Archive for the ‘Alex Cabedo’ Category

  • Sete anos de que mesmo?

    Date: 2010.03.17 | Category: Alex Cabedo, amizade, Asas de Borboleta, espírito, saudade, vida interior | Response: 2

    alex sete anos

    “A morte não nos persegue: apenas espera, pois nós é que corremos para o colo dela. Talvez o melhor de tudo é que ela nos lembra da nossa transcendência. Somos mais que corpo e sangue e compromissos, susto e ansiedade: somos mistério, o que nos torna maiores do que pensamos ser.
    E o amor, quando se aproxima desse território do estranho, tem de se curvar: com dor, com terror, com enorme ansiedade dá um salto irrevogável para essa prova maior. E então começa a ser ternura; e então se aproxima, muito vagamente, de alguma coisa chamada permanência.” (Lya Luft em Secreta Mirada)

    Se eu soubesse em janeiro de 2003 o que aconteceria em 16 de março, quase certamente teria dado um jeito de partir para Barcelona e apertar forte um amigo querido nos braços, antes que este partisse. Se eu soubesse em abril de 2003 o que sei hoje talvez não tivesse sofrido tanto… mas não, mesmo a cada experiência aprofundada o peso da partida é quase mais do que podemos suportar. A cada março passo por minha Quaresma Particular, me despeço novamente de ausências antigas e algumas vezes, dolorosamente, como neste ano de 2010, faço despedidas novas.

    No dia sete deste mês, para minha profunda tristeza e consternação, perdi meu confessor e grande amigo, D.Tadeu Lopes, OSB, reitor do Colégio São Bento aqui no Rio. Meu amigo há quase trinta anos, meu confessor desde a morte de meu primeiro orientador espiritual, D. João Evangelista Enout, OSB, falecido a treze de março de 1993, uma sexta feira de inundação no Rio. Perdi repentinamente estes dois grandes amigos em março, como perdi repentinamente o muito querido Alex Cabedo no março de sete anos atrás.

    Perdi?

    Eu me pergunto o que foi que eu perdi deles, se a cada dia que passa a voz pausada e serena de um, o olhar amoroso e acolhedor de outro, a escrita e a inteligência do terceiro, estão presentes e firmes à minha volta, crescem mesmo, e se modificam à medida em que moldam meu próprio espírito e a maneira como convivo com o mundo material que se apresenta no meu hoje. Aliás, relendo a sentença anterior, percebo encantada que não sei determinar a qual deles pertence a voz, o olhar, a inteligência, porque fui sobremaneira afortunada de encontrar tudo isso nos três…

    Meus amados quaresmeiros me guiam nesta dolorida viagem de transmutação da perda em asas de borboleta, e se existem hoje pessoas que encontram a doçura que precisam em meu colo, voz ou olhar, que saibam com toda a certeza que meu coração é adoçado por eles.

    Alex, então, é o milagre da amizade que se aprofunda depois da perda, que se desmembra em novas amizades e descobertas, que cresce e se desenvolve como sua filha o faz diante de mim. Quantas e quantas vezes, amigo querido, agradeci a imensa generosidade dos presentes com os quais me regala, como já agradeci por Cristina e Carmem e Paula e Carolina… e qual minha alegria de ver que há mais pessoas a descobrir e conhecer, que existem mais presentes seus a serem abertos em futuras datas especiais… bendita Internet!

    Quantas vezes, em meu coração, trocamos sorrisos e abraços que só nós sabemos, quantos sorrisos enigmáticos deixaram as pessoas à minha volta intrigadas… não posso, não seria justo falar em perda quando falo de Alex, porque meu conhecimento dele e meu relacionamento com ele só foi acrescido depois de sua partida.

    Posso falar – isso sim – de um renascimento constante destes três dentro da Secreta Morada (com trocadilho, obrigada, Lya! Obrigada Helô Capel, pelo maravilhoso presente do livro!) do meu coração. E o outono brota e se transforma numa perfumada primavera, em busca da Páscoa.

    E a Páscoa vem, ela vem!

    Feliz Aniversário, Alex, Dom João. Vá em paz, querido Dom Tadeu.

  • Para um anjo que me deu um anjo, em seu aniversário

    Date: 2009.09.09 | Category: Alex Cabedo, amizade, amor, Asas de Borboleta, encantamento | Response: 2

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    Querida Carolina

    Se eu pudesse, juntava muitas e muitas conchinhas do mar, das mais belas. construía, na beira da praia mais bonita do planeta, um castelo de madrepérola com caminhos de cristal e lindos aquários com os mais coloridos peixes do mar. No jardim colocava as flores mais perfumadas, aquelas que atraem mais borboletas e beija-flores. Mobiliava com os móveis mais macios bonitos e alegres que encontrasse, e presenteava você com tudo isso, você que é a minha eterna sereia a nadar em Cabo Verde.

    Queria juntar todas as coisas mais doces e queridas – mais ‘bacanas’ como falamos aqui no Brasil – e doá-las a você uma a uma, a cada aniversário seu que passarmos juntas de coração (espero que sejam muitos!).

    Já que você foi mais rápida e me mandou um presente antes que eu pudesse mandar o seu, fica este post como presente virtual, até que o seu presente de verdade chegue pelo correio.

    Titi Sue ama você muito!

    Feliz nove do nove de dois mil e nove!!

  • Coração Constelação

    Date: 2009.03.16 | Category: Alex Cabedo, amizade, amor, esperança, espírito | Response: 0

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    Pensando, pensando… em como há seis anos atrás, na madrugada do dia 15 para o dia 16 de março nasceu uma estrela linda, linda, que brilha rubra até hoje. Estrela mansa, estrela sorriso, estrela amiga, benfazeja.

    Brilha sempre, amigo estrela de coração constelação. Teu caminho de luz já está traçado. Nunca deixe de brilhar para que possamos usar teu brilho como guia na nossa jornada. Um dia chegaremos até você, e que lindo dia este vai ser!

    Te amo, agora como antes e para sempre.

    Beijo da tua Butterfly

  • Dançando

    Date: 2008.06.28 | Category: Alex Cabedo, amizade, amor, esperança, saudade | Response: 0

    Hoje passei o dia só com meus gatos, concentrada, trabalhando. De repente, numa vontade louca de soltar o espírito e a mente do esforço concentrado, coloquei o DVD do Josh Groban para tocar. De repente, sim, de repente, num segundo, estava fora daqui, num outro lugar, tão mais bonito…

    E lá estava você, me esperando, meu amigo, meu amigo, meu amigo. Que doce chamar você de amigo e ver você sorrir feliz. Sorrindo, sempre sorrindo, me convidando para dançar. Meu coração transbordou num riso feliz, marejado de lágrimas, e lá fui eu para o meio das estrelas com você.

    Rodopiar pelo espaço sentindo sua presença amorosa é algo difícil de descrever, amado. Como posso falar de um sentimento que não tem nome, que não é saudade, mas é mesclado de saudade, que não é triste, mas é mesclado de nostalgia… uma alegria suave que nunca é totalmente alegre… Sentir você no meu abraço, leve e quente como a luz do sol quando nos encosta a pele.

    Dançando, rodando, rindo juntos, lá fomos nós para o mais alto firmamento, voando, voando, cada vez mais livres, mais felizes juntos. Segura minha mão forte, Lelex, não me deixa cair… borboletas estão acostumadas com vôos mais próximos do chão.

    Só mesmo o Josh Groban para me levar tão rápido até você.

    Who can say for certain?
    Maybe you’re still here
    I feel you all around me
    Your memory’s so clear…

    Deep in the stillness
    I can hear you speak
    You’re still an inspiration
    Can it be
    That you are my forever love
    And you are watching over me from up above

    Fly me up to where you are
    Beyond the distant star
    I wish upon tonight
    To see you smile
    If only for a while to know you’re there
    A breath away’s not far
    To where you are

    Are you gently sleeping
    Here inside my dream?
    And isn’t faith believing
    All power can’t be seen?

    As my heart holds you
    Just one beat away
    I cherish all you gave me everyday

    ’Cause you are my
    Forever love
    Watching me from up above
    And I believe that angels breathe
    And that love will live on and never leave

    Fly me up to where you are
    Beyond the distant star
    I wish upon tonight to see you smile
    If only for a while to know you’re there
    A breath away’s not far
    To where you are

    I know you’re there
    A breath away’s not far
    To where you are

  • Pendências de Março I

    Date: 2008.06.23 | Category: Alex Cabedo, amizade, esperança, saudade | Response: 0

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    Querido,

    Nossa, mas o tempo passa rápido, Alex! OU, como diria a garotada aqui do Rio, “Cinco anos, véi! Caray!”

    Da última vez que conversamos dentro do meu coração eu pedi muito que você levasse meu pai para dar umas voltas neste seu lindo veleiro de luz. Ele sempre foi um homem muito ativo e este ano e meio doente foi penoso demais para ele neste sentido. Vocês parecem iguais em muitas coisas, meu amigo, e tenho certeza que você – que partiu dormindo, sem aviso, rápido como um raio – imagina o sofrimento moral, mais que físico, da dependência, da fraqueza, da falta de mobilidade. Vê se consegue que a mãe vá também, ela é mais medrosa e insegura, mas o tempo que passou desde que ela foi praí já deve ter sanado isto. Enfim… ela é parecida comigo, vocês vão gostar um do outro.

    Espero que seu aniversário de cinco anos tenha sido gostoso, cercado de amigos, cheio de festa, como você gosta e merece. A vontade de estar junto é grande, mas eu me conformo com o sorriso e a piscadela ocasional por trás do pôr-de-sol. Pela velocidade com que o tempo está passando, não será tão demorada a espera até que eu mesma pegue uma carona com você neste seu mar infinito.

    Carolina está linda, cada dia cresce mais graciosa e cheia de alegria e inteligência. Minha amizade com as três meninas de Portugal cresce viçosa, bem igual ao meu amor por você.

    O Dennito comentou, quando papai partiu, que os buracos na alma ficam. Olha, o vazio que você deixou na minha alma virou uma janela de onde fico espiando suas estripulias. É muito bom, viu?

    Aguardo mais sonhos das suas aventuras pelo céu. Adorei as últimas, você é mesmo danado!

  • Contos de Fadas

    Date: 2007.05.18 | Category: Alex Cabedo, Asas de Borboleta | Response: 0

    Caolina Cabedo

    Os contos de fadas sempre têm uma princesa e um herói. Têm também objetos mágicos, figuras fantásticas, poderes especiais, lugares lindos, potes de ouro no fim do arco-íris, aventuras.

    Pois aqui no Asa de Borboleta temos nossos contos de fadas, com direito a uma princesinha com muitos dotes, como toda princesinha deve ter: beleza, doçura, dons artísticos, alegria. Ela mora num lugar distante, como geralmente moram as princesas encantadas.

    Deste lugar distante, ela mandou uma mensagem mágica para sua Titi Borboleta. Sua titi entendeu a mensagem e partiu para a ação. Dando continuidade ao conto de fadas, pediu a um herói de muitos talentos e de bom coração, como devem ser os heróis, que tomasse parte na aventura. Ele concordou, e o resultado temos aqui: um template mágico, que tem como poder o de fazer sorrir quem quer que o veja.

    Princesinha Carolina, Titi Sue Borboleta ama muito você! E agora estamos juntas e felizes para sempre, aqui no Asa! Não é o melhor final para um conto de fadas?

    Beijinho no seu nariz!

  • Quatro anos

    Date: 2007.03.15 | Category: Alex Cabedo | Response: 0

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    Quatro anos são 1461 dias para fazer a boca sorrir com as lembranças doces. São 1461 noites para sentir o coração apertar de saudade. É tempo suficiente para que muita coisa aconteça, de bom e de ruim.

    Quatro anos, entretanto, é pouco, Carneirão, muito pouco para me fazer esquecer o quanto foi bom ter recebido você na minha vida. Você, Alex Cabedo, foi a primeira pessoa que se afeiçoou a esta borboleta azul na web, e que fez questão de escrever e dizer isso. E depois declarar isto na cara daquela gente ruim. Diz-se por aí que só conhecemos os amigos na hora do aperto, e o destino quis que nossa amizade fosse comprovada logo de cara.

    De longe, sem nos conhecermos pessoalmente, sem falarmos dos detalhes técnicos de nossas vidas – sem fotos, sem endereço, sem telefones, sem RG, sem CPF – fomos logo ao que interessava. Logo me afeiçoei à inteligência que brilhava nos seus textos, na esperteza das identidades secretas, no humor das críticas ferozes. Você logo sentiu vontade de provar do mel do afeto que ofereço àqueles que amo, parecia ser o que mais você precisava. Você buscava, meu amigo, não sei bem o que, e sempre esperei poder proporcionar a você o fim da busca e o descanso da chegada. Espero que sua partida tão precoce desta vida signifique que você tenha finalmente encontrado seu sei lá o quê. Torço por isto.

    Sendo cavalheiro, não quis partir sem me deixar lindas lembranças, algumas delas lembranças vivas de você, como sua linda Carolina, que cresce uma pricesinha. Ou a querida Cristina, que nunca esquece de mim (nem eu dela, ainda vamos nos encontrar). Pessoas especiais, você as deu de presente para mim, Alex, e eu agradeço. Espero ter podido retribuir, pois peço sempre a meus pais que dêem uma checada, só para ver se está tudo bem contigo. Conhecendo a minha mãe, ela já deve ter adotado você!

    Você deixou também impresso no meu coração a risada que eu nunca escutei, mas que suspeito em seus textos e nas fotos que só recebi depois que você já tinha partido. Achei isso tão apropriado, Alex, pois tendo sido você o homem bonito que foi, eu hoje posso dizer tranquila: “pouco me impoortava sua aparência”. Hoje eu posso dizer que o que me interessava era seu espírito e seu coração, e estes permanecem.

    Alex, não te perdi, nunca, porque você está aqui em mim, nas minhas lembranças, nas minhas orações, nas gargalhadas que dou nas ocasionais visitas ao Convento dos Chapeletos… você é parte de mim, e busco encontrar você quando for minha hora de partir. Aí, finalmente vamos velejar juntos.

    Eu sempre busco uma imagem bonita que eu possa postar aqui, neste seu aniversário de vida eterna, e desta vez fiquei mais satisfeita que nos outros anos: a borboleta e o amor, meu amigo, a borboleta e o amor.

    16 mar 2003 / 16 mar 2007 – quatro anos sem Alex
    Feliz aniversário.

  • Águas de Março

    Date: 2006.03.16 | Category: Alex Cabedo | Response: 0

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    Mais uma vez, nossa amiga Cristina me acorda com uma linda mensagem. E eu, na correria em que minha vida se transformou, paro um instante para pensar em nossa amizade e sorrir.

    Três anos… três anos desde que você partiu no seu lindo veleiro de luz, buscando aventuras das quais eu não posso tomar parte, buscando um caminho que ainda não posso trilhar. Um dia, Alex, um dia, vou planar ao lado do seu veleiro com iridescentes asas de borboleta. Quem sabe as aventuras que viveremos então!

    Agora, você veleja só – ou com os amigos que já deve ter feito neste mar infinito – enquanto aqui tudo é doce saudade.

    Beijo muito grande, amigo querido.

  • Divagações Sobre o Amor II

    Date: 2005.03.16 | Category: Alex Cabedo | Response: 0

    Que coisa é a vida… passei a madrugada inteira conversando sobre amor, e uma das pessoas que marquei como sendo alguém que eu muito amei – e amo – foi você. Lembrei que nunca nos vimos, mas que os efeitos da sua passagem pela minha vida ainda são tão fortes que fiz uma rede de carinho em torno de mim com pessoas que eram suas, e agora são minhas também.

    E eis que me lembro que hoje é seu aniversário, e começo a pensar no que escrever, e a Cris me manda uma linda mensagem, pois ela também vai sempre amar você. E mais uma vez eu tenho a certeza que amar forte, e amar para sempre, é o que nos torna próximos de Deus. E eu sinto que você está cada dia mais pertinho Dele. Só pode estar, pois sua presença amorosa continua a nos abençoar aqui embaixo, no meio de tanta luta e sofrimento.

    Feliz aniversário de dois anos na vida eterna, meu anjo torto, meu amado Alex.

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  • Um ano sem Você

    Date: 2004.03.16 | Category: Alex Cabedo | Response: 0

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    Na madrugada do dia 15 para 16 de março de 2003 o nosso mundo ficou um pouquinho mais escuro. Alex, é difícil falar de você sem que o coração aperte. Lembrar de você é agridoce, bom e doloroso por muitos motivos, e não adianta falar deles. A dor vai sempre incomodar um pouquinho, até que eu possa estar junto de você na eternidade.

    Basta que todos saibam que havia uma luz em Barcelona, que se apagou para nossos olhos faz um ano. Bem, para os olhos do corpo. Porque meu amigo Alex Cabedo vez ou outra faz-me uma visita em sonhos. E esta semana é a semana de lembrar dele, pois é seu primeiro aniversário de nascimento para a outra vida. UM ANO, meu amigo, um ano sem ti.

    Alex marcou presença forte na minha vida, o que é extraordinário se eu pensar que sequer nos falamos ao telefone, não sei qual o som da sua voz, e só fui saber qual era seu rosto depois que ele não mais vivia neste mundo. E que importa? Sempre soube que gostaria dele, mesmo que tivesse três braços e puxasse de uma perna. A elegância e charme que ele tinha em seu trato com os amigos; a solidariedade humana, a capacidade de se indignar; o humor e ironia fina (e às vezes a truculência necessária) que tinha com os auto-intitulados inimigos; tudo, tudo que conheci do Alex era especial.

    Ele em uma ocasião – num dos comentários do Carneiro Preto, blog que ele generosamente criou para aliviar os amigos de ataques de gente grosseira – disse que eu era uma das poucas pessoas que ele levaria para uma ilha deserta. Querido, cá estamos nós, sozinhos nesta ilha deserta do meu coração. E sua companhia aqui dentro muitas vezes foi consolo para a falta que você me faz aqui fora.

    Portanto, doce Carneiro, ofereço-te como presente de aniversário a flor mística das minhas orações, que bem sabes nada têm a ver com aquela gritaria absurda contra qual erguemos nossa voz, juntos. E agradeço, emocionada, todas as pequenas e grandes delicadezas que me fizeste em vida, e os três grandes presentes que me deixaste com tua morte: Cristina, Paula e Carolina. Vamos ainda, as quatro, para seu desespero (hehehe) nos abraçar num lindo dia em Lisboa, e ao segurar tua filha com certeza vou chorar, pois finalmente vou dar em um pedaço de ti o abraço que eu sempre quis e não pude. Neste dia, brindaremos com vinho e lágrimas e muitos, muitos sorrisos.

    É para Cristina, querido, que peço a amigos que traduzam estas palavras para a língua espanhola, para que ela saiba com total clareza que eu também te amo. Logo estará online.

    Feliz aniversário, Alex amado, da sua Butterfly.

    Un Año sin Ti

    Muy temprano del dia 16 de marzo de 2004 nuestro mundo se quedo un poco mas obscuro. Alex, es difícil hablar de ti sin que mi corazón se quede cerrado. Acordarme de ti es amargo y dulce, bueno y penoso por muchas razones, y cambia nada hablar de ellos. El dolor siempre incomodará un poquito, hasta que pueda estar cerca de ti en la eternidad.

    Basta que todos sepan que havia luz en Barcelona que se apagó para nuestros ojos hace un año. Bueno para los ojos del cuerpo. Porque mi amigo Alex Cabedo a veces me visita en mis sueños. Esta semana es la semana de recordar nos de él, es el cumpleaños de un año del nacimiento para otra vida. UN AÑO, mi amigo un año sin ti.

    Alex hizo una presencia fuerte en mi vida, lo extraordinario es si paro para pensar que nunca nos hablamos ni al teléfono, no sé cuál es el timbre de su voz, y solo pude saber como era su rostro una vez que no vivía mas en este mundo. Y que importa? Siempre supe que me gustaría, ni que tuviese 3 brazos o que le faltase una pierna. La elegancia que él tenía en el trato con sus amigos; la solidariedad humana, la capacidad de sé indignar, el humor y la fina ironía (a veces de una truculencia necesaria) que tenía con sus auto-intitulados enemigos, todo, todo lo que conocí de Alex era especial.

    En una ocasión él – en uno de los comentarios del Carneiro Preto, blog que el generosamente creó para aliviar los amigos de los ataques de la gente grosera – dice que yo era una de las pocas personas que él llevaría a una isla desierta. Querido, acá estamos nosotros, solos, en esta isla desierta que es mi corazón. Y tu compañía aquí dentro muchas veces, fue un consuelo para la falta que me haces aquí afuera.

    Por tanto, dulce Carnero, yo te ofrezco, como regalo de cumpleaños, la mística flor de las oraciones, que bien conoces nada tiene que ver con la gritaría absurda contra cual levantamos nuestras voces, juntos. Y te agradezco, emocionada, todas las pequeñas y grandes delicadezas que me hiciste en vida y los tres grandes regalos que me dejaste con tu muerte: Cristina, Paula e Carolina. Veámonos, para tu desespero, abrazar las cuatro algún lindo día en Lisboa y cuando, teniendo a tu hija, es seguro que voy a llorar, pues finalmente voy a tomar un pedacito de ti que siempre quise y no pude. En este día, brindaremos con vino y lágrimas y muchas, muchas risas.

    Es para Cristina, mi querido, que pido a amigos que traduzcan estas palabras para la lengua Española, para que ella sepa con total clareza que yo también te amo. Feliz aniversario amado Alex de tu Butterfly.

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