Archive for the ‘vida interior’ Category

  • Sensibilidade, ou Filtros

    Date: 2009.08.12 | Category: Asas de Borboleta, espírito, luta, vida interior | Response: 1

    (inspirado por Rogério Prado Macedo

    – obrigada, sem medo, amigo querido)

    Love Hurts by Nazareth

    Love hurts, Love scars
    Love wounds and mars
    Any heart not tough
    Or strong enough
    To take a lot of pain
    Take a lot of pain
    Love is like a cloud
    Holds a lot of rain
    Love hurts, (Ooooo), love hurts

    I’m young, I know
    But even so
    I know a thing or two
    I learned from you
    I really learned a lot
    Really learned a lot
    Love is like a flame
    It burns you when it’s hot
    Love hurts, (Ooooo), love hurts

    Some fools think of happiness,
    Blissfulness, togetherness
    Some fools, fool themselves, I guess
    They’re not fooling me
    I know it isn’t true
    I know it isn’t true
    Love is just a lie
    Made to make you blue
    Love hurts, (Ooooo) love hurts (Ooooo), Love hurts

    I know it isn’t true
    I know it isn’t true
    Love is just a lie
    Made to make you blue
    Love hurts, (Ooooo) love hurts (Ooooo), Love hurts (Ooooo)

    Aquilo que eu mais desejo é sempre o que me faz sofrer mais.
    Disso é feito o Rock, disso é Feito o Blues:
    A alma se arrebenta em canção.
    A guitarra corta a paz como uma moto-serra.
    O coro sustenta, a voz do vocalista rasga. Love hurts.
    Uhhhh, Love hurts.

    Love Hurts by Cher
    (assista no YouTube, usando o link acima; permissão de embedding não foi concedida)

    Love hurts, Love scars
    Love wounds and mars
    Any heart not tough
    Or strong enough
    T’take a lot of pain
    Take a lot of pain
    Love is like a cloud
    And it holds a lot of rain
    Love hurts, (Ooooo), love hurts

    You’re young, I know
    Baby, even so
    I know a thing or two
    Ooo honey, I’ve learned from you
    And I really learned a lot
    I really learned a lot
    Love is like a stove and
    It burns you when it’s hot
    Love hurts, (Ooooo), love hurts

    Some fools dream of happiness,
    Of blissfulness, togetherness
    Oh, some fools, they fool themselves, I guess
    They’re not fooling me
    And I know it isn’t true
    Yeah, I know it isn’t true
    Love is just a lie and it’s
    Made to make you blue
    Love hurts, (Ooooo) love hurts
    (Ooooo), Love hurts

    And I know it isn’t true
    Oh, I know it isn’t true
    Love is just a lie and it’s
    Made to make you blue
    Love hurts, (Ooooo) love hurts (Ooooo), Love hurts, (Ooooo), Love hurts

    A espera dos primeiros compassos… silêncio cheio de expectativa.
    O piano despeja nos ouvidos pequenos sons que rodam, rodam.
    A banda faz o colchão onde repousa a melodia.
    A guitarra corta a paz como uma moto-serra.
    O coro sustenta, a voz da cantora rasga. Love hurts.
    Uhhhh, Love hurts.

    Começamos quase tudo com grande expectativa.
    Lentamente a ciranda da vida nos roda-roda.
    Os desejos nos acalentam num colchão de passividade.
    A realidade corta a paz como uma moto-serra.
    O coro sustenta, a voz da cantora rasga. Love hurts.
    Uhhhh, Love hurts.

    A juventude é a surpresa, a novidade.
    Lentamente a rotina da vida roda, roda.
    A maturidade pisa no freio, desejosa de repouso
    A tristeza corta a paz como uma moto-serra.
    O coro sustenta, a voz da cantora rasga. Love hurts.
    Uhhhh, Love hurts.

    Na infância corri veloz em direção à descoberta.
    A adolescência trouxe responsabilidade.
    A idade adulta buscou alegria e a paz
    Na maturidade, a perda corta essa paz como uma moto-serra.
    O coro sustenta, a voz da cantora rasga. Love hurts.
    Uhhhh, Love hurts.

    Não importa o que eu faça ou diga, no final é tudo sempre igual:
    A guitarra geme como alma penada, rasga a paz como uma moto-serra.
    O coro sustenta, a voz da cantora rasga. Love hurts.
    Uhhhh, Love hurts.

    Desculpem a longa ausência. É, tô mal….

  • Dama das Rosas, seis anos

    Date: 2009.03.26 | Category: amizade, dama rosas homenagem, vida interior | Response: 2

    Photobucket

  • Borboletas da Alma

    Date: 2008.11.19 | Category: alegria, animais, Asas de Borboleta, encantamento, esperança, vida interior | Response: 0

    ELUSIVE BUTTERFLY
    (Words and Music by Bob Lind)

    You might wake up some mornin’
    To the sound of something moving past your window in the wind
    And if you’re quick enough to rise
    You’ll catch a fleeting glimpse of someone’s fading shadow

    Out on the new horizon
    You may see the floating motion of a distant pair of wings
    And if the sleep has left your ears
    You might hear footsteps running through an open meadow

    Don’t be concerned, it will not harm you
    It’s only me pursuing somethin’ I’m not sure of
    Across my dreams with nets of wonder
    I chase the bright elusive butterfly of love

    You might have heard my footsteps
    Echo softly in the distance through the canyons of your mind
    I might have even called your name
    As I ran searching after something to believe in

    You might have seen me runnin’
    Through the long-abandoned ruins of the dreams you left behind
    If you remember something there
    That glided past you followed close by heavy breathin’

    Don’t be concerned, it will not harm you
    It’s only me pursuing somethin’ I’m not sure of
    Across my dreams with nets of wonder
    I chase the bright elusive butterfly of love

    Across my dreams with nets of wonder
    I chase the bright elusive butterfly of love

    Assuntos aparentemente sem relação surgiram hoje, voaram em círculos dentro de mim e acabaram por se mesclar de forma a gerar este post. Não estou certa de fazer sentido, de ser clara, espero que meus amigos e leitores tenham paciência para seguir o vôo um tanto irregular destas palavras… mas assim mesmo são as borboletas.

    Um: é fato que minha família ascendente já partiu toda deste mundo; por mais que eu os amasse e cuidasse deles no limite máximo das minhas faculdades, simplesmente não pude impedi-los de partir. Quem lê o Asa sabe também que não tenho filhos; apesar de tê-los desejado por toda a vida, simplesmente não vieram. Portanto, falar da minha família, que é coisa muito cara e importante para mim, geralmente significa falar de morte, ausência e falta. Apesar disto falo constantemente de meus mortos, mesmo sabendo que para os leitores isto pode parecer depressivo e mórbido, ainda que para mim não seja.

    Dois: As borboletas monarca, todo mês de outubro, migram das florestas do Canadá e Estados Unidos para se congregarem nas sierras mexicanas, para esperar a passagem do inverno. São dezenas de milhões de borboletas agrupadas em uma única extensão de floresta, fazendo arabescos pelo ar e maravilhando quem as vê. O povo simples da região acredita que estas borboletas – que chegam lá próximo ao Dia de Finados – são as almas de seus mortos voltando para casa.

    Três: Minha irmã hoje sonhou com nossos pais e tios, numa grande casa que ela descreveu como sendo muito grande e o amálgama de muitas casas onde moramos. Eu já sonhei com uma grande casa de fazenda, onde haviam pessoas de minha família a me aguardar. Seja como for, eu e ela ocasionalmente somos agraciadas com a possibilidade de visitar em sonhos a casa de nossos ancestrais na grande Casa do Pai. Estas visitas são doces, para mim e para ela, mas deixam um travo de saudade e de vontade de estar mais junto daqueles que amamos e partiram. Nesta época de Advento, de preparação para o nascimento daquele que formou com seus pais a Sagrada Família, o travo fica mais agridoce e presente. Tudo que fazemos nos lembra nossos pais e nossa infância.

    Quatro: O desflorestamento no México está ameaçando as borboletas Monarca de extinção. A organização americana Ecolife Foundation está tentando reverter esta situação através de reflorestamento, construção de fornos a lenha (que são aqueles que a população de grande parte do mundo ainda usa) mais eficientes e conscientização da população local. É um trabalho muito bonito, que merece nosso apoio. Visitem o site e ajudem, se puderem. O filme acima é produzido por eles.

    Como cheguei de lá até aqui? Fiquei a pensar na conversa que tive com minha irmã, meditando sobre como explicar a ela e a mim mesma esta importância de nossos mortos, esta vontade de estar com eles, esta alegria serena mesclada de saudade, esta vontade de rever que não tem revolta. Deitada em minha cama, escutando música e pensando neste dia chuvoso, olhei para minha luminária que, é claro, tem recortada nela uma revoada de borboletas. Pensei que esta é uma imagem que me agrada, a de andar pela vida com as almas-borboleta de meus mortos fazendo cabriolas dentro de mim. Fui procurar no You Tube por um vídeo de revoada de borboletas e cheguei na fundação e nas Monarca.

    Pensei que, afinal de contas, esta revoada de borboletas, tanto na alma quanto no México, acabam por ser uma coisa só. Fiquei extremamente feliz, e ainda mais concentrada nas minhas borboletas da alma. Ao mesmo tempo, mal posso esperar pela vida, pelas novas pessoas que vou conhecer e que talvez até virem família. Faz sentido? Pois é.

  • Anjo

    Date: 2008.10.22 | Category: amor, encantamento, minerin-candango, saudade, vida interior | Response: 0

    Acordar com sua voz no meu ouvido, ainda no quentinho da noite anterior, é muito bom. Sentir que sua saudade e a minha são irmãs é consolador. Saber que meu silêncio incomoda você tanto quanto o seu me incomoda é revelador. Foi delicioso, amado, sentir a sua presença. Tive até mesmo força para enfrentar o resto do dia.

    Tenho tido dificuldade em escrever, sempre me perguntando até onde eu devo expor tanto sentimento em espera, mas hoje descobri – tão surpresa – que mesmo meu reservado amado precisa às vezes se expressar. Eu, que vivo e me alimento de me comunicar, decidi parar de travar o que está precisando tanto de voz.

    Eu amo você. Você está longe, tem seu trabalho para fazer tanto quanto eu tenho o meu. Não importa. Seu nome sai quase imperceptível, baixinho, mas muito doce de meus lábios, e eu paro um instante de trabalhar para olhar pela janela o sabiá pousado na goiabeira e pensar em você. Os passarinhos todos consumindo as frutas das quais eu abdiquei em troca da alegria alada de todas as tardes. A visita do beija-flor que fez morada no forro do telhado e gosta de me observar na minha mesa de trabalho. Aí meu coração alça seu proprio vôo e pousa leve sobre o ombro onde eu desejo tanto encostar a cabeça. De alguma forma que não sei explicar, você está aqui da mesma forma que eu estou aí. Tão longe, meu amor, mas tão dentro de mim.

    Estamos cercados de anjos, meu Joaquim. Alguns até dizem que somos anjos. Seus colegas o chamam de anjo protetor, você mesmo diz que eu sou o SEU anjo. Já sei bem sabido que tenho dois anjos que me amam profundamente, que me deram a vida enquanto estavam aqui nesta terra, e que tenho a certeza desejam a nossa felicidade. São Miguel Arcanjo, guerreiro, protege com sua espada sua luta e a minha.

    Há a luta, há este enorme campo de batalha que chamam de Mundo. Podemos, eu e você, enfrentar tudo isto todos os dias. Sobrevivemos e crescemos, é certo. Mas há também o descanso e a doçura, e a isto também temos direito. Acima de tudo, temos direito ao nosso amor. Que este seja nosso anjo, o mais forte e o mais presente.

    Angel – Sarah McLachlan

    Spend all your time waiting for that second chance
    For the break that will make it OK
    There’s always some reason to feel not good enough
    And it’s hard at the end of the day
    I need some distraction or a beautiful release
    Memories seep from my veins
    Let me be empty and weightless and maybe
    I’ll find some peace tonight

    In the arms of the Angel fly away from here
    From this dark, cold hotel room, and the endlessness that you fear
    You are pulled from the wreckage of your silent reverie
    You’re in the arms of the Angel; may you find some comfort here

    So tired of the straight line, and everywhere you turn
    There’s vultures and thieves at your back
    The storm keeps on twisting, you keep on building the lies
    That you make up for all that you lack
    It don’t make no difference, escaping one last time
    It’s easier to believe
    In this sweet madness, oh this glorious sadness
    That brings me to my knees

    In the arms of the Angel fly away from here
    From this dark, cold hotel room, and the endlessness that you fear
    You are pulled from the wreckage of your silent reverie
    In the arms of the Angel; may you find some comfort here

    You’re in the arms of the Angel; may you find some comfort here

  • Oração para Enrico

    Date: 2008.09.14 | Category: amizade, amor, esperança, espírito, vida interior | Response: 0

    Como eu estava dizendo, há pessoas que amo muito e que estão longe demais de mim. Uma família pernambucana muito especial, que eu amo muitíssimo e há muito tempo, está em Palmas, lá em cima no limite entre o Centro-Oeste e o Norte do meu país. A família é composta de papai, mamãe e um filhinho lindo chamado Enrico. Enrico tem cinco anos, e fez neste mês de setembro, na sua escola, uma tarefa especial.

    A tarefa era meditar sobre o amor com sua família, pensar e compor sua oração particular sobre o amor. Depois de composta, Enrico devia ilustrá-la. A mamãe de Enrico compartilhou comigo esta linda oração e eu a quis compartilhar com vocês. O resultado está abaixo, na ilustração. Para quem tem dificuldade em ler letrinha de criança, transcrevo a oração de Enrico:

    Papai do Céu tem um coração que é verdadeiro e que deu para mim e para todas as pessoas que eu conheço e amo.

    Papai do Céu, eu te amo muito por ter dado coração verdadeiro.

    E é verdade, pelo menos no caso do Enrico. Deus deu a ele – e é tão visível já tão cedo – um coração cheio de amor verdadeiro. Ele tem a força da mãe e a gentileza do pai, com uma sensibilidade e esperteza que são só suas, para sustentar este coração verdadeiro. Enrico me fez meditar sobre o coração verdadeiro, e eu quis de minha parte fazer também uma oração, dedicada a ele. Vamos lá:

    Querido Jesus,

    Sei que foi o Teu Coração Verdadeiro que me pôs em contato com Enrico e o deu a mim como sobrinho querido. Peço agora, movida pelo mais puro amor de que sou capaz, que proteja sob Teu manto este pequeno e lindo Coração Verdadeiro que criaste à Tua imagem e semelhança.

    Sei também, Mestre amado, que corações verdadeiros muitas vezes vêm a este mundo para realizar as tarefas mais difíceis e penosas, aquelas que só mesmo quem muito ama é capaz de realizar. Como foi Tu mesmo que nos ensinastes, Jesus, que não há amor maior que dar a vida por um amigo, peço para mim o peso e a dificuldade que possas ter reservado para este menino. Gostaria, se fosse de Tua vontade, que o mantivesses feliz, puro, inocente e verdadeiro, um verdadeiro consolo e fonte de alegria para outros corações verdadeiros aqui embaixo.

    É em Teu Sagrado Nome que eu peço, Senhor, e desde já agradeço a Tua bondade e misericórdia.

    Assim seja.

    Photobucket

  • Espasmos

    Date: 2008.07.27 | Category: amor, luta, minerin-candango, pai, saudade, vida interior | Response: 0

    Órfã na Janela – A.Prado

    Estou com saudade de Deus,
    uma saudade tão funda que me seca.
    Estou como palha e nada me conforta.
    O amor hoje está tão pobre, tem gripe,
    meu hálito não está para salões.
    Fico em casa esperando Deus,
    cavacando a unha, fungando meu nariz choroso,
    querendo um pôster dele no meu quarto,
    gostando igual antigamente
    da palavra crepúsculo.
    Que o mundo é desterro eu toda vida soube.
    Quando o sol vai-se embora é pra casa de Deus que vai,
    pra casa onde está meu pai.

    Hoje não é um daqueles dias em que, sossegada, penso belezuras para escrever aqui. Esta semana foi de montanha-russa emocional, intensa, furiosa. Hoje estou em espasmos, o pensamento aqui e ali, oscilante, nervoso.

    Hoje me pergunto o porquê do mundo ser tão grande, e invariavelmente parecer que as pessoas que me trariam alegria estão do outro lado dele. As doçuras que estas pessoas me ofertam chegam aqui diluídas, fracas, com prazo de validade vencido. Não é um dia de bonitezas, é dia de rosnar, ranger de dentes e silêncios desconfortáveis. Não quero mesmo conversar com as pessoas à minha volta, centrada que estou naquelas que não estão aqui.

    Estou estranha, conflito ambulante, sapato apertado. Alterno entre a vontade de virar a mesa posta do almoço e fotografar os desenhos que o arroz colorido fizesse no chão. A energia contida queria se expressar em meia dúzia de copos jogados com força na parede, e o lirismo queria fazer um véu luminoso para os cabelos com os cacos de vidro.

    Hoje eu simplesmente não me conformo. Hoje é bater a cabeça na parede e sentir na testa a dor da saudade. É sentir no fundo da garganta o amargo do desejo não saciado. Tudo o que vejo me mostra um buraco, só enxergo o que não está ali. Mineira como ele é mineiro, calada como ele é calado, hoje a única poesia que me serve é a poesia seca e altiva de Adélia Prado.

    Corridinho – A.Prado

    O amor quer abraçar e não pode.
    A multidão em volta,
    com seus olhos cediços,
    põe caco de vidro no muro
    para o amor desistir.
    O amor usa o correio,
    o correio trapaceia,
    a carta não chega,
    o amor fica sem saber se é ou não é.
    O amor pega o cavalo,
    desembarca do trem,
    chega na porta cansado
    de tanto caminhar a pé.
    Fala a palavra açucena,
    pede água, bebe café,
    dorme na sua presença,
    chupa bala de hortelâ.
    Tudo manha, truque, engenho:
    é descuidar o amor te pega,
    te come, te molha todo.
    Mas água o amor não é.

  • Para Falar de Vida

    Date: 2008.02.12 | Category: esperança, espírito, luta, vida interior | Response: 0

    Depois de quase dois meses de ausência – que foram dois meses em que minha alma entrou em reunião a portas fechadas com minha mente e coração para analisar tudo o que já vivi nestes 43 anos de vida completos dia 12 de janeiro – estou de volta a esta minha casa na Net. Este é cantinho onde a Sue se comunica com aquelas pessoas que escolhem vir aqui e ler tudo que eu escrevo, seja lírico ou seja tolo, seja amoroso ou triste. Porque “literário” não é, nunca de propósito. As pessoas que quero aqui, comunicando comigo, são as pessoas com as que já me disseram: “eu penso e sinto também assim” ou “você colocou em palavras o que eu sentia mas não conseguia expressar” (este é o meu elogio favorito dentre todos). Pessoas, enfim, que tenham uma ressonância de espírito comigo.

    Eu, no post anterior, desejo feliz aniversário à minha mami, que já partiu desta vida faz quase 22 anos. Porque eu sei que a vida é mais e maior que o que aquilo que vemos aqui, e a partida é apenas um novo começo. Afinal de contas, este peixinho na coluna da direita não significa uma homenagem a meu bisavô pescador… mas simboliza meu relacionamento e irmandande com alguns ajudantes do sucessor do primeiro Pescador de Homens, que me levaram pela mão até o regaço de Jesus e de sua Mãe Santíssima, de onde aprendi a louvar a Vida.

    Tenho alguns amigos na rede que também aprenderam sobre a Vida nestes regaços, beberam da mesma fonte que eu, e um em especial tem uma maravilhosa forma de celebrar a defender a Vida: meu amigo jornalista Marcio Campos. eu já declarei em público um dia que ele é um bilhete premiado de loteria, hoje me declaro fanzoca assumida. Ele está fazendo um trabalho inteligente, espirituoso tanto quanto espiritual – e além de tudo muito importante -, a respeito da forma com que a Mídia tenta criticar aqueles que celebram a Vida. Força, Marcio, posso colaborar com este pequeno link e muitas orações. Você com certeza, com a ajuda do Espírito Santo, dá conta do resto.

    Com vocês o “Pai, perdoai-lhes, eles não sabem o que escrevem

  • Joaquins

    Date: 2007.12.12 | Category: amor, espírito, luta, saudade, vida interior | Response: 0

    Os caminhos que a vida traça sem a gente perceber… chega a ser engraçado, se ao menos não fosse tão triste. Uma faxina mais corajosa nos pertences do pai, mais umas sacolas de livros doados à Biblioteca Municipal, e eis que uma figura muito importante do meu passado aparece de fininho, elegante como sempre foi, sem exagero de expressão, quase calado como ele era. Um livrinho escrito por um outro-pai, um homem que me amava e a quem eu amei exageradamente, com coração de filha e de criança. Nunca cheguei à conclusão se ele era um poeta que lutava ou se era um guerreiro que fazia poesia. Ele morreu enquanto eu era jovem demais para descobrir.

    Hoje há outro Joaquim que eu amo, exageradamente como amei meu primeiro Joaquim, mas sem a inocência e o salvo-conduto da infância. Amar na idade madura é tão mais arriscado, tanto calo a ser pisado onde só havia alegria antes… Meu primeiro Joaquim era metade como eu, sensível e apaixonado, se expressava na poesia. Metade ele era como o segundo Joaquim, calado e guardado, desesperançado com o mundo. O primeiro Joaquim morreu de tristeza, ainda muito novo, poeta que era, novo demais, com muita poesia tragicamente por escrever. Deixou de cumprir a promessa-ameaça que jocosamente fazia a meu pai, que era a de me levar, ele mesmo, ao altar e entregar minha mão à um prometido que ainda estava no porvir.

    Teria sido perfeito, tio amado, que você pudesse ter-me levado àquele prometido altar, e entregue sua pequena amiga para um segundo Joaquim, jovem, confiante e livre para me receber diante de Deus e dos homens. Mas este mundo, este mundo que nos rala a pele e nos enche a alma de cicatrizes, este mundo não é perfeito, não é, querido?

    De um Joaquim para outro, passando por dentro do meu coração:

    Amigos de Longos Anos
    (Maj. Brig. Joaquim Vespasiano Ramos)

    Fixei-me no horizonte
    À procura do infinito
    E só a linha do horizonte
    Apareceu-me no infinito!

    Procurei no escuro do firmamento
    A mais bela e distante estrela;
    Escondida no escuro do firmamento
    Estava a mais bela e distante estrela!

    Contemplei, do deserto, a miragem
    Com a esperança de olhos cansados.
    Eclipsou-se, porém, do deserto a miragem
    Para a tristeza dos olhos cansados.

    Esperei as ilusões de um lindo sonho
    No meu sono tranquilo e profundo;
    Recusou-me ilusões o lindo sonho
    Do meu sono tranquilo e profundo!

    Busquei, no âmago do pensamento,
    As alegrias e venturas do passado;
    Nada havia no âmago do pensamento —
    Nem alegrias e venturas no passado.

    Ofereci a mão da amizade
    Ao amigo de longos anos;
    Estendida ficou a mão da amizade
    Sem a do amigo de longos anos!

    Procurei na gota de orvalho
    A lágrima que me falta.
    Desmanchou-se a gota de orvalho
    E a lágrima inda me falta.

  • Tão longe…

    Date: 2007.12.02 | Category: amor, minerin-candango, saudade, vida interior | Response: 0

    Barbudo amado, muita saudade… tem dia que é só mesmo respirar fundo e suportar. Ainda bem que existe a poesia em toda a parte, mesmo longe de você. Beijos

  • Date: 2007.11.27 | Category: amor, saudade, vida interior | Response: 0

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    Assim é

    Assim é Alceu. Bicho maluco beleza, poesia encarnada, barroco nordestino dentro do blues. O grande poeta da música brasileira, o capetinha no palco que faz esta mulher de meia idade aqui ter vontade de dar cabriolas junto com ele. Explosão de emoção, o músico com as maiores asas de borboleta que eu conheço. E ele SABE usá-las para voar e nos fazer voar com ele.

    Pois ele também sabe das emoções mais sombrias, daquilo que faz nosso coração gemer angustiado. Ele sabe da solidão que devora as horas, ele sabe do cansaço e da falta de cio do amor quando acaba. Ele sabe das farpas do amor que machuca.

    A questão é: HÁ quem valha metade de mim? Há quem valha metade de mim! Há quem valha metade de mim. Há quem valha metade de mim… Metade… eu sem ele, ele sem mim…

    Mas metade de mim é muito pouco quando estou triste assim.

    Amor covarde
    (Alceu Valença)

    Amor covarde, que morde, que arde
    A minha amada é metade de mim
    A madrugada se arrasta, tão lenta assim
    Dor…dor…dor…dor

    Moça bonita, novilha tão rara
    Não há quem valha metade de mim
    Nascemos sós, só seremos serenos no fim

    Amor covarde, que morde, que arde
    A minha amada é metade de mim
    E a madrugada se arrasta, tão lenta assim
    Dor…dor…dor…dor

    Moça bonita, novilha tão rara
    Não há quem valha metade de mim
    A dor do amor, navalhada que arde assim
    Dor…dor…dor…dor

    Estrela d´alva, pedaço de lua
    A pele nua, cheirando a jasmim
    Boca cereja, bandeja de prata, do-in
    Dor…dor…dor…

    Moça bonita, novilha tão rara
    Não há quem valha metade de mim
    Nascemos sós, só seremos serenos no fim

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