida como a Noruega, num mar de pacífica ilusão, e que reagem com perplexidade e flores quando a ilusão é quebrada. Eu prefiro tentar viver como o Japão, pé fincado na realidade, focada nas tarefas do dia a dia, honrando meus ancestrais, defendendo minha cultura. Sendo o que um amigo definiu muito bem como “o guerreiro impecável”.
Sendo assim, ofereço a vocês uma flor linda de um compositor que escrevia música para Deus, com todo o meu carinho.
Pedido de desculpas aos meus 14 leitores:
Queridos, mil perdões, mas a vida não-virtual está em pleno processo de mudança e nào tenho tido tempo de postar nada aqui. Não é nada de mais, apenas muita coisa para fazer, e pouco tempo para fazê-lo. Assim que a poeira assentar, escrevo algo aqui, bem bonito e bem carinhoso.
Mil beijos apressados!
Que fazer, de madrugada, sexta-feira, sozinha, com todos que você ama longe por algum motivo? Faça como a Cher: solte os cabelos, faça uma maquiagem báásica, ponha suas miçangas e seus brilhos, abra suas Asas de Borboleta… e cante! Pode rodopiar à vontade pela sala, quem vai reclamar? rsrs
(Música de fossa com ESSA produção e essa voz retumbante é TUDO! Junte a isso chocolate do coelhinho e três gatos dengosos e pronto! uma sexta-feira à noite cheia de sonho e riso está garantida.)
When you meet a boy
That you like a lot
And you fall in love
But he loves you notIf a flame should start
As you hold him near
Better keep your heart
Keep it out of danger, dearFor the way of love
Is a way of woe
And the day may come
When you’ll see him goThen what will you do
When he sets you free
Just the way that you
Said goodbye to meWhen you meet a boy
That you like a lot
And you fall in love
But he loves you notIf a flame should start
As you hold that boy near
Better keep your heart
Keep it out of danger, dearFor the way of love
Is a way of woe
And the day may come
When you’ll see him goThen what will you do
When he sets you free
Just the way that you
Said goodbye to meThat’s the way of love
The way of love
Quando você conhece um rapaz
De quem gosta muito
E você se apaixona
Mas não ele por vocêSe a chama arder
Quando ele se achegar
Melhor manter o coração
Fora de perigo meu bemPois o caminho do amor
É o caminho do pesar
E o dia vai chegar
Em que você o verá partirE então o que você fará
Quando ele a libertar
Do jeitinho que você
Disse adeus para mimQuando você conhece um rapaz
De quem gosta muito
E você se apaixona
Mas não ele por vocêSe a chama arder
Quando ele se achegar
Melhor manter o coração
Fora de perigo meu bemPois o caminho do amor
É o caminho do pesar
E o dia vai chegar
Em que você o verá partirE então o que você fará
Quando ele a libertar
Do jeitinho que você
Disse adeus para mimEste é o caminho do amor
O caminho do amor
Passei a Semana Santa em Arcoverde, sertão de Pernambuco. Estou num daqueles momentos de vida em que, depois de grandes perdas, se descobre que o mundo está limpo, lavado, e pronto para ser reconstruído. Fui buscar os tijolos e a argamassa das mãos de um homem santo, num lugar lindo e agreste, cheio de possibilidades.
Lá eu vi que a esperança e a confiança são primas e caminham juntas; que minha paz independe do que me acontece em volta; que há uma espiritualidade tão bela em minha Igreja a ponto de me jogar o coração para o alto da copa das árvores, e de me tirar o fôlego. Peguei meus tijolos: caridade, conforto, serviço, comunhão, Eucaristia. Peguei a argamassa, que é o Espírito Santo.
Agora é voltar para o Rio e começar a construir.
Queridos leitores do Asa,
Como todo inventário, este é longo e um tanto doído. Quem estiver procurando uma coisa mais leve, alegre e bonita, leia o post de cima.
Beijos,
Sue
Ontem, terça-feira 26 de abril, eu encontrei um amor antigo. Na realidade, mais que isso, meu primeiro e maior amor, aquele homem a quem um dia eu desejei dar filhos, aquele com quem gostaria ter passado todos os momentos de minha vida adulta, todas as etapas de minha vida. Mais ainda, aquele que eu esperava que segurasse minha mão enquanto eu desse meu último suspiro - ou que me estendesse a mão na mesma situação, se os papéis estivessem invertidos. É isso mesmo. Esse amorzão grande assim mesmo, generoso e desmedido, como talvez só os amores de juventude são capazes de ser.
Mas isso aconteceu há quase um quarto de século, aqueles momentos em que andávamos juntos, abraçados, num compasso tão igual que parecia que apenas um corpo se movia; quando respirávamos juntos, em uníssono, e o silêncio dizia tanto; quando o sentimento transbordava com tanta força dos meus olhos que ele tinha pudor de me olhar no rosto. Uma vez ele até me pediu que não o olhasse “daquele jeito”… como se eu pudesse evitar.
Num dado momento, há muito, muito tempo atrás, ele decidiu, quando chegamos a uma encruzilhada, que era hora de nos despedirmos. Foi um momento difícil, duro, para mim e para ele. Pela primeira e única vez me minha vida eu tive de consolar e enxugar as lágrimas de um homem naquele mesmo momento em que ele me dizia que não me queria mais. Mesmo sendo ambos tão jovens e inexperientes, o coração dele visivelmente doía, talvez com o eco da dor que ele sabia que me infligia. Ele sabia, ele também sentia, mas mesmo assim partiu, e só ele sabe o porquê.
E o tempo foi passando, os anos desfiando como contas de um colar. Ele casou, separou, casou de novo, enquanto eu entrava e saía dos meus casulos, conquistando lentamente minhas Asas de Borboleta. Nossos cabelos foram ficando grisalhos, nossos olhos um pouquinho mais embaçados devido à idade, as filhas dele ficando mocinhas. Ele lá, eu cá, trajetórias paralelas com apenas um contato ocasional que nos colocava a par do que acontecia na vida do outro. Cinco anos se passaram desde que conversamos longamente ao telefone, mais ainda desde que nos vimos pela última vez. Até ontem.
Eu fui ao encontro dele, porque queria transformar as reticências em ponto final e a interrogação em exclamação. Precisava conhecer o homem maduro em que ele se tornara, e mostrar a ele minha maturidade. Precisava saber se minha alma ainda sentia a dor da falta que a presença dele sempre me fez – e que descobri que ainda faz. Precisava que ele soubesse – e espero do fundo do coração que ele tenha conseguido compreender o que eu pretendia – , queria que ele soubesse que ainda o amo.
Não é mais amor com desejo de encontro, de partilha, de construção de vida a dois. Demorei alguns anos para aceitar o não com que ele me presenteou, e sei que foi um presente complicado de dar para ele também, mas aceitei. Aceitei já faz tanto tempo que não sobra mais nenhuma réstia de esperança de sim. É não, eu sei que é, e está bem assim.
Escutei, nesta Semana Santa que passou, palavras da boca de um homem muito sábio. Mais que apenas sábio em si mesmo, mas inflado de uma Sabedoria Santa maior ainda que a dele. Deste homem eu escutei que Amor não é um sentimento - surpresos? eu não fiquei. Amar é uma forma de agir e de viver, a estrutura que escolhemos para, em torno dela, construirmos nossa vida. Esta decisão de amar, aí sim, pode vir acompanhada de uma gama imensa de emoções, sentimentos das mais variadas cores. Ouvi mais que isso: ouvi que os sentimentos mudam e se transformam, mas que o Amor é permanente.
Pois isso eu comprovei na alma ontem, naquele homem que eu vi e que esconde no fundo dos olhos doces, tão doces, o menino que a menina Sue aprendeu a amar tão fundo. Aquele homem que a Sue de hoje sabe que tem uma existência à parte da sua, uma vida própria que ela não ousa invadir, nem acha correto interromper. De jeito nenhum, nunca foi esse o objetivo da busca deste encontro.
O que eu queria descobrir, e consegui, é que este homem hoje desperta sentimentos diferentes daquela alegria profunda que o sorriso dele despertava na mocinha que eu não sou mais. Olhando para ele hoje, a dor da perda foi como uma facada; não só pela perda do relacionamento que tanto desejei, mas pela perda da juventude, do tempo que poderíamos ter passado juntos – eu que gosto tanto da companhia dele – a perda desta vida que poderia ter sido. Doeu, doeu fundo a ponto de eu quase chorar.
Outras coisas vieram junto com esta dor. Veio o sentimento meio doce, meio amargo de olhar para a foto daquelas meninas, achá-las lindas, e me perguntar como elas seriam se fossem minhas. Veio também o respeito ao ver tudo que ele construiu para si, e sei que foi sozinho, fruto de sua criatividade e seu trabalho. Veio a tristeza de perceber que era o que eu desejava ter construído para mim, e não consegui. Veio a felicidade de ver que ele tinha a mesma alegria no sorriso ao me receber na porta, que também me queria bem. Veio a alegria de perceber quanto ainda nos damos bem, que ainda somos capazes de conversar com a naturalidade dos verdadeiros amigos.
É este o inventário deste amor antigo: é uma rede translúcida, tecida de fios de perda, dor, nostalgia, amizade, carinho, respeito, confiança e afeto. Por trás e no meio desta trama, eu percebi com a mais serena certeza, brilhava forte o amor, do mesmo jeitinho que chegou ao meu coração há vinte e cinco anos, mais ou menos. Este é um amor que deseja a felicidade dele com a mesma intensidade que deseja a minha, um amor que é capaz de ver e se alegrar com a felicidade dele, mesmo que ela não me inclua.
É amor. Amor é para sempre. Era isso que eu queria que ele soubesse. O lugar dele em meu coração e em minha vida será sempre dele, imutável, perene, sólido como uma casa que vira um lar, um lar que ele pode visitar sempre que quiser e precisar.
E é vida que segue.
Este ano, o mês de março passou e eu nem vi. No meio de desfiles carnavalescos, problemas pessoais, muito trabalho, este mês foi ao mesmo tempo longo e invisível. Não estive muito aqui no Asa, a não ser para ler, eu mesma, posts antigos, tentando lembrar quem eu sou.
No mês de março houveram alguns aniversários importantes, que eu esqueci de marcar, e gostaria agora, no mês de abril, na Semana Santa, sob a sombra da Cruz de Cristo, de celebrar da minha maneira. Abril, abril foi o mês da quaresma, o mês das reflexões, o mês da saudade. O mês de pensar no Alto, no lugar para onde quero ir encontrar com aqueles que amo, que já estão lá preparando um lugar para mim.
Eu já disse aqui, há oito anos atrás, que a Morte tira as pessoas que amamos da nossa frente e as coloca dentro de nós. Então, plena destes homens maravilhosos, eu ofereço a eles uma prece de aniversário e o desejo que estejamos todos juntos na Casa do Pai um dia. E digo mais…
D. João - 13 mar 1993/13 mar 2011 - 18 anos de vida eterna…
Paizinho João, você sempre foi minha referência de inteligência, de elegância, de sacerdote. Eu sempre pensei que estava segura sob seus cuidados, da mesma forma que uma criança se sente segura nos braços de um pai amoroso. Sua gentileza e seu cuidado comigo durante períodos tão difíceis da minha adolescência fizeram com que eu fosse capaz de superá-los. Agora sigo sozinha, sem essa segurança, deparando com tantos sacerdotres tão diferentes de você… e cada dia valorizo mais o que você me deu, peço sempre a Deus que dê a recompensa merecida ao meu lindo cantor beneditino, amante de Maria Santíssima e, tenho certeza, muito amado por Ela. Eu te amo, obrigada por ter melhorado minha vida com sua presença, tenho muita vontade de abraçá-lo, nem que seja por um minuto.
D. Tadeu - 07 mar 2010/07 mar 2011 - 1 ano de vida eterna…
Meu amigo querido, ainda não tive coragem de voltar ao Mosteiro depois de sua abrupta passagem. Ao contrário de nosso orientador João (isso tivemos em comum, e quanto falamos juntos da falta que ele nos fazia…) eu não soube de seu sepultamento a não ser alguns dias depois, e não pude me despedir, nem chorar diante de sua sepultura. Você era minha ligação com aquela segurança da juventude, meu fiel da balança, meu amigo certo de todas as horas, principalmente das ruins. Guardei a revista com seu retrato e, de vez em quando, olho seu riso aberto e o brilho dos seus olhos, brilho que só se encontra em olhar de quem tem esperança verdadeira. Quantos papos bons, como você me ajudou a superar a saudade e a perda de tantas pessoas que eu amava, que disposição linda você tinha de servir, mesmo já depois dos oitenta, num momento da Igreja em que tantos sacerdotes - mesmo jovens e fortes - mandam leigos para fazer o pastoreio em seu lugar… Eu te amo, obrigada por ter melhorado minha vida com sua presença, tenho muita vontade de abraçá-lo, nem que seja por um minuto.
Meus queridos amigos sacerdotes, meus queridos orientadores espirituais, estou indo ao encontro de um novo sacerdote. Ele não é beneditino, nem mora no Rio, onde ficaria ao meu alcance. Sei que tem uma linda voz e lindos olhos azuis, e grande amor pela Imaculada Conceição. Com ele, num lugar simples e cheio de gente humilde, vou buscar novamente o Amor de Deus e o regaço da Igreja. Que seja esse meu presente de aniversário para vocês, que ele seja para mim o retorno de algumas certezas.
Uma Santa Páscoa para todos nós…
Mulher é bicho bocó mesmo.
A Case of You – Joni Mitchel
Just before our love got lost you said,
“I am as constant as a northern star.”
And I said, “Constantly in the darkness,
Where’s that at?
If you want me I’ll be in the bar.”On the back of a cartoon coaster
In the blue TV screen light
I drew a map of Canada
Oh Canada
With your face sketched on it twiceOh, you’re in my blood like holy wine
You taste so bitter and so sweet
Oh I could drink a case of you, darling
And I would still be on my feet
Oh I would still be on my feetOh I am a lonely painter
I live in a box of paints
I’m frightened by the devil
And I’m drawn to those ones that ain’t afraidI remember that time you told me, you said,
“Love is touching souls”
Surely you touched mine
‘Cause part of you pours out of me
In these lines from time to timeOh, you’re in my blood like holy wine
You taste so bitter and so sweet
Oh I could drink a case of you, darling
Still, I’d be on my feet
I would still be on my feetI met a woman
She had a mouth like yours, she knew your life
She knew your devils and your deeds
And she said, “Go to him, stay with him if you can
But be prepared to bleed”Oh but you are in my blood
You’re my holy wine
You’re so bitter, bitter and so sweet
Oh, I could drink a case of you, darling
Still I’d be on my feet
I would still be on my feet
Uma Caixa de Você
Logo antes do nosso amor se perder você disse
“Sou constante como uma estrela no norte”
Eu disse “Constantemente no escuro,
Onde se chega com isso?
Se precisar de mim, estarei no bar.”
No verso de uma charge
À luz azul da tela da tevê
Eu desenhei um mapa do Canadá
Oh, Canadá
Com seu rosto desenhado dentro dele duas vezes
Oh, você está no meu sangue como vinho sagrado
Um gosto tão amargo e tão doce
Oh, eu beberia uma caixa de você, querido
E ainda estaria de pé
Oh, eu ainda estaria de pé.
Oh, eu sou uma pintora solitária
Eu moro numa caixa de tintas
Eu tenho medo do demônio
E me sinto atraída por aqueles que não têm.
Eu me lembro que você me disse
“Amor é o contato de almas”
Decerto que você tocou a minha
Porque algo de você se derrama de dentro de mim
Nestas linhas de tempos em tempos
Oh, você está no meu sangue como vinho sagrado
Seu gosto tão amargo e tão doce
Oh, eu beberia uma caixa de você, querido
E ainda estaria de pé
Oh, eu ainda estaria de pé.
Eu conheci uma mulher
Ela tinha a boca como a sua, ela conhecia sua vida
Ela conhecia seus demônios e suas realizações
E ela disse “Vá até ele, fique com ele se conseguir,
Mas esteja preparada para sangrar”
Oh, você está no meu sangue
Você é meu vinho sagrado
Seu gosto tão amargo, amargo e tão doce
Oh, eu beberia uma caixa de você, querido
E ainda estaria de pé
Eu ainda estaria de pé.
É isso. Sorrir rangendo os dentes e sair para dançar até poder fazer de conta.
Not My Slave
With sadness in my heart and joy in my mind
I thought about the ghost that we left behind.
With everyone around telling us what to do
With deafening sound whisper “I love you.”The fire in your eyes – may it never go out.
The sweetness of your tears make it feel like night.
I see no escape from the roles we always play
What do we have to prove on this judgment dayYou’re missing the whole point –
You’re not my little pet
Don’t throw away your life –
The game’s not over yet
I do not own your soul –
Don’t want you in a cage
I only want your heart to find a special placeYou’re mine now but you’re not my sister
You’re mine now but you’re not my slave
You’re mine but you’re not my child
You’re mine now but you’re not my slave
You’re mine now but you’re not my slaveWith sadness in my heart and clouds in my head
I thought about us both and the lives we led.
The pages on a book and pictures on a screen
We shape ourselves like clay from someone else’s dream.One second you are cast just like stones at my feet
But I am not a king please don’t worship me.
With everyone around telling us what to do
With deafening sound whisper “I love you.”You’re missing the whole point –
You’re not my little pet
Don’t throw away your life –
The game’s not over yet
I do not own your soul –
Don’t want you in a cage
I only want your heart to find a special placeYou’re mine now but you’re not my sister
You’re mine now but you’re not my slave
You’re mine but you’re not my child
You’re mine now but you’re not my slaveYou’re mine but you’re not my sister
You’re mine now but you’re not my slave
You’re mine but you’re not my child
You’re mine now but you’re not my slaveYou’re mine now but you’re not my slave
You’re mine now but you’re not my slave
You’re mine now but you’re not my slave
É impressionante como o coração não entende nada de nada de relógios e calendários. As coisas do coração têm seu tempo próprio, seu ritmo particular, e não adianta tentar medi-las pela cronologia das horas.
Quantas e quantas vezes passamos por um vizinho, uma pessoa do bairro, um jornaleiro - às vezes anos a fio ou por toda uma vida - e a emoção nunca passa do nível “oi, tudo bem?”… No entanto, quando uma pessoa significativa (importante para nosso coração e nossa alma) cruza nosso caminho e é identificada como tal, pouco importa se passou um minuto ou uma hora, aquela pessoa já entrou no coração, estabeleceu morada e pronto. Aquilo que acontece com ela acontece conosco também.
Então, como hoje é a Missa de Réquiem da mãe de uma pessoa significativa para mim, apesar de não ter conhecido esta senhora a não ser pelo relato de sofrimento e tristeza de sua doença, hoje me sinto um pouco como se eu também tivesse perdido uma mãe. Mas este post não é para dizer ao Sérgio que a dor dele é minha dor porque ele é especial para mim, apesar de tudo isto ser verdade.
Este post é para oferecer ao Sérgio esperança e alegria, para dar a ele Asas de Borboleta, mesmo que emprestadas, até que ele possa desenvolver as dele.
Quem frequenta este blog sabe o que a simbologia da borboleta significa para mim, e o Sérgio pode descobrir isto rapidinho dando um pulo no link de agosto de 2002 e lendo os primeiros posts deste blog. A asa da borboleta é fruto de dor, de esforço, é sofrimento transmutado em beleza, e é isso que eu desejo para este meu amigo relativamente recente no dia de hoje.
Não vamos poder estar juntos, meu querido, mas eu quero que você saiba bem sabido que estou velando por você, enviando carinho em doses maciças para aliviar um pouquinho a tristeza que sei que deve estar sentindo agora, mas esta tristeza é desnecessária também. Sua mãe não sofre mais, não precisa mais de cuidado algum, embalada que está no sono da alma, no colo de Deus. Aquilo que ela deu ao seu coração está aí dentro ainda, e vai permanecer para sempre. A gente nunca perde as pessoas que ama.
Ame sua mãe e guarde o tesouro do amor que ela lhe deu. Ela estará sempre a apenas um pensamento de distância.
Beijo carinhoso, hoje e sempre.



