Archive for the ‘esperança’ Category

  • Uma pedra no meio do caminho

    Date: 2010.09.11 | Category: alegria, amizade, Asas de Borboleta, esperança, vida interior | Response: 4

    Photobucket

    Um belo dia (estava bonito mesmo, aquele dia) eu ganhei uma pedra. É, uma pedra, esta que está na foto acima. Um presente fora do comum, porque não foi atirado na minha direção com intenção de ferir, nem de quebrar qualquer coisa que eu possua. Foi um presente diferente mesmo, que marcou um dia diferente.

    Guardei esta pedra por alguns anos – é, já passaram anos desde então, que coisa! – e faz um tempo eu a tirei de junto de minhas plantas, onde ela mora, e fiquei a contemplá-la. Lembrei da frase que escutei de meu amigo, quando recebi o presente. Uma frase simples que em mim se transformou numa meditaçào um pouco mais complicada.

    Vocês vejam, nestes anos que se passaram, enquanto meu presente dormia na prateleira, eu lutei muitas lutas. MInha vida modificou um bocado, e em parte por isso tenho postado tão pouco. Nada disso meu amigo sabia, nem eu, quando me presenteou. Ele simplesmente viu, numa pedra largada na beira de um rio, algo que ninguém tinha visto, me mostrou e me presenteou com a visão. Durante algum tempo eu a perdi, esta bonita visão. Outro dia ela me bateu forte, e eu entendi que muito da dureza porque passamos é para conquistar esta beleza, e que nada é apenas o que parece ser. Com a volta da visão, voltou a alegria.

    Sabem o que meu amigo me disse, quando me presenteou com uma pedra? “toma uma borboleta para você.”

    Pois aqui está a borboleta, querido, como eu a vejo agora. Espero que goste.

    Photobucket

  • Coração Constelação

    Date: 2009.03.16 | Category: Alex Cabedo, amizade, amor, esperança, espírito | Response: 0

    Photobucket

    Pensando, pensando… em como há seis anos atrás, na madrugada do dia 15 para o dia 16 de março nasceu uma estrela linda, linda, que brilha rubra até hoje. Estrela mansa, estrela sorriso, estrela amiga, benfazeja.

    Brilha sempre, amigo estrela de coração constelação. Teu caminho de luz já está traçado. Nunca deixe de brilhar para que possamos usar teu brilho como guia na nossa jornada. Um dia chegaremos até você, e que lindo dia este vai ser!

    Te amo, agora como antes e para sempre.

    Beijo da tua Butterfly

  • Borboletas da Alma

    Date: 2008.11.19 | Category: alegria, animais, Asas de Borboleta, encantamento, esperança, vida interior | Response: 0

    ELUSIVE BUTTERFLY
    (Words and Music by Bob Lind)

    You might wake up some mornin’
    To the sound of something moving past your window in the wind
    And if you’re quick enough to rise
    You’ll catch a fleeting glimpse of someone’s fading shadow

    Out on the new horizon
    You may see the floating motion of a distant pair of wings
    And if the sleep has left your ears
    You might hear footsteps running through an open meadow

    Don’t be concerned, it will not harm you
    It’s only me pursuing somethin’ I’m not sure of
    Across my dreams with nets of wonder
    I chase the bright elusive butterfly of love

    You might have heard my footsteps
    Echo softly in the distance through the canyons of your mind
    I might have even called your name
    As I ran searching after something to believe in

    You might have seen me runnin’
    Through the long-abandoned ruins of the dreams you left behind
    If you remember something there
    That glided past you followed close by heavy breathin’

    Don’t be concerned, it will not harm you
    It’s only me pursuing somethin’ I’m not sure of
    Across my dreams with nets of wonder
    I chase the bright elusive butterfly of love

    Across my dreams with nets of wonder
    I chase the bright elusive butterfly of love

    Assuntos aparentemente sem relação surgiram hoje, voaram em círculos dentro de mim e acabaram por se mesclar de forma a gerar este post. Não estou certa de fazer sentido, de ser clara, espero que meus amigos e leitores tenham paciência para seguir o vôo um tanto irregular destas palavras… mas assim mesmo são as borboletas.

    Um: é fato que minha família ascendente já partiu toda deste mundo; por mais que eu os amasse e cuidasse deles no limite máximo das minhas faculdades, simplesmente não pude impedi-los de partir. Quem lê o Asa sabe também que não tenho filhos; apesar de tê-los desejado por toda a vida, simplesmente não vieram. Portanto, falar da minha família, que é coisa muito cara e importante para mim, geralmente significa falar de morte, ausência e falta. Apesar disto falo constantemente de meus mortos, mesmo sabendo que para os leitores isto pode parecer depressivo e mórbido, ainda que para mim não seja.

    Dois: As borboletas monarca, todo mês de outubro, migram das florestas do Canadá e Estados Unidos para se congregarem nas sierras mexicanas, para esperar a passagem do inverno. São dezenas de milhões de borboletas agrupadas em uma única extensão de floresta, fazendo arabescos pelo ar e maravilhando quem as vê. O povo simples da região acredita que estas borboletas – que chegam lá próximo ao Dia de Finados – são as almas de seus mortos voltando para casa.

    Três: Minha irmã hoje sonhou com nossos pais e tios, numa grande casa que ela descreveu como sendo muito grande e o amálgama de muitas casas onde moramos. Eu já sonhei com uma grande casa de fazenda, onde haviam pessoas de minha família a me aguardar. Seja como for, eu e ela ocasionalmente somos agraciadas com a possibilidade de visitar em sonhos a casa de nossos ancestrais na grande Casa do Pai. Estas visitas são doces, para mim e para ela, mas deixam um travo de saudade e de vontade de estar mais junto daqueles que amamos e partiram. Nesta época de Advento, de preparação para o nascimento daquele que formou com seus pais a Sagrada Família, o travo fica mais agridoce e presente. Tudo que fazemos nos lembra nossos pais e nossa infância.

    Quatro: O desflorestamento no México está ameaçando as borboletas Monarca de extinção. A organização americana Ecolife Foundation está tentando reverter esta situação através de reflorestamento, construção de fornos a lenha (que são aqueles que a população de grande parte do mundo ainda usa) mais eficientes e conscientização da população local. É um trabalho muito bonito, que merece nosso apoio. Visitem o site e ajudem, se puderem. O filme acima é produzido por eles.

    Como cheguei de lá até aqui? Fiquei a pensar na conversa que tive com minha irmã, meditando sobre como explicar a ela e a mim mesma esta importância de nossos mortos, esta vontade de estar com eles, esta alegria serena mesclada de saudade, esta vontade de rever que não tem revolta. Deitada em minha cama, escutando música e pensando neste dia chuvoso, olhei para minha luminária que, é claro, tem recortada nela uma revoada de borboletas. Pensei que esta é uma imagem que me agrada, a de andar pela vida com as almas-borboleta de meus mortos fazendo cabriolas dentro de mim. Fui procurar no You Tube por um vídeo de revoada de borboletas e cheguei na fundação e nas Monarca.

    Pensei que, afinal de contas, esta revoada de borboletas, tanto na alma quanto no México, acabam por ser uma coisa só. Fiquei extremamente feliz, e ainda mais concentrada nas minhas borboletas da alma. Ao mesmo tempo, mal posso esperar pela vida, pelas novas pessoas que vou conhecer e que talvez até virem família. Faz sentido? Pois é.

  • Oração para Enrico

    Date: 2008.09.14 | Category: amizade, amor, esperança, espírito, vida interior | Response: 0

    Como eu estava dizendo, há pessoas que amo muito e que estão longe demais de mim. Uma família pernambucana muito especial, que eu amo muitíssimo e há muito tempo, está em Palmas, lá em cima no limite entre o Centro-Oeste e o Norte do meu país. A família é composta de papai, mamãe e um filhinho lindo chamado Enrico. Enrico tem cinco anos, e fez neste mês de setembro, na sua escola, uma tarefa especial.

    A tarefa era meditar sobre o amor com sua família, pensar e compor sua oração particular sobre o amor. Depois de composta, Enrico devia ilustrá-la. A mamãe de Enrico compartilhou comigo esta linda oração e eu a quis compartilhar com vocês. O resultado está abaixo, na ilustração. Para quem tem dificuldade em ler letrinha de criança, transcrevo a oração de Enrico:

    Papai do Céu tem um coração que é verdadeiro e que deu para mim e para todas as pessoas que eu conheço e amo.

    Papai do Céu, eu te amo muito por ter dado coração verdadeiro.

    E é verdade, pelo menos no caso do Enrico. Deus deu a ele – e é tão visível já tão cedo – um coração cheio de amor verdadeiro. Ele tem a força da mãe e a gentileza do pai, com uma sensibilidade e esperteza que são só suas, para sustentar este coração verdadeiro. Enrico me fez meditar sobre o coração verdadeiro, e eu quis de minha parte fazer também uma oração, dedicada a ele. Vamos lá:

    Querido Jesus,

    Sei que foi o Teu Coração Verdadeiro que me pôs em contato com Enrico e o deu a mim como sobrinho querido. Peço agora, movida pelo mais puro amor de que sou capaz, que proteja sob Teu manto este pequeno e lindo Coração Verdadeiro que criaste à Tua imagem e semelhança.

    Sei também, Mestre amado, que corações verdadeiros muitas vezes vêm a este mundo para realizar as tarefas mais difíceis e penosas, aquelas que só mesmo quem muito ama é capaz de realizar. Como foi Tu mesmo que nos ensinastes, Jesus, que não há amor maior que dar a vida por um amigo, peço para mim o peso e a dificuldade que possas ter reservado para este menino. Gostaria, se fosse de Tua vontade, que o mantivesses feliz, puro, inocente e verdadeiro, um verdadeiro consolo e fonte de alegria para outros corações verdadeiros aqui embaixo.

    É em Teu Sagrado Nome que eu peço, Senhor, e desde já agradeço a Tua bondade e misericórdia.

    Assim seja.

    Photobucket

  • Dançando

    Date: 2008.06.28 | Category: Alex Cabedo, amizade, amor, esperança, saudade | Response: 0

    Hoje passei o dia só com meus gatos, concentrada, trabalhando. De repente, numa vontade louca de soltar o espírito e a mente do esforço concentrado, coloquei o DVD do Josh Groban para tocar. De repente, sim, de repente, num segundo, estava fora daqui, num outro lugar, tão mais bonito…

    E lá estava você, me esperando, meu amigo, meu amigo, meu amigo. Que doce chamar você de amigo e ver você sorrir feliz. Sorrindo, sempre sorrindo, me convidando para dançar. Meu coração transbordou num riso feliz, marejado de lágrimas, e lá fui eu para o meio das estrelas com você.

    Rodopiar pelo espaço sentindo sua presença amorosa é algo difícil de descrever, amado. Como posso falar de um sentimento que não tem nome, que não é saudade, mas é mesclado de saudade, que não é triste, mas é mesclado de nostalgia… uma alegria suave que nunca é totalmente alegre… Sentir você no meu abraço, leve e quente como a luz do sol quando nos encosta a pele.

    Dançando, rodando, rindo juntos, lá fomos nós para o mais alto firmamento, voando, voando, cada vez mais livres, mais felizes juntos. Segura minha mão forte, Lelex, não me deixa cair… borboletas estão acostumadas com vôos mais próximos do chão.

    Só mesmo o Josh Groban para me levar tão rápido até você.

    Who can say for certain?
    Maybe you’re still here
    I feel you all around me
    Your memory’s so clear…

    Deep in the stillness
    I can hear you speak
    You’re still an inspiration
    Can it be
    That you are my forever love
    And you are watching over me from up above

    Fly me up to where you are
    Beyond the distant star
    I wish upon tonight
    To see you smile
    If only for a while to know you’re there
    A breath away’s not far
    To where you are

    Are you gently sleeping
    Here inside my dream?
    And isn’t faith believing
    All power can’t be seen?

    As my heart holds you
    Just one beat away
    I cherish all you gave me everyday

    ’Cause you are my
    Forever love
    Watching me from up above
    And I believe that angels breathe
    And that love will live on and never leave

    Fly me up to where you are
    Beyond the distant star
    I wish upon tonight to see you smile
    If only for a while to know you’re there
    A breath away’s not far
    To where you are

    I know you’re there
    A breath away’s not far
    To where you are

  • Pendências de Março I

    Date: 2008.06.23 | Category: Alex Cabedo, amizade, esperança, saudade | Response: 0

    Photobucket

    Querido,

    Nossa, mas o tempo passa rápido, Alex! OU, como diria a garotada aqui do Rio, “Cinco anos, véi! Caray!”

    Da última vez que conversamos dentro do meu coração eu pedi muito que você levasse meu pai para dar umas voltas neste seu lindo veleiro de luz. Ele sempre foi um homem muito ativo e este ano e meio doente foi penoso demais para ele neste sentido. Vocês parecem iguais em muitas coisas, meu amigo, e tenho certeza que você – que partiu dormindo, sem aviso, rápido como um raio – imagina o sofrimento moral, mais que físico, da dependência, da fraqueza, da falta de mobilidade. Vê se consegue que a mãe vá também, ela é mais medrosa e insegura, mas o tempo que passou desde que ela foi praí já deve ter sanado isto. Enfim… ela é parecida comigo, vocês vão gostar um do outro.

    Espero que seu aniversário de cinco anos tenha sido gostoso, cercado de amigos, cheio de festa, como você gosta e merece. A vontade de estar junto é grande, mas eu me conformo com o sorriso e a piscadela ocasional por trás do pôr-de-sol. Pela velocidade com que o tempo está passando, não será tão demorada a espera até que eu mesma pegue uma carona com você neste seu mar infinito.

    Carolina está linda, cada dia cresce mais graciosa e cheia de alegria e inteligência. Minha amizade com as três meninas de Portugal cresce viçosa, bem igual ao meu amor por você.

    O Dennito comentou, quando papai partiu, que os buracos na alma ficam. Olha, o vazio que você deixou na minha alma virou uma janela de onde fico espiando suas estripulias. É muito bom, viu?

    Aguardo mais sonhos das suas aventuras pelo céu. Adorei as últimas, você é mesmo danado!

  • Para Falar de Vida

    Date: 2008.02.12 | Category: esperança, espírito, luta, vida interior | Response: 0

    Depois de quase dois meses de ausência – que foram dois meses em que minha alma entrou em reunião a portas fechadas com minha mente e coração para analisar tudo o que já vivi nestes 43 anos de vida completos dia 12 de janeiro – estou de volta a esta minha casa na Net. Este é cantinho onde a Sue se comunica com aquelas pessoas que escolhem vir aqui e ler tudo que eu escrevo, seja lírico ou seja tolo, seja amoroso ou triste. Porque “literário” não é, nunca de propósito. As pessoas que quero aqui, comunicando comigo, são as pessoas com as que já me disseram: “eu penso e sinto também assim” ou “você colocou em palavras o que eu sentia mas não conseguia expressar” (este é o meu elogio favorito dentre todos). Pessoas, enfim, que tenham uma ressonância de espírito comigo.

    Eu, no post anterior, desejo feliz aniversário à minha mami, que já partiu desta vida faz quase 22 anos. Porque eu sei que a vida é mais e maior que o que aquilo que vemos aqui, e a partida é apenas um novo começo. Afinal de contas, este peixinho na coluna da direita não significa uma homenagem a meu bisavô pescador… mas simboliza meu relacionamento e irmandande com alguns ajudantes do sucessor do primeiro Pescador de Homens, que me levaram pela mão até o regaço de Jesus e de sua Mãe Santíssima, de onde aprendi a louvar a Vida.

    Tenho alguns amigos na rede que também aprenderam sobre a Vida nestes regaços, beberam da mesma fonte que eu, e um em especial tem uma maravilhosa forma de celebrar a defender a Vida: meu amigo jornalista Marcio Campos. eu já declarei em público um dia que ele é um bilhete premiado de loteria, hoje me declaro fanzoca assumida. Ele está fazendo um trabalho inteligente, espirituoso tanto quanto espiritual – e além de tudo muito importante -, a respeito da forma com que a Mídia tenta criticar aqueles que celebram a Vida. Força, Marcio, posso colaborar com este pequeno link e muitas orações. Você com certeza, com a ajuda do Espírito Santo, dá conta do resto.

    Com vocês o “Pai, perdoai-lhes, eles não sabem o que escrevem

  • Maneiras de expressar amor

    Date: 2007.11.12 | Category: alegria, amor, encantamento, esperança, minerin-candango | Response: 3

    São tantas quantas as pessoas que já nasceram, mais talvez, se pensarmos que nem sempre expressamos amor da mesma forma ao longo da vida. Eu, que me expresso basicamente por palavas, estou aprendendo com ele a entender pequenos gestos e linguagem corporal muito sutil. Eu, que sou expansiva e exagerada, passional, estou aprendendo a respeitar o silêncio e os toques suaves, leves.

    Meu minerin-candango é silencioso, ele comunica mais pelo olhar que pelas palavras, com as quais ele tem um relacionamento hesitante. A força do olhar dele, no entanto, é irresistível. Um brilho de entusiasmo, um apertar carinhoso dos cantos dos olhos, um atento e discreto olhar de viés quando falo com outros… Uma linguagem toda nova que estou adorando aprender.

    O vocabulário estou aprendendo com a facilidade que a contemplação amorosa me dá. Eu já sei o que significam tantos gestos, tantos olhares. A gramática da alma do outro, no entanto, é uma aventura que leva uma vida inteira para levar a cabo. Uma aventura, amado, que eu quero muito começar com você, o mais rápido que puder, e para sempre.

    Amor de Índio
    Beto Guedes – Ronaldo Bastos

    Tudo que move é sagrado
    E remove as montanhas
    Com todo cuidado, meu amor
    Enquanto a chama arder
    Todo dia te ver passar
    Tudo viver a teu lado
    Com o arco da promessa
    Do azul pintado pra durar
    Abelha fazendo mel
    Vale o tempo que não voou
    A estrela caiu do céu
    O pedido que se pensou
    O destino que se cumpriu
    De sentir seu calor e ser todo
    Todo dia é de viver
    Para ser o que for e ser tudo
    Sim, todo amor é sagrado
    E o fruto do trabalho
    É mais que sagrado, meu amor
    A massa que faz o pão
    Vale a luz do seu suor
    Lembra que o sono é sagrado
    E alimenta de horizontes
    O tempo acordado de viver
    No inverno te proteger
    No verão sair pra pescar
    No outono te conhecer
    Primavera poder gostar
    No estio me derreter
    Pra na chuva dançar e andar junto
    O destino que se cumpriu
    De sentir seu calor e ser tudo

  • Guardiães do Cerrado

    Date: 2007.11.08 | Category: alegria, amor, esperança, minerin-candango, vida interior | Response: 0

    Já choveu aqui umas poucas vezes desde a última visita. A grama agora está verde, as copas das árvores cheias de folhas novas e brilhantes. Os pássaros planam como a brincar no ar seco e limpo da poeira. As nuvens desfilam lentamente por este céu imenso, ainda indecisas se vão partir ou ficar.

    Este céu, este céu… ele e as árvores retorcidas e inclinadas do cerrado, sempre parecendo marchar juntas numa mesma direção, são os guardiães desta terra cheia de contrastes. São eles também os guardiães do meu sentimento, tão grande, tão grande, imenso como o céu de Brasília, passeando tranquilo pelo meu coração como as fofas e brancas nuvens voando altas acima da minha cabeça.

    Estou tranquila, o coração explodindo em flor. Em flor roxa de ipê. Isso tudo que estou sentindo acho que só posso chamar de plenitude. Plena de mim, plena da presença dele, plena do céu do planalto. Plenamente feliz.

  • Date: 2007.11.05 | Category: amor, Asas de Borboleta, esperança, minerin-candango | Response: 0

    Administrando as diferenças

    Todos somos diferentes. Parece óbvio, mas não é. Tudo aquilo que torna aparentemente semelhantes os indivíduos dos diversos grupos a que pertencemos são semelhanças superficiais. Debaixo do verniz somos todos muito diversos, cada um é em si mesmo um mundo de coisas, e muitas vezes morremos sem explorá-las.

    Eu tenho esta curiosidade quase felina a respeito das diferenças. Eu não apenas respeito, eu admiro e reverencio aquilo que torna meu outro diferente de mim. Não sou Narciso e não preciso de um reflexo de mim. Quero um mundo diferente para explorar, quero que este outro percorra o meu universo e me mostre com seu olhar diferente coisas a meu respeito que eu nunca tinha percebido antes.

    Eu, que sou menina de apartamento, nunca aprendi a subir em árvores. Hoje sonho com um descampado onde só existe um monumental ipê-roxo, de tronco forte e largo, todo florido, para que eu possa escalar. Espero, de alguma forma, do meu jeito dengoso e meio inocente de gente de estufa, que eu traga a este terreno inóspito do cerrado uma suavidade que ele nunca conheceu.

    Brasília me espera. Amado, estou chegando.

Tópicos recentes

Comentários

Arquivos

Categorias

Meta