Archive for the ‘amizade’ Category

  • Pendências de Março II

    Date: 2008.06.23 | Category: amizade, dama rosas homenagem | Response: 0

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    Agora e sempre, minhas preces e minha amizade.

  • Pendências de Março I

    Date: 2008.06.23 | Category: Alex Cabedo, amizade, esperança, saudade | Response: 0

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    Querido,

    Nossa, mas o tempo passa rápido, Alex! OU, como diria a garotada aqui do Rio, “Cinco anos, véi! Caray!”

    Da última vez que conversamos dentro do meu coração eu pedi muito que você levasse meu pai para dar umas voltas neste seu lindo veleiro de luz. Ele sempre foi um homem muito ativo e este ano e meio doente foi penoso demais para ele neste sentido. Vocês parecem iguais em muitas coisas, meu amigo, e tenho certeza que você – que partiu dormindo, sem aviso, rápido como um raio – imagina o sofrimento moral, mais que físico, da dependência, da fraqueza, da falta de mobilidade. Vê se consegue que a mãe vá também, ela é mais medrosa e insegura, mas o tempo que passou desde que ela foi praí já deve ter sanado isto. Enfim… ela é parecida comigo, vocês vão gostar um do outro.

    Espero que seu aniversário de cinco anos tenha sido gostoso, cercado de amigos, cheio de festa, como você gosta e merece. A vontade de estar junto é grande, mas eu me conformo com o sorriso e a piscadela ocasional por trás do pôr-de-sol. Pela velocidade com que o tempo está passando, não será tão demorada a espera até que eu mesma pegue uma carona com você neste seu mar infinito.

    Carolina está linda, cada dia cresce mais graciosa e cheia de alegria e inteligência. Minha amizade com as três meninas de Portugal cresce viçosa, bem igual ao meu amor por você.

    O Dennito comentou, quando papai partiu, que os buracos na alma ficam. Olha, o vazio que você deixou na minha alma virou uma janela de onde fico espiando suas estripulias. É muito bom, viu?

    Aguardo mais sonhos das suas aventuras pelo céu. Adorei as últimas, você é mesmo danado!

  • Brincadeira Boa

    Date: 2007.10.12 | Category: amizade | Response: 0

    Meu amigo Alfredo me passou a brincadeira, tenho de seguir adiante com ela, já que é tão simpática…

    Minha frase é: “Era inverno, grande parte das árvores estava desfolhada.”

    Do livro de Ítalo Calvino “O Barão Rompante”, que estava logo ao meu lado na casa de um amigo, que peguei assim que li o post de Fredo.

    Amados, eis as regras:

    1ª) Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);

    2ª) Abra-o na página 161;

    3ª) Procurar a 5ª frase completa;

    4ª) Postar essa frase em seu blog;

    5ª) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;

    6ª) Repassar para outros 5 blogs.

    Os outros cinco blogs é que são elas, porque a brincadeira já veio de um dos que eu escolheria, né Fredo… bom, lá vai:

    Blog 1: Caderninho para Kaká e Malú

    Blog 2: Extratempo do Pi

    Blog 3: Milton Ribeiro do MIlton

    Blog 4: Templo de Atena da Helô

    Blog 5: Umbigo do Sonho da Adelaide Amorim

    Amados, sigam as regras e divirtam-se! Quem sabe no final não sai um texto bacaninha?

  • Alguns Post Scripts

    Date: 2005.06.20 | Category: amizade, Asas de Borboleta, espírito, luta | Response: 0

    Queridos todos,

    Já peguei minha vida de volta, ela está firme em minhas mãos. Tudo corre muito bem, apesar de correr um pouco depressa demais para que eu possa escrever aqui o tanto que gostaria. Então, por enquanto, nada de posts, mas tem recado para todo mundo:

    Minha Kitty, saudades! Que bom que voltou à net, fique um tempinho que eu já já tenho novidades bem legais…

    Helô, nem preciso dizer que uma das coisas que me tornam uma pessoa feliz é ter você na minha vida, você, MC e o gato mais lindo do mundo. Avisa para a MC que quando estou muito triste, abraço o Supergato que ela me deu de presente, e fico mais feliz; quando estou tão contente que nem sei o que dizer para pessoas, eu abraço o Supergato e ele entende. Depois que meu gato de pelo e osso morreu, o supergato de pelúcia virou meu consolo e meu companheiro, e não estou nem aí de ter mais que passado da idade de dormir com bichinhos de pelúcia, durmo mesmo assim. 🙂

    Dada, uma beijoca.

    Minha Goonie, esteja à vontade, se largue numa almofada, pegue o livro que quiser, porque tudo aqui no Asa é seu. Se quiser ajuda para pegar sua vida de volta, manda avisar.

    Alfredo, querido querido amigo. Não consigo dizer muito mais que isso, o coração transborda.

    Evandro, meu irmão, saudades.

    Clayton, LIGA!!!!

    Stella, RÚSSIA?!?!?! 🙂

    Amados todos, fiquem felizes. Eu estou bem, muito ocupada e volto agorinha

    Beijos de borboleta

  • Resposta ao Liberal Libertário Libertino

    Date: 2005.01.17 | Category: amizade, vida interior | Response: 0

    Alexandre,

    Obrigada pela visita e pelo comentário. Foi um momento de prazer verdadeiro no meio de uma semana de puro desgosto. Obrigada mesmo.

    Eu tenho estado profundamente mergulhada em mim mesma, e muito pouco na Internet. Seu blog e seus escritos continuam sendo uma referência para mim, de integridade, de coerência, de estrutura – parece maluquice minha falar disto logo depois de ler seu post sobre ser livre, mas é verdade: para ser livre é preciso ser autônomo, e para ser autônomo, é necessária uma forte estrutura mental e emocional.

    Seu post sobre liberdade parece que foi escrito como recado para mim, como muita coisa que você escreve, menino. É alfinetada das mais salutares, e meu caso é muito parecido com o seu, apesar da incongruência de eu ser professora universitária, parte desta tribo que você despreza (coberto de razão).

    Eu estou no mesmo lugar que você, no meio do Pampa em cima de um caixote. Mas o que você vê como infinitas possibilidades, eu enxergo como total desolação.

    Mas não deixo de lutar para mudar minha maneira de ver as coisas.

    Quanto a linkar você, estou mesmo precisando reformar meus links, adicionar muitos, não só o seu, e tirar alguns. Se a poeira baixar um pouquinho, vou tratar disto logo.

    Um beijo carinhoso da sua admiradora

  • O Outro

    Date: 2004.11.23 | Category: amizade, amor, vida interior | Response: 0

    Tem vezes que a paixão invade, e o que se sente é mais importante do que o que se faz. Tem vezes que a carência invade, e o que se precisa é mais importante que o que se diz. Tem vezes que o medo invade, e o que se teme é maior que o que se vê.

    Mas quando o amor invade, e toma conta, e preenche todos os espaços, o medo que se sente é o de ferir a quem se ama. A carência que ameaça é a que podemos não ser aquilo que o amado precisa. A paixão desbota e cai no chão esquecida, empalidecida pela imensa alegria de saber que você está aqui.

    O que surge é este outro que existe independente de mim, diferente de mim, vibrando em sintonia comigo, e cuja mera presença dá a mim satisfação espiritual maior que mulheres com mais casca apenas vislumbram na paixão física mais intensa.

    Não há paixão que me dê o que você me dá. Não há medo ou carência que me impeça de dizer o que eu sempre digo e que ninguém jamais te disse: minha mente, minha alma, meu afeto, meu trabaho e minha vida estão aqui, a serviço do que para mim é mais precioso que todo o ouro de Salomão – sua felicidade.

    (Hoje, olhando com cuidado o post, cheguei à conclusão que a citação tinha de ser um pouco maior, pois assim pequenina não explica tudo. Lá vai mais Corção então…)

    “Somos pobres do outro; como se o sangue das veias não nos bastasse e fosse urgente trocá-lo, numa transfusão quente e viva, de coração para coração. Precisamos do outro, para o fazer comum, para a obra, sem dúvida alguma; mas muito mais para o uso comum da palavra e do trigo. Precisamos do outro para construir cidades e para ouvir um disco. Para ler livros escritos, e para ter leitores dos livros que escrevemos. Para tudo; e para nada. Para andar o mesmo caminho, à toa; para estar ao nosso lado, em silêncio. Pelo calor da proximidade, pelo conforto da compreensão. Precisamos da esmola do outro; da esmola viva, dele mesmo, como é, outro e próximo.

    Quando vamos andando nas ruas, no meio da acabrunhante solidão das ruas, e vemos surgir de repente entre ombros e cabeças alheias a velha face conhecida, a boa face amiga, o tempo pára e nosso coração se aquece. É bom ver o rosto do amigo; já não estamos sós. O antigo susto que desde a infância nos persegue, medo de escuro e de solidão, se desfaz quando encontramos o amigo.

    Somos pobres, fundamentalmente pobres, de carne e de espírito. Pobres como as criancinhas que morreriam de fome e de medo, se o mundo não fosse para elas um jardim cheio de mãos.

    (…) Bendita seja nossa pobreza, e benditos os ombros que encontramos para nos servir de muleta!”

    (Gustavo Corção, A Descoberta do Outro, ps. 118/119)

  • Gentileza

    Date: 2004.10.28 | Category: amizade, esperança, espírito | Response: 0

    O Rio de Janeiro tem muitas caras. Geralmente as que aparecem na mídia são a da criminalidade e da sensualidade exacerbada. Mas o Rio também tem sua suavidade escondida, às vezes o meio do lixo.

    Era assim com o Profeta Gentileza, cujo nome de batismo era José da Trino, mas que foi rebatizado na tristeza, na loucura e no fogo: o incêndio do circo norte-americano em Niterói, no dia 17 de dezembro de 1961, no qual foram calcinadas cerca de 400 pessoas. Dizem que entre estas pessoas estava a família de José. O que aconteceu neste incêncio transformou a vida deste homem, e poderia ter transformado de muitas formas. Mas a dor e a loucura, em vez de virar violência e amargor, virou… Gentileza.

    Este homem, até sua morte em 1996, percorria as ruas do Centro do Rio e as barcas Rio-Niterói, dizendo palavras de gentileza e escrevendo mensagens nas pilastras dos muitos viadutos. Poucas palavras restaram, porque algum prefeito pouco gentil achou que pintar os viadutos de cinza-tristeza era melhor que preservar as palavras de José. Mas parece que o espírito do Profeta paira ainda sobre o Rio, e afeta ainda algumas pessoas.

    Este recente carioca aquijá se confessou afetado. E resolveu aderir à pequena e silenciosa campanha que eu trouxe do blog da Carol, Eu acredito em você. Pois está lançada a campanha faz um tempo, pelo Profeta Gentileza, e as crianças (Carol tem 16 anos) e as borboletas – e agora um escritor! – já aderiram.

    Tomara que espalhe.

  • Ouvidos atentos, braços abertos

    Date: 2004.10.27 | Category: amizade, amor, esperança, vida interior | Response: 0

    Escrevi para um amigo, ele me deu as costas. Falei com uma amiga, ela me deu conselhos. A rejeição foi o chute no estômago no lutador caído. E de que adiantam conselhos quando se está assim? As palavras não entram, não conseguem atravessar a eterna discussão entre a mente e o coração: “Não pode!” “Mas eu quero!” “Não pode!” “Mas eu quero!!” A dor era a mesma, e também a confusão. Que fazer, que fazer, com quem falar? Paro, ando, escrevo, choro, peço colo a meu pai, me deixo atropelar por um caminhão?

    Aí, duas coisas aconteceram. Escutei sua voz. Cansada, tensa, aborrecida. Mas era você. Eu não estava muda, e você não estava surdo. A certeza de que o dolorido passa consolou, ou ao menos mandou a enxaqueca embora. Conversamos, desenhamos, a sensação de estranheza, de que o mundo tinha acabado, foi sumindo durante a noite.

    A segunda coisa foram os braços abertos do amigo. Acolheu (era só o que eu queria!) o que o outro amigo não quis nem ver. Escutou sem julgar, falou palavras de carinho, falou a principal: eu ENTENDO. Não eu TE entendo, mas eu entendo. Entendendo, ele me ajudou a desenrolar. Desenrolando o fio deste novelo emaranhado, descobri a Eternidade.

    Amor não acaba, amor é eterno. Esta certeza que é seu chão há de ser meu teto.

  • Oh, boy!

    Date: 2004.09.19 | Category: amizade, Asas de Borboleta | Response: 0

    Bom, muita gente melhor que eu já falou bastante do livro, inclusive o próprio autor. Mas é necessário que eu faça algum tipo de homenagem a este talentoso amigo.

    Fabio, lá vai: um conto de presente

    FDR chega ao Paraíso

    Finalmente, depois de uma longa vida de sucessos e de negar com veemência, durante toda ela, a existência de qualquer coisa remotamente parecida com Deus, Fabio Danesi morre. Ainda meio desorientado e sem consciência completa de sua situação, por estar dormindo ao falecer, Danesi chega aos Portais do Paraíso. Na entrada, um coro de anjos, São Pedro e Fred Astaire o aguardam.

    – Benvindo, Filho! São Pedro sorri, bondosamente.
    – Welcome, my boy! Fred Astaire sorri, alegre.
    – Aleluia! Cantam os anjos.

    Fabio observa aquilo por um instante. Coçando a cabeça, diz para si mesmo:

    – Eu bem que pensei que não devia ter tomado tanto vinho hoje à noite, que sonho esquisito!

    – Não, não, não é sonho my dear chap. Você morreu e está no Paraíso. Vamos entrar, Deus decretou feriado e tem uma festa à sua espera. Fred Astaire estende a mão num cumprimento.

    – Deus? Estou ficando gagá, só pode ser. Deus não existe. Nossa, o que tinha naquele vinho!? Responde Danesi, apertando a mão do dançarino, mesmo achando tudo aquilo alucinação, pois ele é um cavalheiro.

    – Ah, sim. Sobre este probleminha, senhor Rossi – retruca São Pedro. O Senhor Todo Poderoso não só existe, como é um grande fã seu. Ele o está aguardando, quer discutir alguns pontos de sua obra.

    Fabio apenas levanta as sobrancelhas, incrédulo.

    – Discutir MINHA obra com Deus? E que tal se eu quiser discutir com Deus a obra DELE? partindo, é claro, do princípio que o tal Ele exista.

    – Bem, old fellow, este é um assunto meio espinhoso. Deus é um artista, ele não tem muita simpatia por críticos. Qual o autor que tem, não é verdade?

    – Nenhum que eu conheça, Mr. Astaire. Nem mesmo eu, para falar a verdade.

    – Fred, m’boy, e eu espero que me permita chamá-lo Fabio? Oh, claro, meu caro. O Senhor não que r criticar sua obra, apenas conversar sobre ela.

    – Ora, porque não? Tudo neste sonho está tão estranho, não me espanta ter Fred Astaire me chamando de Fabio e Deus querendo conversar sobre minha obra. O escritor sorri seu sorriso doce de menino, que faz com que os anjos soltem arpejos de felicidade

    – Caro Fabio, encare se quiser como um sonho. Depois de algumas semanas aqui, você vai começar a se acostumar com a idéia. Agora, shall we? As celebrações estão esperando apenas por você para começar. Astaire sorri de volta e indica os Portais do Paraíso, abertos e iluminados por uma luz intensa.

    – Hummm… férias no paraíso, eh? Isso dava um conto interessante. Fred, por acaso tem com você papel e caneta?

    São Pedro sorri, benevolente.
    Fred Astaire sorri, divertido.
    Aleluia! Cantam os anjos.

  • Reforma

    Date: 2004.09.10 | Category: alegria, amizade, Asas de Borboleta, esperança | Response: 0


    Ruins

    Primeiro vem o quebra-quebra. Devagarinho as paredes vão-se abrindo em janelas e da escuridão faz-se a luz. Mas a luz nos mostra que há centenas de pequenos defeitos a ser corrigidos, milhares de mínimas falhas para consertar. Pega o formão, respira fundo, bate-bate, fura-fura, derruba, joga fora o entulho.
    Depois do sofrimento começa a construção. Às vezes a construção é lenta, parece que nunca vai acabar. Faz a argamassa, espalha em cada tijolo, monta o complexo quebra-cabeça, deixa secar. Enche os buracos, alisa a massa, faz a parede crescer. Dá forma ao conteúdo novo, faz um novo espaço nascer.

    De repente, surpresos, nos pegamos colorindo uma vida que estava cinza, ordem e beleza brotando do caos, olhamos em volta perplexos e nos perguntamos: “Mas fui EU que fiz tudo isto?”

    Para Maurício, com um beijo.

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