Archive for the ‘minerin-candango’ Category

  • Anjo

    Date: 2008.10.22 | Category: amor, encantamento, minerin-candango, saudade, vida interior | Response: 0

    Acordar com sua voz no meu ouvido, ainda no quentinho da noite anterior, é muito bom. Sentir que sua saudade e a minha são irmãs é consolador. Saber que meu silêncio incomoda você tanto quanto o seu me incomoda é revelador. Foi delicioso, amado, sentir a sua presença. Tive até mesmo força para enfrentar o resto do dia.

    Tenho tido dificuldade em escrever, sempre me perguntando até onde eu devo expor tanto sentimento em espera, mas hoje descobri – tão surpresa – que mesmo meu reservado amado precisa às vezes se expressar. Eu, que vivo e me alimento de me comunicar, decidi parar de travar o que está precisando tanto de voz.

    Eu amo você. Você está longe, tem seu trabalho para fazer tanto quanto eu tenho o meu. Não importa. Seu nome sai quase imperceptível, baixinho, mas muito doce de meus lábios, e eu paro um instante de trabalhar para olhar pela janela o sabiá pousado na goiabeira e pensar em você. Os passarinhos todos consumindo as frutas das quais eu abdiquei em troca da alegria alada de todas as tardes. A visita do beija-flor que fez morada no forro do telhado e gosta de me observar na minha mesa de trabalho. Aí meu coração alça seu proprio vôo e pousa leve sobre o ombro onde eu desejo tanto encostar a cabeça. De alguma forma que não sei explicar, você está aqui da mesma forma que eu estou aí. Tão longe, meu amor, mas tão dentro de mim.

    Estamos cercados de anjos, meu Joaquim. Alguns até dizem que somos anjos. Seus colegas o chamam de anjo protetor, você mesmo diz que eu sou o SEU anjo. Já sei bem sabido que tenho dois anjos que me amam profundamente, que me deram a vida enquanto estavam aqui nesta terra, e que tenho a certeza desejam a nossa felicidade. São Miguel Arcanjo, guerreiro, protege com sua espada sua luta e a minha.

    Há a luta, há este enorme campo de batalha que chamam de Mundo. Podemos, eu e você, enfrentar tudo isto todos os dias. Sobrevivemos e crescemos, é certo. Mas há também o descanso e a doçura, e a isto também temos direito. Acima de tudo, temos direito ao nosso amor. Que este seja nosso anjo, o mais forte e o mais presente.

    Angel – Sarah McLachlan

    Spend all your time waiting for that second chance
    For the break that will make it OK
    There’s always some reason to feel not good enough
    And it’s hard at the end of the day
    I need some distraction or a beautiful release
    Memories seep from my veins
    Let me be empty and weightless and maybe
    I’ll find some peace tonight

    In the arms of the Angel fly away from here
    From this dark, cold hotel room, and the endlessness that you fear
    You are pulled from the wreckage of your silent reverie
    You’re in the arms of the Angel; may you find some comfort here

    So tired of the straight line, and everywhere you turn
    There’s vultures and thieves at your back
    The storm keeps on twisting, you keep on building the lies
    That you make up for all that you lack
    It don’t make no difference, escaping one last time
    It’s easier to believe
    In this sweet madness, oh this glorious sadness
    That brings me to my knees

    In the arms of the Angel fly away from here
    From this dark, cold hotel room, and the endlessness that you fear
    You are pulled from the wreckage of your silent reverie
    In the arms of the Angel; may you find some comfort here

    You’re in the arms of the Angel; may you find some comfort here

  • Espasmos

    Date: 2008.07.27 | Category: amor, luta, minerin-candango, pai, saudade, vida interior | Response: 0

    Órfã na Janela – A.Prado

    Estou com saudade de Deus,
    uma saudade tão funda que me seca.
    Estou como palha e nada me conforta.
    O amor hoje está tão pobre, tem gripe,
    meu hálito não está para salões.
    Fico em casa esperando Deus,
    cavacando a unha, fungando meu nariz choroso,
    querendo um pôster dele no meu quarto,
    gostando igual antigamente
    da palavra crepúsculo.
    Que o mundo é desterro eu toda vida soube.
    Quando o sol vai-se embora é pra casa de Deus que vai,
    pra casa onde está meu pai.

    Hoje não é um daqueles dias em que, sossegada, penso belezuras para escrever aqui. Esta semana foi de montanha-russa emocional, intensa, furiosa. Hoje estou em espasmos, o pensamento aqui e ali, oscilante, nervoso.

    Hoje me pergunto o porquê do mundo ser tão grande, e invariavelmente parecer que as pessoas que me trariam alegria estão do outro lado dele. As doçuras que estas pessoas me ofertam chegam aqui diluídas, fracas, com prazo de validade vencido. Não é um dia de bonitezas, é dia de rosnar, ranger de dentes e silêncios desconfortáveis. Não quero mesmo conversar com as pessoas à minha volta, centrada que estou naquelas que não estão aqui.

    Estou estranha, conflito ambulante, sapato apertado. Alterno entre a vontade de virar a mesa posta do almoço e fotografar os desenhos que o arroz colorido fizesse no chão. A energia contida queria se expressar em meia dúzia de copos jogados com força na parede, e o lirismo queria fazer um véu luminoso para os cabelos com os cacos de vidro.

    Hoje eu simplesmente não me conformo. Hoje é bater a cabeça na parede e sentir na testa a dor da saudade. É sentir no fundo da garganta o amargo do desejo não saciado. Tudo o que vejo me mostra um buraco, só enxergo o que não está ali. Mineira como ele é mineiro, calada como ele é calado, hoje a única poesia que me serve é a poesia seca e altiva de Adélia Prado.

    Corridinho – A.Prado

    O amor quer abraçar e não pode.
    A multidão em volta,
    com seus olhos cediços,
    põe caco de vidro no muro
    para o amor desistir.
    O amor usa o correio,
    o correio trapaceia,
    a carta não chega,
    o amor fica sem saber se é ou não é.
    O amor pega o cavalo,
    desembarca do trem,
    chega na porta cansado
    de tanto caminhar a pé.
    Fala a palavra açucena,
    pede água, bebe café,
    dorme na sua presença,
    chupa bala de hortelâ.
    Tudo manha, truque, engenho:
    é descuidar o amor te pega,
    te come, te molha todo.
    Mas água o amor não é.

  • Furacão

    Date: 2008.06.25 | Category: amor, Asas de Borboleta, minerin-candango, saudade | Response: 0

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    Acordar de manhãzinha.
    Suspirar fundo e levantar o corpo já cansado da cama.
    Olhar o céu cinza-chumbo que deixa o Rio com cara de Sampa.
    Sair no meio do frio e da garoa incessante. Fazer a hidroginástica.
    Tomar banho na academia. Arrumar a roupa e o cabelo.
    Correr para o trabalho. Apagar todos os incêndios.
    Andar, falar, escrever, tentar não pensar muito.
    Vestir a camisa da empresa(“afinal ela é sua”).
    Manter minha postura acadêmica.
    Grudar um sorriso no rosto.
    Marcar o dentista.
    Despachante.
    Advogado.
    Contador.
    Esforço.
    Luta.
    Eu.

    Enquanto faço tudo que esperam de mim, em silêncio, no meio da tempestade, espero aquele momento mais precioso que toda a rotina: espero que ela chegue, a sua presença inesperada.

  • Tão longe…

    Date: 2007.12.02 | Category: amor, minerin-candango, saudade, vida interior | Response: 0

    Barbudo amado, muita saudade… tem dia que é só mesmo respirar fundo e suportar. Ainda bem que existe a poesia em toda a parte, mesmo longe de você. Beijos

  • Flor de Flamboyant (ou Com o Coração em Brasa)

    Date: 2007.11.18 | Category: alegria, amor, encantamento, minerin-candango, saudade | Response: 0

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    Desta vez a visita ao cerrado não foi colorida pelas flores do ipê, mas o coração foi aquecido pela floração do passional flamboyant. A cidade estava toda verde folha e vermelho paixão. Achei apropriado que este vermelho intenso fosse testemunha dos nossos encontros. Apropriado e lindo.

    Agora, além de um imenso ipê-roxo, todo florido, residindo em meu coração, há no caminho que leva a ele um tapete de lindas flores vermelhas de flamboyant, macio leito onde me deito para divagar sobre o amado e matar as saudades dentro de mim.

    Amado, outras flores estarão brotando quando nos encontrarmos novamente, ou talvez os frutos já estejam madurando nas árvores. Mas, como borboleta que sou, levo comigo o pólem destas flores que enfeitaram o nosso começo. Com este pólem hei de fazer sua vida mais doce, colorida e perfumada, como você merece.

    Porque é preciso mostrar no concreto aquilo que se manifesta no etéreo de nosso sentimento. Preciso dizer com palavras e mostrar com gestos o que sei. E eu sei, bem sabido, que te amo, te desejo, te admiro e respeito. Sei que adoraria ficar com você até estar bem velhinha, amando você todo e cada dia daqui até o final de nossas vidas. Sei que eu lutaria do seu lado, com todas as minhas forças e toda a minha alegria, da forma que você me pedisse. Sei que viveria com você em qualquer lugar, dentro das posses do nosso trabalho conjunto, na maior felicidade. Sei com um frio na barriga que a minha felicidade está nas suas mãos.

    Pois em nome disto vou tentar enquanto estivermos separados que minhas certezas, meus medos, a alegria de estarmos juntos e a tristeza de estarmos separados, o roxo do ipê e o vermelho do flamboyant se misturem da maneira mais bonita que eu conseguir para presentear seu coração. Cuida dele até que eu possa estar perto e me certificar que tudo está bem, pessoalmente. Sei que não é preciso dizer, mas não custa repetir: te amo. Fica bem.

  • Date: 2007.11.14 | Category: amor, minerin-candango, vida interior | Response: 1

    Promessas e Comprometimentos

    Nossos encontros e a maneira que eu penso nele quando não está comigo são tão pontuados por música que eu estou, literalmente, montando um CD com as MP3 todas, descobrindo não muito surpresa que já passaram de noventa músicas… Algumas delas são tão cardinais das direções que meu carinho por ele se desenvolve que eu acabo postando aqui.

    Pois eis que chegou a hora de fazer promessas, de estabelecer parâmetros, de dar os passos para o lado e para trás para que seja possível andar para frente em compasso. Sei que ele, do seu jeito silencioso, está o tempo todo medindo e pensando. Sei que tem medo da distância física, dos problemas todos, do passado de um e de outro.

    Amado, que dizer? Você já sabe o quanto eu te quero…
    Quer tempo? eu espero.
    Quer silêncio? eu calo.
    Quer pisar no freio? eu desacelero.
    Quer saber se eu me adapto? a quase tudo.
    Quer pensar na melhor forma de seguir? Que tal juntos?

    Ah, sabe que mais? Uma música, mais uma vez, já disse tudo.

    Dia Branco
    Geraldo Azevedo / Renato Rocha

    Se você vier
    Pro que der e vier
    Comigo…

    Eu te prometo o sol,
    Se hoje o sol sair,
    Ou a chuva…
    Se a chuva cair.

    Se você vier,
    Até onde a gente chegar,
    Numa praça na beira do mar,
    Um pedaço de qualquer lugar…

    Nesse dia branco,
    Se branco ele for,
    Esse tanto, esse canto de amor
    Oh! oh! oh!…

    Se você quiser e vier
    Pro que der e vier
    Comigo…

    Se você vier
    Pro que der e vier
    Comigo…

    Te prometo o sol,
    Se hoje o sol sair,
    Ou a chuva…
    Se a chuva cair.

    Se você vier,
    Até onde a gente chegar,
    Numa praça na beira do mar,
    Num pedaço de qualquer lugar…

    Nesse dia branco,
    Se branco ele for,
    Esse tanto, esse tonto,
    Esse tão grande amor,
    Grande amor…

    Se você quiser e vier
    Pro que der e vier
    Comigo…

  • Maneiras de expressar amor

    Date: 2007.11.12 | Category: alegria, amor, encantamento, esperança, minerin-candango | Response: 3

    São tantas quantas as pessoas que já nasceram, mais talvez, se pensarmos que nem sempre expressamos amor da mesma forma ao longo da vida. Eu, que me expresso basicamente por palavas, estou aprendendo com ele a entender pequenos gestos e linguagem corporal muito sutil. Eu, que sou expansiva e exagerada, passional, estou aprendendo a respeitar o silêncio e os toques suaves, leves.

    Meu minerin-candango é silencioso, ele comunica mais pelo olhar que pelas palavras, com as quais ele tem um relacionamento hesitante. A força do olhar dele, no entanto, é irresistível. Um brilho de entusiasmo, um apertar carinhoso dos cantos dos olhos, um atento e discreto olhar de viés quando falo com outros… Uma linguagem toda nova que estou adorando aprender.

    O vocabulário estou aprendendo com a facilidade que a contemplação amorosa me dá. Eu já sei o que significam tantos gestos, tantos olhares. A gramática da alma do outro, no entanto, é uma aventura que leva uma vida inteira para levar a cabo. Uma aventura, amado, que eu quero muito começar com você, o mais rápido que puder, e para sempre.

    Amor de Índio
    Beto Guedes – Ronaldo Bastos

    Tudo que move é sagrado
    E remove as montanhas
    Com todo cuidado, meu amor
    Enquanto a chama arder
    Todo dia te ver passar
    Tudo viver a teu lado
    Com o arco da promessa
    Do azul pintado pra durar
    Abelha fazendo mel
    Vale o tempo que não voou
    A estrela caiu do céu
    O pedido que se pensou
    O destino que se cumpriu
    De sentir seu calor e ser todo
    Todo dia é de viver
    Para ser o que for e ser tudo
    Sim, todo amor é sagrado
    E o fruto do trabalho
    É mais que sagrado, meu amor
    A massa que faz o pão
    Vale a luz do seu suor
    Lembra que o sono é sagrado
    E alimenta de horizontes
    O tempo acordado de viver
    No inverno te proteger
    No verão sair pra pescar
    No outono te conhecer
    Primavera poder gostar
    No estio me derreter
    Pra na chuva dançar e andar junto
    O destino que se cumpriu
    De sentir seu calor e ser tudo

  • Desejos

    Date: 2007.11.10 | Category: alegria, amor, encantamento, minerin-candango | Response: 0

    Hoje, para mim, “quero” é o verbo mais bonito do português. É o verbo que me tranquiliza, que me faz aceitar os limites, a distância, as dificuldades. Nada se compara a saber-se querida, ainda que nossas vidas corram paralelas, com pequenos hiatos de encontro entre grandes espaços de saudade.

    Hoje estou aqui, amanhã volto obrigatoriamente para minha vida normal. Mas volto com um olhar e um diálogo gravados na alma: “Afinal de contas, você me quer? Quero.”

    Who Wants To Live Forever (Queen)

    There’s no time for us,
    There’s no place for us…
    What is this thing that builds our dreams
    Yet slips away from us?

    Who wants to live forever?
    Who wants to live forever…?

    There’s no chance for us,
    It’s all decided for us,
    This world has only one sweet moment
    Set aside for us.

    Who wants to live forever?
    Who wants to live forever?…

    Who dares to love forever
    When love must die?

    But touch my tears with your lips,
    Touch my warmth with your fingertips
    And we can have forever
    And we can love forever
    Forever is ours today

    Who wants to live forever?
    Who wants to live forever?
    Forever is our today…
    Who waits forever anyway?

    Quem gostaria de viver para sempre
    (Queen – tradução livre minha, para você, amado)

    Não há tempo para nós,
    Nem lugar para nós…
    O que é isto que constrói nossos sonhos
    E no entanto foge de nós?

    Quem gostaria de viver para sempre?
    Quem gostaria de viver para sempre…?

    Não há chance para nós,
    Tudo já foi decidido por nós,
    Este mundo só tem um doce instante
    Reservado para nós.

    Quem gostaria de viver para sempre?
    Quem gostaria de viver para sempre…?

    Quem ousaria amar para sempre
    Quando o amor tem de morrer?

    Mas toque meu pranto com seus lábios,
    Toque meu calor com a ponta de seus dedos
    E podemos ter o sempre,
    E podemos amar para sempre.
    “Para Sempre” é nosso hoje.

    Quem gostaria de viver para sempre?
    Quem gostaria de viver para sempre?
    “Para Sempre” é nosso hoje…
    E quem é mesmo que espera para sempre?

  • Guardiães do Cerrado

    Date: 2007.11.08 | Category: alegria, amor, esperança, minerin-candango, vida interior | Response: 0

    Já choveu aqui umas poucas vezes desde a última visita. A grama agora está verde, as copas das árvores cheias de folhas novas e brilhantes. Os pássaros planam como a brincar no ar seco e limpo da poeira. As nuvens desfilam lentamente por este céu imenso, ainda indecisas se vão partir ou ficar.

    Este céu, este céu… ele e as árvores retorcidas e inclinadas do cerrado, sempre parecendo marchar juntas numa mesma direção, são os guardiães desta terra cheia de contrastes. São eles também os guardiães do meu sentimento, tão grande, tão grande, imenso como o céu de Brasília, passeando tranquilo pelo meu coração como as fofas e brancas nuvens voando altas acima da minha cabeça.

    Estou tranquila, o coração explodindo em flor. Em flor roxa de ipê. Isso tudo que estou sentindo acho que só posso chamar de plenitude. Plena de mim, plena da presença dele, plena do céu do planalto. Plenamente feliz.

  • Date: 2007.11.05 | Category: amor, Asas de Borboleta, esperança, minerin-candango | Response: 0

    Administrando as diferenças

    Todos somos diferentes. Parece óbvio, mas não é. Tudo aquilo que torna aparentemente semelhantes os indivíduos dos diversos grupos a que pertencemos são semelhanças superficiais. Debaixo do verniz somos todos muito diversos, cada um é em si mesmo um mundo de coisas, e muitas vezes morremos sem explorá-las.

    Eu tenho esta curiosidade quase felina a respeito das diferenças. Eu não apenas respeito, eu admiro e reverencio aquilo que torna meu outro diferente de mim. Não sou Narciso e não preciso de um reflexo de mim. Quero um mundo diferente para explorar, quero que este outro percorra o meu universo e me mostre com seu olhar diferente coisas a meu respeito que eu nunca tinha percebido antes.

    Eu, que sou menina de apartamento, nunca aprendi a subir em árvores. Hoje sonho com um descampado onde só existe um monumental ipê-roxo, de tronco forte e largo, todo florido, para que eu possa escalar. Espero, de alguma forma, do meu jeito dengoso e meio inocente de gente de estufa, que eu traga a este terreno inóspito do cerrado uma suavidade que ele nunca conheceu.

    Brasília me espera. Amado, estou chegando.

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