Archive for the ‘minerin-candango’ Category

  • Coroa de flores de ipê

    Date: 2007.10.21 | Category: alegria, amor, esperança, minerin-candango, saudade, vida interior | Response: 1

    Meu lindo minerin-candango, você vive longe de mim, não posso estar sempre que quero olhando fundo nos seus olhos. Eles estão, entretanto, dentro de mim; toda vez que fecho os meus olhos é para ter você me fitando dentro da minha retina, com suas duas fundas piscinas escuras, de águas limpas como os lagos subterrâneos de algumas cavernas.

    Entendo, entendo tudo que você não pode dizer. Quanto ao que gostaria de dizer, bem, o charmoso Jorge Aragão já falou por mim em sua cantoria mansa. Então tem recado dele para você.

    Lucidez

    Por favor!
    Não me olhe assim
    Se não for
    Por viver só prá mim…

    Aliás!
    Se isso acontecer
    Tanto faz
    Já me fiz por merecer…

    Mas cuidado não vá se entregar
    Nosso caso não pode vazar
    E tão bom se querer
    Sem saber
    Como vai terminar…

    Onde a lucidez se aninhar
    Pode deixar
    Quando a solidão apertar
    Olhe pro lado
    Olhe pro lado
    Eu estarei por lá…

  • Date: 2007.09.18 | Category: amor, esperança, minerin-candango, saudade | Response: 0

    Não tendo você aqui

    Não tendo você aqui, janto no sofá, sem luzes,
    Olhando a noite andar lentamente pela janela.
    Não tendo seu olhar sobre mim,
    Não tenho vontade de sorrir e a boca mantém-se cerrada.
    Sem seu ouvido atento, que adianta falar?
    Permaneço em silêncio.
    Sem sua mão para segurar,
    A minha permanece espalmada, pedinte, indigente.
    Sem seu corpo para me ninar,
    Permaneço insone até que o cansaço me feche os olhos.

    Aguardar é duro, amado, quando tudo que olho em volta
    Me lembra sua presença ou sua ausência.
    A saudade do que nunca tive virou saudade, apenas.
    Meu coração bate em tempo com as sílabas do seu nome.

    Cole Porter faz cada vez mais sentido…
    Não tendo você aqui,
    É com ele que durmo hoje à noite.

    Night and Day

    Like the beat beat beat of the tom-tom
    When the jungle shadows fall
    Like the tick tick tock of the stately clock
    As it stands against the wall

    Like the drip drip drip of the raindrops
    When the Summer shower is through
    So a voice within me keeps repeating
    You, you, you

    Night and day, you are the one
    Only you beneath the Moon or under the Sun
    Whether near to me, or far
    It’s no matter darling where you are
    I think of you
    Day and night, night and day, why is it so

    That this longing for you follows wherever I go
    In the roaring traffic’s boom
    In the silence of my lonely room
    I think of you
    Day and night, night and day

    Under the hide of me
    There’s an oh such a hungry yearning burning inside of me
    And this torment won’t be through
    Until you let me spend my life making love to you
    Day and night, night and day

  • Date: 2007.09.11 | Category: amor, encantamento, minerin-candango, vida interior | Response: 0

    Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

    Explosão de Alma

    Assim é o Ipê: na seca, guarda todas as suas reservas, diminui o tamanho da sua copa folhada, se acomoda para a longa espera da chuva. Resiste o máximo que pode, mas como neste Planalto Central a chuva parece que nunca vai chegar, o Ipê finalmente explode. Explode em flor.

    A vitória do Ipê sobre a rudeza do clima colore toda a cidade de Brasília de roxo, amarelo e branco. O chão fica todo salpicado de cor, a festa para os olhos é completa.

    Pois tem gente que é como o Ipê. Quando os problemas parecem que vão os soterrar, explodem em uma beleza de alma que ilumina todos à sua volta. Eu mesma conheço um homem assim, um homem Ipê-Roxo, que resiste às condições emocionais mais áridas e ainda acha meios de ajudar e prestar socorro a quem o procurar.

    Ah, meu mineirin-candango de alma em flor, que posso dizer de você? Esse seu olhar profundo como as raízes das árvores do cerrado por certo que me acende inteira por dentro. É muito claro para mim que não há riqueza no mundo que valha um sorriso seu. Sempre me surpreendo com a alegria intensa que sinto com o mero fato de sentar a seu lado e segurar sua mão, é uma alegria como poucas vezes senti.

    Não posso e não devo dizer muito mais que isto, mas antes de encerrar este post devo confessar: barbudo querido, mais além de te amar, te admiro cada vez mais. Volto para o Rio com o coração pleno de muitas coisas e espero que, até que possamos nos ver novamente, cuide bem de si.

  • Date: 2007.09.05 | Category: amor, Asas de Borboleta, encantamento, esperança, minerin-candango | Response: 0

    Passeio em Brasília entre céu imenso e amigos especiais. Revejo lugares de infância e conheço pessoas novas. Amor, carinho, amizade… tenho muito disto tudo, para dar e para receber. Está aqui, envolto em Asas de Borboleta, e está logo ali, em minhas mãos.

    Tenho estado estes dias chafurdando numa felicidade calma, que para ser completa precisa apenas tirar a tristeza de um coração especial, que mais que os outros desperta meu amor, meu carinho, minha amizade. Enquanto a felicidade não é completa, digo que ela é doce. Uma agridoce espera, amado.

    Estou muito feliz com os comentários dos novos e antigos visitantes do Asa, especialmente encantada com a graciosa mensagem-poema do Marcio Estanqueiro. Amigos, novos e velhos, vocês me fazem muito bem. Beijos a todos, sempre

  • Date: 2007.08.22 | Category: amor, minerin-candango, saudade, vida interior | Response: 0

    Acalanto à distância

    Dorme, mente cansada.
    Dorme, corpo dolorido.
    Descansa, voz triste.

    Sente na pele o beijo da asa da borboleta.
    Sente no sono a minha presença amorosa.
    Sente na alma o meu aconchego.

    Tudo que eu tenho de bom é seu.
    Presenteio sua tristeza com minha esperança.
    Hoje não me importa a pontada de saudade que sinto da sua voz.
    Não me importa que meu sono seja sonho de você.
    Não importa o desejo negado e o sentimento entalado.
    Não me importa o que eu gostaria que fosse.

    Tudo isto fica eclipsado pela tristeza que eu sinto em você,
    Tristeza que eu desejava de alguma forma diminuir.

    Dorme, querido, o colo é seu, sempre.
    Encosta confiante a cabeça pesada no meu peito…
    Dorme.

Posts recentes

Comentários

Arquivos

Categorias

Meta