Archive for the ‘luta’ Category

  • Date: 2007.03.29 | Category: luta | Response: 0

    Veja na Íntegra, se tiver estômago

    Casal adota crianças e uma é morta pelo pai 7 meses depois
    Publicada em 29/03/2007 às 08h17m
    Guilherme Russo, Diário de S.Paulo

    SÃO PAULO – A Vara de Execuções Criminais de Mauá decretou a prisão temporária do ajudante geral Juraci Magalhães de Souza, de 43 anos. Ele confessou ter agredido a chutes sua filha adotiva, de 1 ano e 11 meses. A criança morreu no sábado por complicações decorrentes de um traumatismo craniano. A menina tinha hematomas, marcas de mordida e arranhões por todo o corpo, segundo boletins médicos. Juraci foi indiciado por homicídio doloso (com intenção de matar), lesão corporal e maus-tratos, na Delegacia de Defesa da Mulher de Mauá e encaminhado para a Cadeia Pública de Santo André. (…)

    A juíza disse que o casal não tinha antecedentes criminais e que ‘os dois disseram que estavam felizes pela companhia das meninas’. Nesta quarta, a dona-de-casa Maria Aparecida Magalhães de Souza, 49, mulher do detido, resolveu contar à polícia que o marido tinha espancado a menina, a chutes, no início da tarde do dia 18. Na segunda, 19, a menina foi internada e morreu 5 dias depois. A irmã dela, de 3 anos, também tinha hematomas parecidos e foi encaminhada a um abrigo.

    Cada vez que abro o jornal. Olho as notícias, a selvageria, a falta de respeito com TUDO e me sinto como se estivessem destruindo todos os meus valores, tudo que considero precioso, e nada posso fazer. A impotência está me corroendo por dentro, acabando com a minha alegria.

    Porque, porque é que são as crianças que pagam?????

  • Engano

    Date: 2007.01.08 | Category: luta, pai | Response: 0

    Toca o telefone de manhã bem cedo. Uma voz pastosa atende, e é surpresa por uma voz retumbante de alegria e bom humor artificiais, voz irritante do tipo que só mesmo os profissionais de tele-atendimento conseguem ter:

    – Alô…
    – BOM DIA! É do Centro Médico Tijuca?

    (silêncio)

    – Senhora, um momento da sua atenção. Antes de dizer se aqui é o Centro Médico Tijuca, queria fazer umas observações, a senhora se incomoda de escutar?

    -Eh…

    – Obrigada. Bem, pela minha voz, a senhora deveria ter percebido que eu não poderia estar atendendo um telefone de um centro médico; já que a senhora não parece ter percebido nada, deixe eu lhe dar umas dicas: ontem, às três e meia da madrugada, eu finalmente deitei a cabeça no travesseiro e dormi um sono relaxado, depois de quase duas semanas de sono cortado e um final de semana inteiro como acompanhante no hospital. A senhora está me entendendo até aqui?

    – Ahn…

    – Isso. Pois bem: o sono para mim é precioso neste momento, pois o câncer de pulmão do meu pai fez metástase no cerebelo (metástase, senhora, é quando um filho da mãe de um tumor resolve abrir franquias pelo corpo) e vai sofrer uma cirurgia de alto risco na sexta-feira que vem, que por falar nisto é meu aniversário; até lá, como o tumor é grande, ele pode sofrer uma morte súbita; se não morrer até a cirurgia, a cirurgia pode matá-lo; se a cirurgia não matá-lo, vamos ter de passar por todo o pós-operatório de uma neurocirurgia; depois disso, precisaremos fazer mais uma rodada de quimioterapia. Portanto, não há previsão de descanso para mim nas próximas semanas, e cada momento de sono é um momento que eu recupero as forças para enfrentar as outras noites mal-dormidas e os dias carregados de tensão que virão. A senhora ainda está aí?

    – Uh…

    – Ah, sim. Ótimo. Continuando: no entremeio de hospital e de cuidar das coisas da casa, tenho também de cuidar do meu escritório, que está um tanto abandonado por estas razões médicas; no meio disto tudo, administra-se um processo de separação que meu pai resolveu iniciar pouco antes de cair doente. Estou neste ricocheteio entre hospital, cartórios, casa e trabalho por tempo indeterminado. Além disto, tenho de atender os 2.0456.897 telefonemas diários de amigos meus, de meu pai e de membros da família que buscam informações a respeito de seu estado de saúde. Estou virando uma perfeita assessora de imprensa, de tanto que eu concedo declarações a respeito do estado de saúde de meu pai. São boletins múltiplos, de hora em hora, praticamente.

    – Ahm, senhora…

    – Não se preocupe, estou acabando. Com tudo isto que a senhora ouviu, tão gentilmente, eu agora lhe devolvo a pergunta: aqui é o Centro Médico Tijuca?

    – Não, claro.

    – Então, senhora, da próxima vez que a senhora for fazer uma ligação telefônica, lembre de mim e olhe os numerozinhos com cuidado, para que a senhora não interrompa tão bruscamente o sono exausto de outra pessoa. Combinado?

    – A senhora me perdoe…

    – Nah, bobagem, a senhora me deu a oportunidade de despejar na senhora tudo que fica entalado quando outras pessoas ligam para sua casa e ficam irritadas querendo saber “de onde fala”, “quem é”, “qual o número daí?”, como se eu tivesse que abrir minha casa e meu nome a todo estranho que liga para cá. Muito obrigada por sua gentileza.

    – Ah, vá para… (a voz irritante se despede com uma batida forte de telefone no gancho).

    Olhando para o fone, a voz já não tão pastosa comenta para si:

    – É isso aí.

  • Fio da Navalha

    Date: 2007.01.03 | Category: luta, pai | Response: 0

    A diferença entre a saúde e a doença pode ser um pedaço de papel.
    A diferença entre a esperança e o desespero pode ser uma mão trêmula.
    A diferença entre a vida e a morte pode ser um pensamento.

    Quando se caminha assim, no fio da navalha, podendo cair de um lado ou de outro, só o que se pode fazer é criar uma “visão de túnel”, colocar antolhos emocionais e fazer de conta que nada mais existe no mundo a não ser aquele momento específico. É fazer de conta que aquele engasgo é só um engasgo. É não pensar nas consequências longo prazo de nada.

    Na verdade, a diferença entre a sanidade e a loucura é a capacidade de não pensar. Então, peço licença aos queridos leitores do Asa, e aviso que estou numa fase Scarlett O’Hara: “Penso nisso amanhã”.

    Eu volto, eu volto, não sei como não sei quando. Eu preciso e tenho saudades daqui, mas meu paizinho precisa ainda mais de mim. Beijos carinhosos aos amigos antigos e aos visitantes novos. Vão fuçando por aí, tem texto interessante para todo gosto. A dona da casa vai, de novo, para o hospital. Ainda bem que lá tem um bocado de borboletas, muitas flores.

    No resto, eu penso amanhã.

  • Compromisso

    Date: 2006.09.17 | Category: amor, luta, pai | Response: 0

    Newsflash

    Amados, não estranhem o silêncio. Tudo que eu escrevesse aqui, durante este tempo todo em que tenho estado no olho do furacão teria soado caótico, triste ou zangado. E não estou, de verdade, numa fase ruim. Nem deprimida, nem infeliz.

    Estou apenas cuidando de quem toda a vida cuidou de mim.

    AS MÃOS DE MEU PAI – Mário Quintana

    As tuas mãos têm grossas veias como cordas azuis
    sobre um fundo de manchas já da cor da terra
    – como são belas tuas mãos
    pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram na
    nobre cólera dos justos…
    Porque há nas tuas mãos, meu velho pai, essa beleza
    que se chama simplesmente vida
    E, ao entardecer, quando elas repousam nos braços de
    tua cadeira predileta
    uma luz parece vir de dentro delas…
    Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
    vieste alimentando na terrível solidão do mundo
    como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los
    contra o vento?
    Ah, como os fizeste arder, fulgir, com o milagre das tuas mãos!
    E é, ainda, a vida que transfigura as tuas mãos nodosas…
    essa chama de vida – que transcende a própria vida
    … e que os Anjos, um dia, chamarão de alma.

  • Lições aprendidas

    Date: 2005.12.20 | Category: Asas de Borboleta, luta, Olhares | Response: 0

    I believe I can fly

    Tenho estado ausente. Não ausente em espírito, simplesmente ocupada demais para sentar e escrever aqui algo que faça sentido escrever. Nunca fui de escrever no blog para cumprir agenda. Quando não tenho algo a dizer, simplesmente me calo, e meus leitores – os que ainda têm paciência de vir aqui espiar 🙂 – sabem que têm três anos de histórias para reler e relembrar. Assunto é que não falta!

    Hoje, no entanto, tive vontade de passar aqui para dizer que está tudo bem. O tratamento de radioterapia de meu pai já se encerrou, o de quimio está na reta final. Ele se recupera lentamente, tanto do tratamento (sofrido, tudo isso… tonteiras, quedas, febre, falta de apetite, mau humor…) quanto, parece, do câncer. Estamos otimistas. Entretanto, não está tudo bem porque existe a possibilidade concreta de uma sobrevida longa e tranquila para ele; está tudo bem porque eu achei dentro de mim um centro de serenidade que nunca havia descoberto antes. Isto significa que, o que quer que aconteça, estará sempre tudo bem.

    Esta fé na minha serenidade interior, esta certeza na minha capacidade de lidar com o que a vida me apresentar, é uma conquista importante, e algo que gostaria de dividir com vocês neste Natal que se aproxima. Aconteça o que acontecer na vida de cada um de vocês, lutar, ranger os dentes, ter revolta ou dar margem a desespero não resolve NADA. NUNCA. Silenciar e escutar a voz do coração, a Voz do Alto no canto mais sossegado da sua mente, isto ajuda muito.

    Não tenho capacidade poética ou inspiração divina para escrever um Magnificat, como fez a Virgem; mas, pedindo ao Pernalonga emprestado uma musica bonitinha e despretensiosa do R. Kelly, e agradecendo ao Magic Johnson o exemplo, eu digo piscando o olho: eu REALMENTE acredito que posso voar!

    Beijo, amo vocês. Volto no Natal!

    “I Believe I Can Fly

    I used to think that I could not go on
    And life was nothing but an awful song
    But now I know the meaning of true love
    I’m leaning on the everlasting arms

    If I can see it, then I can do it
    If I just believe it, there’s nothing to it

    I believe I can fly
    I believe I can touch the sky
    I think about it every night and day
    Spread my wings and fly away
    I believe I can soar
    I see me running through that open door
    I believe I can fly
    I believe I can fly
    I believe I can fly

    See I was on the verge of breaking down
    Sometimes silence can seem so loud
    There are miracles in life I must achieve
    But first I know it starts inside of me, oh

    If I can see it, then I can do it
    If I just believe it, there’s nothing to it

    Hey, if I just spread my wings
    I can fly
    I can fly
    I can fly, hey
    If I just spread my wings
    I can fly”

  • Desejos

    Date: 2005.08.30 | Category: amor, luta | Response: 0

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    Se eu soubesse o que é preciso para acalmar seu coração.

    Se eu tivesse a força sobre-humana que você pensa que eu tenho.

    Se apenas você entendesse que este amor que tudo entende e tudo aceita é – além de sincero, forte e eterno – uma tentativa de mostrar a você como se deve amar.

    Se eu conseguisse fazer você entender que a minha serenidade vem da aceitação do que é, sem tentar mudar a realidade à minha volta; é apenas lucidez.

    Se eu pudesse, apenas por um momento, fazer você olhar o mundo através dos meus olhos, se enxergar como eu o enxergo, enxergar o mundo com menos medo e mais interesse e alegria.

    Se ao menos esta RAIVA toda fosse embora daqui de volta para onde veio.

    Se nós, que já conquistamos tanto juntos, pudéssemos também conquistar tudo isto.

    Se fosse possível ignorar o mundo louco e malvado que faz com que o amor sem limites assuste os que estão em volta.

    Se eu não estivesse tão absorta em juntar minhas forças para a longa batalha que sabemos que está para chegar.

    Se ao menos você fosse um pouquinho mais seguro de quem você é.

    Se Deus tivesse permitido que eu nunca escutasse a palavra câncer.

    Se Ele tivesse dado a você uma mãe amorosa como a minha.

    Se ao menos – ao menos isso! – nós conseguíssemos hoje, apenas desta vez, dormir em paz…

    Ah, seria tão bom!

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    Tonight
    Elton John

    Tonight
    Do we have to fight again
    Tonight
    I just want to go to sleep
    Turn out the light
    But you want to carry grudges
    Nine times out of ten
    I see the storm approaching
    Long before the rain starts falling

    Tonight
    Does it have to be the old thing
    Tonight
    It’s late, too late
    To chase the rainbow that you’re after
    I’d like to find a compromise
    And place it in your hands
    My eyes are blind, my ears can’t hear
    And I cannot find the time

    Tonight
    Just let the curtains close in silence
    Tonight
    Why not approach with less defiance
    The girl who’d love to see you smile
    Who’d love to see you smile
    Tonight

  • Alguns Post Scripts

    Date: 2005.06.20 | Category: amizade, Asas de Borboleta, espírito, luta | Response: 0

    Queridos todos,

    Já peguei minha vida de volta, ela está firme em minhas mãos. Tudo corre muito bem, apesar de correr um pouco depressa demais para que eu possa escrever aqui o tanto que gostaria. Então, por enquanto, nada de posts, mas tem recado para todo mundo:

    Minha Kitty, saudades! Que bom que voltou à net, fique um tempinho que eu já já tenho novidades bem legais…

    Helô, nem preciso dizer que uma das coisas que me tornam uma pessoa feliz é ter você na minha vida, você, MC e o gato mais lindo do mundo. Avisa para a MC que quando estou muito triste, abraço o Supergato que ela me deu de presente, e fico mais feliz; quando estou tão contente que nem sei o que dizer para pessoas, eu abraço o Supergato e ele entende. Depois que meu gato de pelo e osso morreu, o supergato de pelúcia virou meu consolo e meu companheiro, e não estou nem aí de ter mais que passado da idade de dormir com bichinhos de pelúcia, durmo mesmo assim. 🙂

    Dada, uma beijoca.

    Minha Goonie, esteja à vontade, se largue numa almofada, pegue o livro que quiser, porque tudo aqui no Asa é seu. Se quiser ajuda para pegar sua vida de volta, manda avisar.

    Alfredo, querido querido amigo. Não consigo dizer muito mais que isso, o coração transborda.

    Evandro, meu irmão, saudades.

    Clayton, LIGA!!!!

    Stella, RÚSSIA?!?!?! 🙂

    Amados todos, fiquem felizes. Eu estou bem, muito ocupada e volto agorinha

    Beijos de borboleta

  • Date: 2005.03.17 | Category: luta | Response: 0

    Mulheres guerreiras

    “É quase tempestade e me mantenho aqui, com o olhar fixo no horizonte cinza, esperando o momento em que será possível acreditar em tudo aquilo que realmente existe. Alguém me disse enquanto o céu estava claro que acabei por me trancar num mundo que eu mesma criei e no qual poucas pessoas permito entrar e eu não acreditei. Tenho uma certa dificuldade em relação à crença naquilo que não me agrada. Mas o fato é que esse alguém tem toda razão e já me sinto vitoriosa por reconhecer isso. Me manter forte não é uma obrigação, mas uma conseqüência e o que preciso agora é colocar em prática os planos que há anos venho acumulando, que se tornaram uma espécie de motivação mas que também, como eu, precisam se transformar e deixar de ser apenas planos. Eu quero a espada em minhas mãos.”

    Minha querida Roberta Febran escreveu o texto acima. Ela sabe muito bem o que é ser uma mulher guerreira, presa em uma luta que muitas vezes não foi escolha sua, e incapaz de parar um minuto sequer para respirar algum ar que não tenha cheiro de sangue, suor e medo. é uma irmandade sofrida e silenciosa, esta das mulheres guerreiras. Elas se conhecem, se entendem profundamente, mas só o que têm tempo de trocar é um olhar de compreensão e um “é…” pensativo, antes que os atacantes voltem a tomar toda a sua atenção.

    Os atacantes são muitos: falta de grana, falta de afeto, falta de lealdade, insuficiências diversas e acidentes dolorosos vários. Às vezes é também o abandono – do pai, do marido, dos filhos, do governo – que as força a pegar em armas. o problema é que, quando se pega uma arma, raramente nos permitem colocá-la de volta na sua bainha.

    Eu tenho lamentado muito toda esta luta. Não paro de lutar, porque não tenho intenção de me deixar degolar pelas circunstâncias. Mas eu sonho com uma vida mais delicada, holywoodiana, com robes de cetim e boás de plumas, e mules com pompons e poodles cor de rosa que cabem na palma da mão. Almofadas de cetim, cabelos sempre bem penteados, luvas de pelica, todo o tempo do mundo, unhas sempre bem feitas, nenhuma louça para lavar, nenhum desencanto, nenhum sofrimento. Eu sonho com a vida de comercial Mollico, com a vida chocolate Godiva.

    Uma vida chapada, de vitrine, eu sei, é a miragem que seduz quem tem muito pouco tempo para sonhar. Eu queria reconquistar meu direito ao sonho, queria não ter de viver na prática esta tortura tão Laranja Mecânica de ter de manter os olhos sempre abertos. Fechar os olhos por um instante, recostar a cabeça, relaxar… ó luxúria das luxúrias…

    Mas, como disse muito bem uma outra amiga, guerreira mais experimentada, mãe que criou praticamente sozinha quatro filhos e que salvou o ex-marido da falência três vezes com seu próprio trabalho: “Esquece, Sue. Tem gente que nasceu para a boa vida, nós nascemos para quebrar pedra.”

    Oh, well. De volta à enxada. Sem nunca embainhar a espada.

  • Date: 2005.03.10 | Category: amor, luta | Response: 0

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    Águas de Março

    É… o mês de março tem tido um peso grande na minha vida, grande e triste, e acho que nunca mais vou conseguir encará-lo com alegria. As águas que levam embora o verão levaram mais coisas embora, e pessoas.

    Não me entristeço em demasia, contudo; a água levou, mas também lavou. A cada problema, a cada tempestade, a cada luta, a cada tristeza a alegria interna se torna maior e mais sólida. E minha alegria interior tem-se manifestado com muita força justamente quando quem amo está mais fraco, mais triste. Aí ela se derrama sobre o coração ferido ao meu lado, e minha fraqueza se torna força, e minha dor se apaga de minha consciência, e curar a dor dele é minha alegria.

    Os celtas entravam no campo de batalha nus e cantando, sorrindo ferozmente, e eram o pavor de seus inimigos.

    Eu, portanto, já aviso aos navegantes: minha alma e meu coração já foram desnudados, o sorriso feroz está no rosto, e tudo o que se ouve à minha volta é o barulho da pedra afiando a espada. Os que querem ferir ou roubar a alegria daquele que amo que comecem a correr se eu começar a cantar.

  • Date: 2004.12.10 | Category: luta | Response: 0

    Lamento

    Para quê tudo isto, afinal de contas? De que adianta?

    Os amigos vão embora, os amores são imperfeitos, a felicidade é uma coisa fugidia, a idade chega, a cobrança das pessoas não cessa nunca, a vida é cheia de nãos, nuncas, não podes, impossíveis.

    Eu hoje sou uma pessoa absolutamente despossuída. Não tenho mais nada. Perdi minha mãe, perdi dois grandes amores, perdi amigos que me fazem muita falta, perdi minha juventude, estou perdendo a esperança. Nada, nada mais me resta.

    A não ser eu mesma e meus mortos.

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