Archive for the ‘esperança’ Category

  • Coroa de flores de ipê

    Date: 2007.10.21 | Category: alegria, amor, esperança, minerin-candango, saudade, vida interior | Response: 1

    Meu lindo minerin-candango, você vive longe de mim, não posso estar sempre que quero olhando fundo nos seus olhos. Eles estão, entretanto, dentro de mim; toda vez que fecho os meus olhos é para ter você me fitando dentro da minha retina, com suas duas fundas piscinas escuras, de águas limpas como os lagos subterrâneos de algumas cavernas.

    Entendo, entendo tudo que você não pode dizer. Quanto ao que gostaria de dizer, bem, o charmoso Jorge Aragão já falou por mim em sua cantoria mansa. Então tem recado dele para você.

    Lucidez

    Por favor!
    Não me olhe assim
    Se não for
    Por viver só prá mim…

    Aliás!
    Se isso acontecer
    Tanto faz
    Já me fiz por merecer…

    Mas cuidado não vá se entregar
    Nosso caso não pode vazar
    E tão bom se querer
    Sem saber
    Como vai terminar…

    Onde a lucidez se aninhar
    Pode deixar
    Quando a solidão apertar
    Olhe pro lado
    Olhe pro lado
    Eu estarei por lá…

  • O andar da carruagem

    Date: 2007.09.30 | Category: alegria, amor, esperança, vida interior | Response: 0

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    Há mais de três anos eu o convidei para dançar, antes que ele estivesse preparado para dizer sim, e a dança não aconteceu. Deixei-o livre, ele retornou à minha vida meses atrás, diferente. Mais próximo de um outro jeito. A dança continuou sem acontecer. Continuei a deixá-lo livre, bicho solto que é.

    Hoje me despedi dele mais uma vez, numa cidade mais perto do céu que a minha. Hoje – e eu digo isto feliz e tranquila – sou a “menina sua amiga”, e pretendo usufruir o quanto puder deste amor que não vai embora que é a amizade. Deixando-o livre, sempre, cada vez mais livre – e mais confortável, espero.

    Só que a música continua tocando em meu coração, meu amigo. Algum dia vamos fazer jus a ela e finalmente dançar? Ainda acho que vai ser uma coisa linda para lembrarmos (e lembrarmo-nos), tanto quanto tem sido lindo imaginar.

    E, hoje, este é o andar da carruagem.

  • Date: 2007.09.18 | Category: amor, esperança, minerin-candango, saudade | Response: 0

    Não tendo você aqui

    Não tendo você aqui, janto no sofá, sem luzes,
    Olhando a noite andar lentamente pela janela.
    Não tendo seu olhar sobre mim,
    Não tenho vontade de sorrir e a boca mantém-se cerrada.
    Sem seu ouvido atento, que adianta falar?
    Permaneço em silêncio.
    Sem sua mão para segurar,
    A minha permanece espalmada, pedinte, indigente.
    Sem seu corpo para me ninar,
    Permaneço insone até que o cansaço me feche os olhos.

    Aguardar é duro, amado, quando tudo que olho em volta
    Me lembra sua presença ou sua ausência.
    A saudade do que nunca tive virou saudade, apenas.
    Meu coração bate em tempo com as sílabas do seu nome.

    Cole Porter faz cada vez mais sentido…
    Não tendo você aqui,
    É com ele que durmo hoje à noite.

    Night and Day

    Like the beat beat beat of the tom-tom
    When the jungle shadows fall
    Like the tick tick tock of the stately clock
    As it stands against the wall

    Like the drip drip drip of the raindrops
    When the Summer shower is through
    So a voice within me keeps repeating
    You, you, you

    Night and day, you are the one
    Only you beneath the Moon or under the Sun
    Whether near to me, or far
    It’s no matter darling where you are
    I think of you
    Day and night, night and day, why is it so

    That this longing for you follows wherever I go
    In the roaring traffic’s boom
    In the silence of my lonely room
    I think of you
    Day and night, night and day

    Under the hide of me
    There’s an oh such a hungry yearning burning inside of me
    And this torment won’t be through
    Until you let me spend my life making love to you
    Day and night, night and day

  • Date: 2007.09.07 | Category: amor, Asas de Borboleta, encantamento, esperança | Response: 0

    Resumindo a ópera

    Se eu fosse escrever tudo que me aconteceu e tudo que senti esta semana, este post ficaria desconexo e muito denso. Fui fazendo, nos ônibus que me levavam, um de Brasília a Goiânia e outro de volta a Brasília, umas poesias de minuto, uns versinhos pernetas que espero me ajudem a expressar minimamente tudo o que eu vou deixar pendurado nas entrelinhas.

    Ventania

    Quem já encontrou Cristiana
    Sabe bem que ela não engana
    Conhece sua gargalhada profana
    Sorriso rápido, cigarro aceso,
    Cabelo solto, cabelo preso
    Corre e senta, sobe e desce
    Parece que nunca amadurece
    Dela a gente nunca esquece!

    Fofura

    Soriso doce de amigo para toda vida
    Olhar inteligente e amoroso de poeta
    Voz calma e alegre de menino
    Caminha nesta vida sem destino
    Porque seu destino, menino, é a Vida
    É vagar por este mundo, quem diria,
    De mãos dadas, em eterna harmonia
    Com a mais bela namorada
    E a cachorrinha mais amada!

    O nome da Rosa

    A gentileza é doce e macia, mas não tem pétalas tão delicadas
    A amizade é rica, mas não tem cores tão belas
    O carinho é um sentimento quente, mas sem tantos rubros matizes
    Ela é como o desdobrar de vários lábios carmins, que me sorriem felizes
    Qual é, afinal, o nome desta rosa, que ganhei da amiga deusa?
    Será Maria, será Carmem, será Edileusa?
    Que amorizade tão grande se desdobra em tanta beleza?

    Zig-Zag

    A vida me faz ir para lá
    Ele vai imediatamente para cá
    Eu falo, ele não consegue ouvir
    Eu amo, ele não tem como retribuir
    Alguma hora, entretanto,
    Num breve e doce intervalo
    Haverá algum encontro?
    Finalmente me regalo?

  • Date: 2007.09.05 | Category: amor, Asas de Borboleta, encantamento, esperança, minerin-candango | Response: 0

    Passeio em Brasília entre céu imenso e amigos especiais. Revejo lugares de infância e conheço pessoas novas. Amor, carinho, amizade… tenho muito disto tudo, para dar e para receber. Está aqui, envolto em Asas de Borboleta, e está logo ali, em minhas mãos.

    Tenho estado estes dias chafurdando numa felicidade calma, que para ser completa precisa apenas tirar a tristeza de um coração especial, que mais que os outros desperta meu amor, meu carinho, minha amizade. Enquanto a felicidade não é completa, digo que ela é doce. Uma agridoce espera, amado.

    Estou muito feliz com os comentários dos novos e antigos visitantes do Asa, especialmente encantada com a graciosa mensagem-poema do Marcio Estanqueiro. Amigos, novos e velhos, vocês me fazem muito bem. Beijos a todos, sempre

  • Date: 2007.07.04 | Category: amor, Asas de Borboleta, esperança, vida interior | Response: 0

    Queridos

    O mês de junho foi um mês de trabalho pesado e de muita meditação.
    A vida mudou muito, mais uma das muitas metamorfoses por que passamos.

    De tudo que passei nos últimos anos, segue resumo abaixo:

    Aquilo que sinto, mostro. Daquilo que faço, raramente me arrependo.
    Do que não faço, e acho que devo fazer,
    vem este sentimento de urgência.
    Da vida sei que só levamos o que sentimos.
    Seja amor, seja ódio e amargor.
    Não pretendo encontrar meus pais e ancestrais, na Eternidade,
    sentindo ódio e rancor.
    Não pretendo esquecer nunca de dizer que amo, porque é verdade.
    Eu amo.
    É a minha bênção e a minha sina,
    e é meu presente para quem quiser dele fazer uso.

    Que a Vida seja amena e gentil;
    quando não for, que sejamos nós assim em nosso coração.

    Beijo de Borboleta em cada um

  • Date: 2007.05.11 | Category: esperança, espírito | Response: 0

    Recebendo a visita do Bem

    Tão bonita foi a palestra do Papa Bento – querido, simpático, vigoroso e tão belamente alemão Papa Bento – que eu não podia deixar de colar aqui alguns trechos que achei especialmente importantes. Não apenas para os jovens, já que eu há muito tempo não posso me considerar um deles, mas para todos que têm fome e sede de vida eterna.

    Olhem que lindo convite!

    “(…)Hoje quero convosco refletir sobre o texto de São Mateus (19, 16-22), que acabamos de ouvir. Fala de um jovem. Ele veio correndo ao encontro de Jesus. Merece destaque a sua ânsia. Neste jovem vejo a todos vós, jovens do Brasil e da América Latina. Viestes correndo de diversas regiões deste Continente para nosso encontro. Quereis ouvir, pela voz do Papa, as palavras do próprio Jesus.

    Tendes uma pergunta crucial, referida no Evangelho, a Lhe fazer. É a mesma do jovem que veio correndo ao encontro com Jesus: o que fazer para alcançar a vida eterna? Gostaria de aprofundar convosco esta pergunta. Trata-se da vida.

    A vida que, em vós, é exuberante e bela. O que fazer dela? Como vivê-la plenamente?

    (…)Jesus mesmo explicita o que é bom para nós, dando-nos sua primeira catequese. «Se queres entrar na vida, observa os mandamentos» (Mt 19,17). Ele parte do conhecimento que o jovem já obteve certamente de sua família e da Sinagoga: de fato, ele conhece os mandamentos.

    Eles conduzem à vida, o que equivale a dizer que eles nos garantem autenticidade. São as grandes balizas a nos apontarem o caminho certo. Quem observa os mandamentos está no caminho de Deus.

    Não basta conhecê-los. O testemunho vale mais que a ciência, ou seja, é a própria ciência aplicada. Não são impostos de fora, nem diminuem nossa liberdade. Pelo contrário: constituem impulsos internos vigorosos, que nos levam a agir nesta direção. Na sua base está a graça e a natureza, que não nos deixam parados. Precisamos caminhar. Somos impelidos a fazer algo para nos realizarmos a nós mesmos. Realizar-se, através da ação, na verdade, é tornar-se real.

    Nós somos, em grande parte, a partir de nossa juventude, o que nós queremos ser. Somos, por assim dizer, obra de nossas mãos.

    (…)

    Os anos que vós estais vivendo são os anos que preparam o vosso futuro. O “amanhã” depende muito de como estais vivendo o “hoje” da juventude. Diante dos olhos, meus queridos jovens, tendes uma vida que desejamos seja longa; mas é uma só, é única: não a deixeis passar em vão, não a desperdiceis. Vivei com entusiasmo, com alegria, mas, sobretudo, com senso de responsabilidade.

    (…)

    Sede homens e mulheres livres e responsáveis; fazei da família um foco irradiador de paz e de alegria; sede promotores da vida, do início ao seu natural declínio; amparai os anciãos, pois eles merecem respeito e admiração pelo bem que vos fizeram. O Papa também espera que os jovens procurem santificar seu trabalho, fazendo-o com competência técnica e com laboriosidade, para contribuir ao progresso de todos os seus irmãos e para iluminar com a luz do Verbo todas as atividades humanas (cf. Lumen Gentium, n. 36). Mas, sobretudo, o Papa espera que saibam ser protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna, cumprindo as obrigações frente ao Estado: respeitando as suas leis; não se deixando levar pelo ódio e pela violência; sendo exemplo de conduta cristã no ambiente profissional e social, distinguindo-se pela honestidade nas relações sociais e profissionais. Tenham em conta que a ambição desmedida de riqueza e de poder leva à corrupção pessoal e alheia; não existem motivos para fazer prevalecer as próprias aspirações humanas, sejam elas econômicas ou políticas, com a fraude e o engano.

    (…)

    Meu apelo de hoje, a vós jovens, que viestes a este encontro, é que não desperdiceis vossa juventude. Não tenteis fugir dela. Vivei-a intensamente. Consagrai-a aos elevados ideais da fé e da solidariedade humana. Vós, jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade, como uma espécie de fuga do presente. Pelo contrário: vós sois o presente jovem da Igreja e da humanidade. Sois seu rosto jovem. A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada.

    (…)

    Queridos jovens, Cristo vos chama a serem santos. Ele mesmo vos convoca e quer andar convosco, para animar com Seu espírito os passos do Brasil neste início do terceiro milênio da era cristã. Peço à Senhora Aparecida que vos conduza, com seu auxílio materno e vos acompanhe ao longo da vida.

    Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

  • Date: 2007.05.05 | Category: Asas de Borboleta, esperança | Response: 0

    O Rio em Maio

    O poeta pode gostar de Paris no outono, por seu amor estar por lá, mas certamente ele ficaria um tanto balançado na escolha de que cidade louvar se conhecesse o Rio de Janeiro em maio. É certo que as muitas mudanças climáticas – que os ambientalistas dizem sinalizar o perigoso descontrole da natureza causado pelo homem – causam uma falta de definição nas estações da cidade (que muitos dizer ter apenas duas: verão e inferno, risos).

    Entretanto, há dias ainda em que o Rio se arruma para seduzir o olhar, como moça bonita se arruma para festa. Banha-se com a chuva de fim de tarde, limpa seu céu durante a madrugada para receber a lua cheia e acorda vestida com o verde brilhante das folhas recém-lavadas, coberta por um céu de um azul-claro faiscante, quase branco, envolta por uma luz dourada, cercada de mar. É bonita a moça, muito bonita; nestas horas a cidade até consegue esconder os maus-tratos que os habitantes insensíveis lhe inflingem.

    Andando pela cidade nestes dias, sinto o coração leve e o espírito querendo alçar vôo para acompanhar as aves que pescam nas lagoas ou no mar. Dá vontade de sair andando por aí, passear pelo Centro, perambular pela Cinelândia, dar um pulo no MAM e pegar um ônibus até Copacabana, percorrer o calçadão vagarosamente até o Leblon. Dá energia, esta luz dourada do outono carioca, dá alegria e dá esperança.

    E eu nem preciso dizer que as borboletas invadem a cidade, preciso? Afinal, as borboletas entendem de beleza, e como alguém me disse há pouco tempo, contemplar a beleza é bom.

    Muito bom.

  • Date: 2007.04.29 | Category: esperança, espírito, vida interior | Response: 0

    De fora para dentro, de dentro para fora

    Por mais que se conheça todo o mundo, da Patagônia ao Alaska, do Panamá ao Japão, passando pela Europa, Ásia e Austrália, sempre parece que olhamos o mundo de fora como se por trás do nosso olhar houvesse uma parede escura. Nada daquilo que acontece dentro aparece quando olhamos o mundo fora de nós.

    Quando olhamos para nosso interior, da mesma forma, escurece o ambiente que nos cerca, as pessoas e as coisas viram manchas nebulosas sem consistência. Naquele momento, tudo o que importa é todo um mundo interior, nossas necessidades internas, aquilo que desejamos para suprir o que necessitamos.

    Uma pessoa especial me tem corrigido em uma série de coisas sérias e tolas que acho que todos fazemos sem pensar. Uma delas é desmontar o todo em partes, e fazer de conta que as partes têm uma independência entre si. Quando dizemos “meu pé”, “minha mão”, “minha cabeça”, muitas vezes agimos mentalmente como se aquela parte de nós não fosse integralmente nossa, mas algo separado do nosso eu.

    Fazemos a mesma coisa com “meu corpo” e “minha alma”, como se um não permeasse o outro e não fossem as duas coisas uma coisa só. Criamos dicotomias, separações, barreiras mentais que no final só servem de obstáculos para que possamos entender o todo com mais clareza. Então, é como se picássemos uma imagem em pedaços e os separássemos num complexo número de pequenas peças que depois só de forma muito dolorosa conseguimos montar de volta. Fazemos, nós mesmos, enormes quebra-cabeças que depois nos parecem quase impossíveis de montar.

    O eu não poderia estar separado do mundo que vive, da mesma forma que o mundo não é algo diferente do eu. Só podemos começar a funcionar de maneira harmoniosa e equilibrada se nos convencermos que dicotomias e separações são construções abstratas nossas, castelos de cartas que podem ser derrubados de uma vez com uma única frase. E na maior parte do tempo são.

    Querido, conto com sua ajuda para colocar os castelos de cartas todos no chão. Quero, preciso e determinei para mim mesma que hei de liberar minha visão até a linha do horizonte. Não quero mais ilusões de qualquer tipo, até onde a vista alcançar.

    Se é no deserto que temos de ir para vencer as tentações que querem nos derrubar, é no deserto que desejo ficar.

  • Fanzine

    Date: 2006.02.21 | Category: alegria, esperança, espírito | Response: 0

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    Eles vieram a SP, como tinham estado no Rio. Nas duas vezes eu não fui, por motivos parecidos. Queria que o conjunto tivesse aquela visceralidade inocente dos primeiros anos, queria que a coisa toda fosse mais primitiva e menos “zooropa”. Não queria ver o Bono saltitando vestido de terno prateado. Não queria participar da “índústria do showbusiness”.

    Parece que o tempo passou e a crise de adolescência da banda também. Eu pude ver pela TV uma banda que me emocionou pela declarada alegria de estar ali, pela falta de vontade de ir embora. E, na hora que eles foram realmente embora, o gesto singelo de colocar o terço sobre o pedestal do microfone e saudar o Senhor me fez chorar.

    Katilce podia estar muito contente, mas duvido que estivesse mais FELIZ que eu enquanto a multidão, sem saber, louvava a Deus em altos brados, e toda aquela vozeria subia aos céus inocente, vital e forte, massas de vozes em coro pedindo a Jesus libertação.

    Que os anjos digam amém.

    40

    I waited patiently for the Lord.
    He inclined and heard my cry.
    He brought me up out of the pit
    Out of the miry clay.

    I will sing, sing a new song.
    I will sing, sing a new song.
    How long to sing this song?
    How long to sing this song?
    How long, how long, how long
    How long to sing this song?

    You set my feet upon a rock
    And made my footsteps firm.
    Many will see, many will see and hear.

    I will sing, sing a new song.
    I will sing, sing a new song
    I will sing, sing a new song.
    I will sing, sing a new song

    How long to sing this song?
    How long to sing this song?
    How long to sing this song?
    How long to sing this song?

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