Archive for the ‘espírito’ Category

  • Para Falar de Vida

    Date: 2008.02.12 | Category: esperança, espírito, luta, vida interior | Response: 0

    Depois de quase dois meses de ausência – que foram dois meses em que minha alma entrou em reunião a portas fechadas com minha mente e coração para analisar tudo o que já vivi nestes 43 anos de vida completos dia 12 de janeiro – estou de volta a esta minha casa na Net. Este é cantinho onde a Sue se comunica com aquelas pessoas que escolhem vir aqui e ler tudo que eu escrevo, seja lírico ou seja tolo, seja amoroso ou triste. Porque “literário” não é, nunca de propósito. As pessoas que quero aqui, comunicando comigo, são as pessoas com as que já me disseram: “eu penso e sinto também assim” ou “você colocou em palavras o que eu sentia mas não conseguia expressar” (este é o meu elogio favorito dentre todos). Pessoas, enfim, que tenham uma ressonância de espírito comigo.

    Eu, no post anterior, desejo feliz aniversário à minha mami, que já partiu desta vida faz quase 22 anos. Porque eu sei que a vida é mais e maior que o que aquilo que vemos aqui, e a partida é apenas um novo começo. Afinal de contas, este peixinho na coluna da direita não significa uma homenagem a meu bisavô pescador… mas simboliza meu relacionamento e irmandande com alguns ajudantes do sucessor do primeiro Pescador de Homens, que me levaram pela mão até o regaço de Jesus e de sua Mãe Santíssima, de onde aprendi a louvar a Vida.

    Tenho alguns amigos na rede que também aprenderam sobre a Vida nestes regaços, beberam da mesma fonte que eu, e um em especial tem uma maravilhosa forma de celebrar a defender a Vida: meu amigo jornalista Marcio Campos. eu já declarei em público um dia que ele é um bilhete premiado de loteria, hoje me declaro fanzoca assumida. Ele está fazendo um trabalho inteligente, espirituoso tanto quanto espiritual – e além de tudo muito importante -, a respeito da forma com que a Mídia tenta criticar aqueles que celebram a Vida. Força, Marcio, posso colaborar com este pequeno link e muitas orações. Você com certeza, com a ajuda do Espírito Santo, dá conta do resto.

    Com vocês o “Pai, perdoai-lhes, eles não sabem o que escrevem

  • Joaquins

    Date: 2007.12.12 | Category: amor, espírito, luta, saudade, vida interior | Response: 0

    Os caminhos que a vida traça sem a gente perceber… chega a ser engraçado, se ao menos não fosse tão triste. Uma faxina mais corajosa nos pertences do pai, mais umas sacolas de livros doados à Biblioteca Municipal, e eis que uma figura muito importante do meu passado aparece de fininho, elegante como sempre foi, sem exagero de expressão, quase calado como ele era. Um livrinho escrito por um outro-pai, um homem que me amava e a quem eu amei exageradamente, com coração de filha e de criança. Nunca cheguei à conclusão se ele era um poeta que lutava ou se era um guerreiro que fazia poesia. Ele morreu enquanto eu era jovem demais para descobrir.

    Hoje há outro Joaquim que eu amo, exageradamente como amei meu primeiro Joaquim, mas sem a inocência e o salvo-conduto da infância. Amar na idade madura é tão mais arriscado, tanto calo a ser pisado onde só havia alegria antes… Meu primeiro Joaquim era metade como eu, sensível e apaixonado, se expressava na poesia. Metade ele era como o segundo Joaquim, calado e guardado, desesperançado com o mundo. O primeiro Joaquim morreu de tristeza, ainda muito novo, poeta que era, novo demais, com muita poesia tragicamente por escrever. Deixou de cumprir a promessa-ameaça que jocosamente fazia a meu pai, que era a de me levar, ele mesmo, ao altar e entregar minha mão à um prometido que ainda estava no porvir.

    Teria sido perfeito, tio amado, que você pudesse ter-me levado àquele prometido altar, e entregue sua pequena amiga para um segundo Joaquim, jovem, confiante e livre para me receber diante de Deus e dos homens. Mas este mundo, este mundo que nos rala a pele e nos enche a alma de cicatrizes, este mundo não é perfeito, não é, querido?

    De um Joaquim para outro, passando por dentro do meu coração:

    Amigos de Longos Anos
    (Maj. Brig. Joaquim Vespasiano Ramos)

    Fixei-me no horizonte
    À procura do infinito
    E só a linha do horizonte
    Apareceu-me no infinito!

    Procurei no escuro do firmamento
    A mais bela e distante estrela;
    Escondida no escuro do firmamento
    Estava a mais bela e distante estrela!

    Contemplei, do deserto, a miragem
    Com a esperança de olhos cansados.
    Eclipsou-se, porém, do deserto a miragem
    Para a tristeza dos olhos cansados.

    Esperei as ilusões de um lindo sonho
    No meu sono tranquilo e profundo;
    Recusou-me ilusões o lindo sonho
    Do meu sono tranquilo e profundo!

    Busquei, no âmago do pensamento,
    As alegrias e venturas do passado;
    Nada havia no âmago do pensamento —
    Nem alegrias e venturas no passado.

    Ofereci a mão da amizade
    Ao amigo de longos anos;
    Estendida ficou a mão da amizade
    Sem a do amigo de longos anos!

    Procurei na gota de orvalho
    A lágrima que me falta.
    Desmanchou-se a gota de orvalho
    E a lágrima inda me falta.

  • Date: 2007.07.15 | Category: amor, espírito, vida interior | Response: 0

    Carta-compromisso

    Tanto, tanto, tanto que eu falei, e só o que ficou foi mágoa.
    Tanto, tanto, tanto que eu fiz, e só o que ficou foi falta.
    Tanto, tanto, tanto assegurei, e só o que ficou foi incerteza.
    Não fui capaz de fazer você crer, eu que creio tanto.

    A conclusão a que chego é que você, como quase todo mundo hoje em dia, jogou para longe e se recusa a abraçar tudo aquilo em que acredito. Eu até entendo o porquê, afinal é mesmo difícil resistir à pressão de uma sociedade inteira.

    Mais fácil é ser descrente, desconfiado, erguer barreiras – afinal, não dá para dizer que as minhas defesas são resultado de mero descontrole emocional meu, já que são reação a tudo que passamos juntos; você ajudou a criar a Sue que hoje desconhece –, mais fácil é achar que a vida é assim mesmo, e se armar.

    Só que NISSO eu não acredito.


    Um Amor Infinito
    Pedro Ayres Magalhães (Madredeus)

    Dizem que
    Um Amor Infinito
    Já não há
    Porque não pode ser
    Que um Amor
    Se Divino
    Já não há
    Nem se vai conhecer
    – E eu não acredito…
    – Não sei como eu não acredito…
    – E peço para ver
    – Eu só peço para ver
    – Ainda peço para ver
    Um Amor Infinito
    Já não há
    É impossível haver
    Dizem
    Que um Amor
    Consentido
    Já não há
    Nem se pode entender
    – E eu não acredito…
    – Não sei como eu não acredito
    – E peço para ver…
    – Eu só peço para ver
    – Ainda peço para ver
    Dizem que
    Um Amor Infinito
    Já não há
    Nem há tempo a perder
    Que um Amor
    Um Princípio
    Já não há
    Nem há nada a dizer
    – E eu não acredito…
    – Não sei como eu não acredito
    – E peço para ver…
    – Eu só peço para ver
    – Ainda peço para ver

  • Date: 2007.05.11 | Category: esperança, espírito | Response: 0

    Recebendo a visita do Bem

    Tão bonita foi a palestra do Papa Bento – querido, simpático, vigoroso e tão belamente alemão Papa Bento – que eu não podia deixar de colar aqui alguns trechos que achei especialmente importantes. Não apenas para os jovens, já que eu há muito tempo não posso me considerar um deles, mas para todos que têm fome e sede de vida eterna.

    Olhem que lindo convite!

    “(…)Hoje quero convosco refletir sobre o texto de São Mateus (19, 16-22), que acabamos de ouvir. Fala de um jovem. Ele veio correndo ao encontro de Jesus. Merece destaque a sua ânsia. Neste jovem vejo a todos vós, jovens do Brasil e da América Latina. Viestes correndo de diversas regiões deste Continente para nosso encontro. Quereis ouvir, pela voz do Papa, as palavras do próprio Jesus.

    Tendes uma pergunta crucial, referida no Evangelho, a Lhe fazer. É a mesma do jovem que veio correndo ao encontro com Jesus: o que fazer para alcançar a vida eterna? Gostaria de aprofundar convosco esta pergunta. Trata-se da vida.

    A vida que, em vós, é exuberante e bela. O que fazer dela? Como vivê-la plenamente?

    (…)Jesus mesmo explicita o que é bom para nós, dando-nos sua primeira catequese. «Se queres entrar na vida, observa os mandamentos» (Mt 19,17). Ele parte do conhecimento que o jovem já obteve certamente de sua família e da Sinagoga: de fato, ele conhece os mandamentos.

    Eles conduzem à vida, o que equivale a dizer que eles nos garantem autenticidade. São as grandes balizas a nos apontarem o caminho certo. Quem observa os mandamentos está no caminho de Deus.

    Não basta conhecê-los. O testemunho vale mais que a ciência, ou seja, é a própria ciência aplicada. Não são impostos de fora, nem diminuem nossa liberdade. Pelo contrário: constituem impulsos internos vigorosos, que nos levam a agir nesta direção. Na sua base está a graça e a natureza, que não nos deixam parados. Precisamos caminhar. Somos impelidos a fazer algo para nos realizarmos a nós mesmos. Realizar-se, através da ação, na verdade, é tornar-se real.

    Nós somos, em grande parte, a partir de nossa juventude, o que nós queremos ser. Somos, por assim dizer, obra de nossas mãos.

    (…)

    Os anos que vós estais vivendo são os anos que preparam o vosso futuro. O “amanhã” depende muito de como estais vivendo o “hoje” da juventude. Diante dos olhos, meus queridos jovens, tendes uma vida que desejamos seja longa; mas é uma só, é única: não a deixeis passar em vão, não a desperdiceis. Vivei com entusiasmo, com alegria, mas, sobretudo, com senso de responsabilidade.

    (…)

    Sede homens e mulheres livres e responsáveis; fazei da família um foco irradiador de paz e de alegria; sede promotores da vida, do início ao seu natural declínio; amparai os anciãos, pois eles merecem respeito e admiração pelo bem que vos fizeram. O Papa também espera que os jovens procurem santificar seu trabalho, fazendo-o com competência técnica e com laboriosidade, para contribuir ao progresso de todos os seus irmãos e para iluminar com a luz do Verbo todas as atividades humanas (cf. Lumen Gentium, n. 36). Mas, sobretudo, o Papa espera que saibam ser protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna, cumprindo as obrigações frente ao Estado: respeitando as suas leis; não se deixando levar pelo ódio e pela violência; sendo exemplo de conduta cristã no ambiente profissional e social, distinguindo-se pela honestidade nas relações sociais e profissionais. Tenham em conta que a ambição desmedida de riqueza e de poder leva à corrupção pessoal e alheia; não existem motivos para fazer prevalecer as próprias aspirações humanas, sejam elas econômicas ou políticas, com a fraude e o engano.

    (…)

    Meu apelo de hoje, a vós jovens, que viestes a este encontro, é que não desperdiceis vossa juventude. Não tenteis fugir dela. Vivei-a intensamente. Consagrai-a aos elevados ideais da fé e da solidariedade humana. Vós, jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade, como uma espécie de fuga do presente. Pelo contrário: vós sois o presente jovem da Igreja e da humanidade. Sois seu rosto jovem. A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada.

    (…)

    Queridos jovens, Cristo vos chama a serem santos. Ele mesmo vos convoca e quer andar convosco, para animar com Seu espírito os passos do Brasil neste início do terceiro milênio da era cristã. Peço à Senhora Aparecida que vos conduza, com seu auxílio materno e vos acompanhe ao longo da vida.

    Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

  • Date: 2007.04.29 | Category: esperança, espírito, vida interior | Response: 0

    De fora para dentro, de dentro para fora

    Por mais que se conheça todo o mundo, da Patagônia ao Alaska, do Panamá ao Japão, passando pela Europa, Ásia e Austrália, sempre parece que olhamos o mundo de fora como se por trás do nosso olhar houvesse uma parede escura. Nada daquilo que acontece dentro aparece quando olhamos o mundo fora de nós.

    Quando olhamos para nosso interior, da mesma forma, escurece o ambiente que nos cerca, as pessoas e as coisas viram manchas nebulosas sem consistência. Naquele momento, tudo o que importa é todo um mundo interior, nossas necessidades internas, aquilo que desejamos para suprir o que necessitamos.

    Uma pessoa especial me tem corrigido em uma série de coisas sérias e tolas que acho que todos fazemos sem pensar. Uma delas é desmontar o todo em partes, e fazer de conta que as partes têm uma independência entre si. Quando dizemos “meu pé”, “minha mão”, “minha cabeça”, muitas vezes agimos mentalmente como se aquela parte de nós não fosse integralmente nossa, mas algo separado do nosso eu.

    Fazemos a mesma coisa com “meu corpo” e “minha alma”, como se um não permeasse o outro e não fossem as duas coisas uma coisa só. Criamos dicotomias, separações, barreiras mentais que no final só servem de obstáculos para que possamos entender o todo com mais clareza. Então, é como se picássemos uma imagem em pedaços e os separássemos num complexo número de pequenas peças que depois só de forma muito dolorosa conseguimos montar de volta. Fazemos, nós mesmos, enormes quebra-cabeças que depois nos parecem quase impossíveis de montar.

    O eu não poderia estar separado do mundo que vive, da mesma forma que o mundo não é algo diferente do eu. Só podemos começar a funcionar de maneira harmoniosa e equilibrada se nos convencermos que dicotomias e separações são construções abstratas nossas, castelos de cartas que podem ser derrubados de uma vez com uma única frase. E na maior parte do tempo são.

    Querido, conto com sua ajuda para colocar os castelos de cartas todos no chão. Quero, preciso e determinei para mim mesma que hei de liberar minha visão até a linha do horizonte. Não quero mais ilusões de qualquer tipo, até onde a vista alcançar.

    Se é no deserto que temos de ir para vencer as tentações que querem nos derrubar, é no deserto que desejo ficar.

  • Fanzine

    Date: 2006.02.21 | Category: alegria, esperança, espírito | Response: 0

    Image hosting by Photobucket

    Eles vieram a SP, como tinham estado no Rio. Nas duas vezes eu não fui, por motivos parecidos. Queria que o conjunto tivesse aquela visceralidade inocente dos primeiros anos, queria que a coisa toda fosse mais primitiva e menos “zooropa”. Não queria ver o Bono saltitando vestido de terno prateado. Não queria participar da “índústria do showbusiness”.

    Parece que o tempo passou e a crise de adolescência da banda também. Eu pude ver pela TV uma banda que me emocionou pela declarada alegria de estar ali, pela falta de vontade de ir embora. E, na hora que eles foram realmente embora, o gesto singelo de colocar o terço sobre o pedestal do microfone e saudar o Senhor me fez chorar.

    Katilce podia estar muito contente, mas duvido que estivesse mais FELIZ que eu enquanto a multidão, sem saber, louvava a Deus em altos brados, e toda aquela vozeria subia aos céus inocente, vital e forte, massas de vozes em coro pedindo a Jesus libertação.

    Que os anjos digam amém.

    40

    I waited patiently for the Lord.
    He inclined and heard my cry.
    He brought me up out of the pit
    Out of the miry clay.

    I will sing, sing a new song.
    I will sing, sing a new song.
    How long to sing this song?
    How long to sing this song?
    How long, how long, how long
    How long to sing this song?

    You set my feet upon a rock
    And made my footsteps firm.
    Many will see, many will see and hear.

    I will sing, sing a new song.
    I will sing, sing a new song
    I will sing, sing a new song.
    I will sing, sing a new song

    How long to sing this song?
    How long to sing this song?
    How long to sing this song?
    How long to sing this song?

  • Alguns Post Scripts

    Date: 2005.06.20 | Category: amizade, Asas de Borboleta, espírito, luta | Response: 0

    Queridos todos,

    Já peguei minha vida de volta, ela está firme em minhas mãos. Tudo corre muito bem, apesar de correr um pouco depressa demais para que eu possa escrever aqui o tanto que gostaria. Então, por enquanto, nada de posts, mas tem recado para todo mundo:

    Minha Kitty, saudades! Que bom que voltou à net, fique um tempinho que eu já já tenho novidades bem legais…

    Helô, nem preciso dizer que uma das coisas que me tornam uma pessoa feliz é ter você na minha vida, você, MC e o gato mais lindo do mundo. Avisa para a MC que quando estou muito triste, abraço o Supergato que ela me deu de presente, e fico mais feliz; quando estou tão contente que nem sei o que dizer para pessoas, eu abraço o Supergato e ele entende. Depois que meu gato de pelo e osso morreu, o supergato de pelúcia virou meu consolo e meu companheiro, e não estou nem aí de ter mais que passado da idade de dormir com bichinhos de pelúcia, durmo mesmo assim. 🙂

    Dada, uma beijoca.

    Minha Goonie, esteja à vontade, se largue numa almofada, pegue o livro que quiser, porque tudo aqui no Asa é seu. Se quiser ajuda para pegar sua vida de volta, manda avisar.

    Alfredo, querido querido amigo. Não consigo dizer muito mais que isso, o coração transborda.

    Evandro, meu irmão, saudades.

    Clayton, LIGA!!!!

    Stella, RÚSSIA?!?!?! 🙂

    Amados todos, fiquem felizes. Eu estou bem, muito ocupada e volto agorinha

    Beijos de borboleta

  • Date: 2005.04.19 | Category: espírito | Response: 0

    Image hosted by Photobucket.com
    Alla Finestra di San Pietro

    Ah, que alegria! Deus proteja o novo Papa Bento XVI. Que ele continue a confirmar a Igreja na verdadeira Fé!

    Deus é BOM!! :))

  • Date: 2005.04.09 | Category: espírito | Response: 0

    Image hosted by Photobucket.com

    Alla finestra della casa del Padre

    A janela terrena está vazia, a figura que nos amparou, nos orientou e nos amou até seu último suspiro, descansa agora na silenciosa cripta onde repousa São Pedro. Mas, como disse tão maravilhosamente bem o Cardeal Ratzinger, ele agora nos olha e nos abençôa da janela da casa do Pai. Desta janela ele nos vê com mais clareza, e intercede por nós com mais eficácia.

    Agora é rezar por sua alma, para que seu descanso eterno seja cheio da graça que ele merece, e pedir a Deus que guie a mão dos cardeais que vão ser responsáveis por encher novamente a janela que hoje se queda vazia.

  • Date: 2005.04.02 | Category: espírito | Response: 0

    Image hosted by Photobucket.com

    “E nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam, daqueles que são chamados segundo o seu desígnio. Porque os que de antemão Ele conheceu, esses também predestinou a serem conformes à imagem do seu Filho, a fim de ser Ele o primogênito entre muitos irmãos. E os que predestinou, também os chamou; e os que chamou, também os justificou, e os que justificou, também os glorificou.

    Depois disto, que nos resta a dizer? Se Deus está conosco, quem estará contra nós? Quem não poupou seu próprio Filho e o entregou por todos nós, como não nos haverá de agraciar em tudo junto com ele? Quem acusará os eleitos de Deus? É Deus quem justifica. Quem condenará? Cristo Jesus, aquele que morreu, ou melhor, que ressuscitou, aquele que está à direita de Deus e que intercede por nós?

    Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, os perigos, a espada? Segundo está escrito: ‘Por sua causa somos postos à morte o dia todo, somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro’.

    Mas em tudo isto, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou.

    Pois estou convencido que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem os poderes, nem a altura nem a profundeza, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus, Nosso Senhor.”

    (Epístola de São Paulo aos Romanos, capítulo 8, versículos de 28 a 39)

    Ontem, acompanhando a agonia do Sumo Pontífice, eu chorei, eu me compadeci, eu senti medo. Quem, ó Pai Eterno, pensava eu, quem nos socorrerá quando este nosso pai tão forte, mesmo em sua fragilidade, partir? Como poderemos manter a integridade de nosso coração sem o olhar atento e lúcido deste servo de Deus? Eu senti mesmo uma grande angústia, como toda a filha que está para perder um pai amantíssimo. Me perguntei muitas vezes o que faria sem ele

    Deus nunca nos desampara, entretanto. Ao chegar de uma aula e saber do falecimento do Papa, liguei a televisão na Rai, que é uma das únicas emissoras que está fazendo uma cobertura razoavelmente decente do que é um momento doloroso para todos os católicos. Na Rai, o apresentador disse uma coisa que me enterneceu: o auxiliar mais próximo do Papa disse que sua última palavra foi “Amém”.

    Este Pai de todos os Cristãos, este pilar de força que resistiu ao nazismo, ao comunismo, a duas balas no abdomem, ao Mal de Parkinson, aos inimigos da Igreja, internos e externos, este Homem me ensinou mais uma coisa a respeito de morrer, que minha mãe e meu confessor começaram a ensinar, anos atrás: quem morre dentro da luz, quem leva o seu destino, o seu “bom combate” até o final, quem não retrocede por medo, este morre em paz e em concordância com a Mão que o guia. Tive mais um fotrte exemplo da Boa Morte que os cristãos tanto pedem à Nossa Senhora.
    Depois deste “Amém” do pai João Paulo II, ler o trecho acima, de São Paulo, me fez sorrir e, mais uma vez, entregar naquela poderosa Mão os desígnios do mundo. Posso, mais uma vez, ser uma criança confiante no Pai. Não preciso mais ter medo.

    Amém.

Posts recentes

Comentários

Arquivos

Categorias

Meta