Archive for the ‘amizade’ Category

  • O que é que se diz?

    Date: 2004.09.08 | Category: amizade, amor, Asas de Borboleta, saudade | Response: 0

    Ah, é duro quando uma pessoa que amamos parte antes de nós, quando parte cedo demais. Não há muitas palavras que consolem, pois neste caso só mesmo o tempo cura a ferida. Mas, para ti, poeta, quis deixar como um acalanto as palavras de outro poeta, que conviveu por muito tempo de perto com a indesejada das gentes.

    Para Rogério Simões, Manuel Bandeira. Com um beijo meu.

    OVALLE

    Estavas bem mudado
    Como se tivesses posto aquelas barbas brancas
    Para entrar com maior decôro a Eternidade.
    Nada de nós te interesava agora
    Calavas sereno e grave
    Como no fundo foste sempre
    Sob as fantasias verbais enormes
    Que faziam teus amigos rir e
    Punham bondade no coração dos maus.

    O padre orava:
    – “O côro dos anjos te receba…”
    Pensei comigo:
    Cantando Estrela brilhante
    Lá do alto mar!…

    Levamos-te cansado ao teu último endereço
    Vi com prazer
    Que um dia afinal seremos vizinhos
    Conversaremos longamente
    De sepultura a sepultura
    No silêncio das madrugadas
    Quando o orvalho pingar sem ruído
    E o luar for uma coisa só.

    (Ah, Alex, para ti, amigo querido, saudades da sua butterfly…)

  • Fim de sonho, Início de Realização

    Date: 2004.09.04 | Category: alegria, amizade, encantamento, esperança | Response: 0

    Foram quatro dias da mais profunda felicidade. Acabou dia 02 de setembro de 2004 um projeto que veio do fundo do meu coração, fruto de muito trabalho duro, resultado dos esforços conjuntos de membros de um grupo que se organizou em torno de uma paixão comum, e que depois deste simpósio posso com firmeza chamar de grandes amigos. Foi mais do que bom. Foi um sonho. Um sonho que se tornou realidade na minha frente. Mais importante, percebi que não era um sonho só nosso, destas pessoas do Brathair.

    Foi gratificante ver a seriedade de todos, desde o aluno mais novinho da graduação até o professor doutor mais graduado. Foi emocionante sentir a felicidade de todos, dezenas de alunos vieram me abraçar no último dia e dizer o quanto estavam tristes de ter acabado. Eu também estou triste que acabou. Eu nunca senti tanta irmandade numa atividade acadêmica antes. Todas as palestras lotadas, pessoas tomando nota, gravando, fazendo perguntas. Nunca vi tantos olhos brilhando juntos.

    Nunca vi monitoras fazerem ‘claque’ para uma professora de outra universidade que elas tinham acabado de conhecer, com direito a cartaz escrito “Sue, você é gente paca!” (Risos) Alguém aí já viu garotas escreverem isto de uma professora que estava fazendo elas trabalharem feito doidas? Que meninas especiais, estas monitoras… Uma delas chegou a dizer que vai se formar na UFRJ e depois se matricular no curso de secretariado executivo da minha universidade, só para ser minha aluna de inglês… menina danada, só para me fazer chorar…

    Agora, é fortalecer e construir sobre o sonho e a felicidade de todos, estabelecer uma base de estudos medievais forte neste país, descobrir de onde vimos e para onde podemos ir. Com a alma cantando, as verdes colinas de Erin combinadas com as verdes matas da Terra de Santa Cruz. Eu já falei demais, como sempre, mas agora passo a palavra a Amergin, irmão de Evir, os primeiros príncipes Milesianos a colonizar a Irlanda, muitos séculos antes de Cristo. Estes foram os primeiros versos feitos na Irlanda, esta terra de guerreiros e poetas… vieram do livro Leabhar Gabhála, ou Livro das invasões.

    The Mystery (translated by Douglas Hyde)

    I am the wind which breathes upon the sea,
    I am the wave of the ocean,
    I am the murmur of the billows,
    I am the ox of the seven combats,
    I am the vulture upon the rocks,
    I am a beam of the sun,
    I am the fairest of plants,
    I am a wild boar in valour
    I am a salmon in the water,
    I am a lake in the plain,
    I am a word of science,
    I am the point of the lance in battle,
    I am the god who created in the head the fire.
    Who is it who throws light into the meeting on the mountain?
    Who announces the ages of the moons?
    Who teaches the place where couches the sun?
    (If not I)

    O Mistério (tradução para o português por Assunção Medeiros)

    Eu sou o vento que sopra aragem sobre o mar,
    Eu sou a onda do oceano,
    Eu sou o murmúrio das vagas,
    Eu sou o touro dos sete combates,
    Eu sou o corvo sobre as pedras,
    Eu sou um raio de sol,
    Eu sou a mais bela das plantas,
    Eu sou um javali selvagem em valor,
    Eu sou o salmão na água,
    Eu sou um lago na planície,
    Eu sou uma palavra de ciência,
    Eu sou a ponta da lança em batalha,
    Eu sou o deus que criou na cabeça de fogo.
    Quem é aquele que joga luz no encontro nas montanhas?
    Quem anuncia as eras das luas?
    Quem ensina o lugar de descanso do sol?
    (A não ser eu)

  • Update no I SNECG

    Date: 2004.08.31 | Category: alegria, amizade, encantamento | Response: 0

    Meninos e meninas, a abertura deste Simpósio foi um dos momentos mais alegres do qual já fiz parte, foi muito emocionante ver aquela quantidade de gente querendo escutar a mim e a meus colegas, querendo discutir a escrita e a história do medievo, querendo se conhecer, conversar.

    Todos cobertos de boa vontade um com o outro, os representantes consulares presentes todos fizeram alegres e elogiosos discursos, as primeiras palestras interessantíssimas, tudo funcionando como deveria, os pequenos problemas que surgiram causado pelo inusitado aumentodo interesse pelo evento.

    E, no final da abertura, Paola nos deliciando com sua gaita galesa, o som grave/agudo do fole tomando conta do silêncio profundo da sala.

    Foi PERFEITO.

  • Presentes especiais

    Date: 2004.08.30 | Category: amizade, amor, Asas de Borboleta, espírito, mãe, vida interior | Response: 1

    Existem alguns presentes que a gente não esquece nunca na vida. Meu primeiro presente assim foi uma passagem de avião.

    Antes que alguém estranhe, uma explicação. Já falei aqui, em vários posts, que perdi minha mãe para o câncer aos 21 anos de idade, depois de cinco anos de muita luta. O que não lembro se já mencionei aqui é que ela passou seus últimos dois anos de vida em Recife, e eu longe dela aqui no Rio. Quando ela entrou no que os médicos chamam de ‘estado terminal’ – quando sua alma começou a se preparar para abandonar seu corpo cansado – ela ficava uma semana de cada mês comigo aqui em casa, para as sessões de quimioterapia. Foi o período em que ficamos mais juntas, eu dormia no quarto com ela, conversávamos feito duas amigas adolescentes, até dormir.

    Mas a última semana de vida ela passou no hospital em Recife onde finalmente descansou. Logo que baixou hospital, meu pai ligou para o Rio e avisou a mim e a meu irmão que ela estava com pneumonia. Para alguém no estado em que ela estava, isto era a última chamada do vôo, e eu sabia. Implorei para meu pai que me mandasse buscar. Eu PRECISAVA estar com ela. Meu pai, provavelmente querendo me poupar, pediu que eu aguardasse notícias. Meu irmão assistia a tudo calado. Quando me viu desligar o telefone e soluçar, ele perguntou se papai ia mandar a passagem. Disse que não e comecei a ligar para os parentes próximos. Ele saiu sem falar mais nada.

    Dois ou três telefonemas depois, volta ele. Com aquela passagem de que falei no início deste texto, comprada com seu salário. Meio envergonhado, pois meu irmão é muito reservado, ele me põe a passagem na mão e diz: “vai, Sue, eu não tenho coragem, mas eu sei o quanto é importante para você.” Importante? Dezoito anos depois, ainda tenho guardado num lugar bem protegido o canhoto do bilhete. Foi a coisa mais bonita que meu irmão podia ter feito, por mim e por ela.

    Muitos anos passaram, e eu tive de substituir de muitas formas em casa a mãe que partira, e isto foi um impedimento concreto de seguir muitos sonhos. Não é uma reclamação, pois se a opção fosse novamente colocada à minha frente, novamente faria tudo o que fiz. Mas é uma constatação realista. Uma das coisas que ficou guardada na gaveta era meu gosto e alegria em escrever. Fiquei muda, por 15 anos. Até que recebi meu segundo presente inesquecível. E este, a pessoa que deu sequer sabe que me deu um presente mais precioso que todas as barras de ouro do mundo. Ele me deu minha voz de volta, com um gesto simples, mas eloquente, de enviar meu primeiro texto para publicação virtual. Um escritor por quem eu tinha o maior respeito e admiração considerou um texto meu bom o suficiente para ser publicado, me tirou de um casulo de anos e me deu incentivo para abrir estas Asas de Borboleta. Alexandre, você nem sabe, mas você me devolveu minha vida, que estava perdida de mim. Este é o segundo presente que jamais vou esquecer. Obrigada.

    O terceiro presente inesquecível foi um xale. Um agradecimento pela amizade, pela lealdade, pela empatia. Um dos gestos mais bonitos que me fizeram, mas não quero falar dele, me dá vontade de chorar.

    Quando eu já considerava que tinha esgotado minha quota de presentes inesquecíveis, quando eu estava fundo num buraco de tristeza, pensando até mesmo em calar novamente minha voz, que não é alta nem é bela como a de outros escritores, mas é fonte direta de força, de felicidade para mim, num mundo onde é raro encontrar fontes destas duas coisas, outro milagre aconteceu. Uma cadeia de pequenos acontecimentos me levou delicadamente pela mão até um blog que pertence a uma pessoa que entende das pequenas coisas que eu entendo: lealdade familiar; caminho diário de trabalho e de luta; vitória conquistada devagarinho, centímetro a centímetro, no meio de muito sofrimento; um coração cheio de amor e de dor. Um poeta.

    Eis que um outro horizonte se abre onde não parecia haver mais nada, e o novo me devolve o antigo, e agora minha vontade é escrever, e produzir, e deixar estar. Levar esta voz até onde ela conseguir alcançar, para me sentir viva outra vez. Rogério, apesar de seu lindo presente estar escrito em meu coração, eu achei que ele se perderia na janela de comentários, e deveria estar aqui. Obrigada, poeta, pela ajuda que você nem sabe que deu. É sempre assim.

    ASA DE BORBOLETA

    Queria dedicar-te um canto
    Nesta terna e longa viagem
    Através da poesia.
    Queria dar-te uma flor
    Que jamais seque algum dia.
    Pois ser feliz é esquecer…
    A amargura do momento
    E só assim a vida é sublime
    Bonita ao mesmo tempo
    Como este mar
    Que nos separa
    Nesta noite amena e calma
    Silêncio! Que o meu luar
    Vai beijar a tua alma.

    Rogério Simões

  • Irish Blessing

    Date: 2004.08.26 | Category: alegria, amizade, esperança, luta | Response: 0

    On the eve of meeting a bunch of Irish-loving folks, here’s an Irish blessing…

    May those who love us love us.
    And those that don’t love us,
    May God turn their hearts.
    And if He doesn’t turn their hearts,
    May he turn their ankles,
    So we’ll know them by their limping.

  • A amizade que se oferece

    Date: 2004.08.14 | Category: amizade, amor, Asas de Borboleta, vida interior | Response: 0

    “… o pensamento simples, a intenção inocente, a sua transformação natural em coisa muito grande, a capacidade de sustentar brava e alegremente esta coisa muito grande, a ausência da perda (ou a sua transformação em algo fértil e ainda maior e mais belo) e a perenidade.” (Alfredo Votta)

    Esta frase foi um soco no estômago. Visitava eu o blog de meu soberano e amigo Imperador da Svolonésia, e de seu texto suave vem um gancho que me agarra o coração e torce com força. Porque Alfredo, das profundezas de sua sensibilidade, consegue muitas vezes dizer o que todos nós sentimos com a exatidão do explorador viajado, que mapeou cada pedaço do caminho. There and back.

    Falava ele de uma sonata de Schubert, mas falo eu de algo que acontece de vez em quando comigo. Esta frase descreve EXATAMENTE o tipo de amizade que ofereço, e o fato de eu oferecer coisa tão grande confunde e assusta as pessoas de intenções menores. Já fui chamada de carente, já fui chamada de sufocante, já fugiram de mim, já me rechaçaram com violência. Eu já me recolhi, ferida e perplexa, sem entender o motivo de tanta ruína onde só fora oferecido o bem. Já cheguei a questionar a estrutura mesma da minha personalidade, debruçando sem pena sobre ela e investigando-a com o cuidado de médico legista de seriado americano.

    Mas a questão é esta: não posso, não quero e não devo aleijar minha alma, cortando-lhe as pernas e os braços, para entrar em espaços onde ela não cabe. Eu posso, sim, e ofereço, a todos por quem tenho afeto, a força de minha lealdade, a maciez e o calor do meu abraço, o ouvido atento e o coração aberto. Ofereço mesmo os espaços abertos para o vôo, e sugiro que tentemos ver quem chega mais alto. Ofereço o riso e o choro sinceros, a gargalhada solta.

    Mas eu não vou, nem mesmo por quem amo muito – e eu amo MUITO – transformar uma sonata de Schubert num samba de uma nota só.

  • Simpósio

    Date: 2004.08.13 | Category: alegria, amizade | Response: 0

    Queridos todos,

    Eu tenho estado, e vou estar, absolutamente absorvida neste projeto do grupo de estudos ao qual pertenço,o Brathair

    Estou trabalhando, junto com meu caro amigo Prof. Dr. Álvaro Alfredo Bragança Junior, na coordenação geral deste simpósio, e está parecendo que vai ser um evento muito bacana.

    No entanto,tudo na vida tem um preço a se pagar, e o meu neste caso é a absoluta falta de tempo e energia para produzir textos que não estejam relacionados ao simpósio. Sempre que eu puder vir aqui e dar um beijinho em cada um, prometo que venho. Mas, se eu sumir, não estranhem muito.

    Estão, é claro, todos convidados a comparecer à Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, nos dias 30 e 31 de agosto e 01 e 02 de setembro, onde me encontrarão descabelada, esbaforida e muito feliz.

    Eis o programa do evento…

    SEGUNDA-FEIRA, 30 DE AGOSTO DE 2004

    08:00h – Recepção de Material e Inscrições Novas

    09:00h – Sessão de Abertura do Simpósio presidida pela Prof. Dra. Edione de Azevedo Trindade, Diretora da Faculdade de Letras da UFRJ e Representantes Consulares da Alemanha, Irlanda, Islândia, Noruega e Suécia

    09:45h – Conferência Plenária I – Entre Druidas e Monges da Irlanda Prof. Dr. João Lupi (UFSC)

    10:30 às 10:45 h – Intervalo

    10:45 às 12:00 h – Mesa Redonda I – História e Literatura: cruzamentos interdisciplinares – Coordenador Prof. Dr. Ricardo da Costa (UFES) Prof. Dr. Ricardo da Costa (UFES)- O conhecimento histórico e a compreensão do passado: o historiador e a arqueologia das palavras
    Profa. Dra. Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva (UFRJ)– Reflexões sobre o diálogo entre a Literatura e a História no estudo dos textos medievais

    12:15 às 13:15h – Sessão de Comunicações Celtas I – Celtas e Cristianismo – Coordenadora: Grad.Tatiana Bina (USP/MAE)
    O Casamento Divino – Grad. Tatiana Bina (USP/MAE)
    São Columbanus: o propagador do monasticismo celta – Grad. Tatiana Machado Boulhosa (USP)
    São Patrício e a evangelização da Irlanda: uma análise da Confessio. Habilidade missionária ou milagres? – Grad. Dominique Vieira Coelho dos Santos (UFG)

    12:15 às 13:15h – Sessão de Comunicações Germânicas I – Os Germanos da Antigüidade a Carlos Magno – Coordenadora: Profa. Dra. Arlete José Mota (UFRJ)
    Um Estudo sobre a Germania de Tácito – Profa. Dra. Arlete José Mota (UFRJ)
    Solidariedade e Desacordo na Política Germânica da Europa Pós-carolíngia – Prof. Dr. José Ernesto Pimentel Filho (UFPB)
    Carlos Magno, o Pai da Europa – a formação do Sacro Império Romano Germânico – Grad.Thiago das Chagas Santos (UNESP/Araraquara)

    TERÇA-FEIRA, 31 DE AGOSTO DE 2004

    08:00 às 09:00 h: Mini-Cursos
    Mini-Curso 01 – Arqueologia Viking – Prof. Dr. Johnni Langer (FACIPAL)
    Mini-Curso 02 – Do país das fadas ao país das letras: as narrativas celtas – Prof. Me. Adriana Zierer (UEMA) & Profa. Me. Luciana Campos (UNESP)
    Mini-Curso 03 – As noções de Império e imperador no Sacro Império Romano Germânico – Prof. Dr. Moisés Romanazzi Tôrres (UFSJ)

    09:00 – 09:15h: Intervalo

    09:15 – 10:15h Conferência Plenária II – Contatos Culturais na Bretanha Romana – Prof. Dr. Pedro Paulo A. Funari (UNICAMP)

    10:15 – 10:30h – Intervalo

    10:30 – 12:00h: Mesa Redonda II – Aspectos Mágico-religiosos da Cultura Celta – Coordenador Prof. Dr. João Lupi (UFSC)
    Prof. Dr. João Lupi (UFSC) – As Monjas Irlandesas
    Profa. Me. Luciana de Campos (UNESP/ SJ Rio Preto)A Herança de Dana: Aspectos da magia feminina celta
    Grad. Vitor S. Lares (UFF) – A Imortalidade da Alma: o outro mundo céltico, mito e rito funerário

    10:30 -12:00h: Mesa Redonda III – História e Literatura como leituras do Sacro Império nos séculos XII a XIV – Coordenador Prof. Dr. Moisés Romanazzi Tôrres (UFSJ)
    Prof. Dr. Francisco José Silva Gomes (UFRJ) Os conflitos dos poderes universais: o Papado e o Império (Século XIII)
    Prof. Dr. Moisés Romanazzi Tôrres (UFSJ) O providencialismo do Império Universal segundo Marsílio de Pádua
    Prof. Dr. Álvaro Alfredo Bragança Júnior (UFRJ) A Poesia Sentenciosa de Walther von der Vogelweide como proposta de retrato social: ficção ou realidade?

    12:00 -12:15h – Intervalo

    12:15 -13:15h: Sessão de Comunicações Celtas II – Cultura celta – entre a oralidade e a Literariedade – Coordenador: Prof. Me. Filippo L. Olivieri (UFF)
    Prof. Me. Filippo L. Olivieri (UFF) Os Druidas e a Transmissão Oral entre os Celtas
    Cláudio Quintino (escritor e representante da Druid Network) Mitos-Sociedade-Paisagem: um trinômio para a real compreensão da Cultura Celta
    Grad. Victor André Ribeiro (FAFI) Cultura Folclórica vs. Cultura Clerical no Ocidente Medieval: as narrativas de origem celta e suas representações culturais

    12:15 – 13:15h: Sessão de Comunicações Germânicas II – Germanos e Sacro Império: fontes histórico-literárias – Coordenador Prof. Me. Vinicius Cesar Dreger de Araujo (UnG)
    Prof. Dr. Vinicius Cesar Dreger de Araújo (UnG) Existiu um projeto imperial de História? Otto de Freising e a Chancelaria de Frederico I Barbarossa

    Pós-Grad. Marlon Ângelo Maltauro (FAFI) O Simbolismo da Floresta na Völsunga Saga

    12:15 – 13:15h: Sessão de Comunicações Germânicas III – Aspectos da cultura germânica nos Contos de Fada, na Música e na Literatura – Coordenadora Profa. Sylvia Maria Trusen (UFPA – PUC/RJ)
    Profa. Sylvia Maria Trusen (UFPA – PUC/RJ) Marienkind, ou do veto à Língua
    Pós-Grad. Andréa Lívia de Souza Zierer (UFF) A Imagem da “Mãe Má” no conto Branca de Neve, dos Irmãos Grimm
    Grad. Daniel Rodrigues de Castro (UFRJ) As influências do compositor alemão Richard Wagner na obra do poeta nicaragüense Rubén Darío: a busca de uma nova poesia através da ópera Lohengrin (1847) e do poema El Cisne de Prosas profanas (1896)

    12:15 – 13:15h Sessão de Comunicações Germânicas IV – Germanos e Escandinavos: Identidade Cultural – Coordenador Prof. Dr. Johnni Langer (FACIPAL)
    Grad. Everton Schwartz da Silva (FACIPAL) A construção da imagem dos povos germânicos
    Grad. Jonas Mamlak (FACIPAL) A imagem dos guerreiros germânicos no imaginário contemporâneo
    Grad. Wanilton Tadeu Dudek (FAFI) Temor viking: teorias da expansão escandinava durante a Idade Média

    QUARTA-FEIRA, 01 DE SETEMBRO DE 2004

    08:00 às 09:00 h: Mini-Cursos

    09:00 – 09:15h: Intervalo

    09:15-10:15h Conferência plenária III – Da “Germania” à península Hispânica: Aspectos do deslocamento, do assentamento e do poder na trajetória dos germanos – Profa. Dra. Leila Rodrigues da Silva (UFRJ)

    10:15 -10:30h: Intervalo

    10:30 – 12:00h: Painel – A estrutura nominal alemã em textos da história celta

    Coordenadoras:
    Profa. Dra. Maria José Monteiro (UFRJ)
    Profa. Me. Sílvia D. Boger de Melo (UFRJ)

    Autores (Graduandos UFRJ/FL):
    Robson Carapeto
    Fernanda Teleska Kerkhoff
    Danielle Lima
    Fellipe Carauta

    10:30 a 10:45 – Mesa Redonda IV – Celtas e Germanos: História e Ficção – Coordenadora Prof. Me. Adriana Zierer (UEMA)
    Profa. Me. Adriana Zierer (UEMA) – Artur: de guerreiro mítico a rei-perfeito
    Prof. Dr. Ricardo da Costa (UFES) O Conto do Graal (c. 1178-1181) de Chrétien de Troyes e sua mitologia céltica
    Orlando Paes Filho (Escritor) – Angus, o Primeiro Guerreiro: um exemplo de narrativa de ficção no contexto das Ilhas Britãnicas no século IX

    12:00 -12:15h – Intervalo

    12:15-13:15h: Sessão de Comunicações Celtas III – Celtas: entre os mitos e a História – Coordenadora: Profa. Assunção Medeiros (UCAM)
    Profa. Assunção Medeiros (UCAM/ESCM) Processo Tradutório da História Eclesiástica das Gentes dos Anglos: uma introdução à obra de São Beda
    Grad. Cláudio Quintino (escritor e representante da Druid Network) Resgatando os mitos Celtas
    Grad. Daniele Silva de Oliveira (UFRJ) O Mito De Deirdre e o Desvelar De Uma Sociedade

    12:15-13:15h: Sessão de Comunicações Celtas IV – Estudos de cultura celta: da Antigüidade clássica ao século XIV Coordenadora: Profa. Me. Jeanne Cristina Menezes Crespo (UFF)
    Profa. Me. Jeanne Cristina Menezes Crespo (UFF) Celtiberos e Iberos: um estudo comparado acerca das representações nos textos clássicos e dos indícios arqueológicos
    Graduado Ronaldo Salotto da Silveira (FACHA) – O princípio do entrelaçado na estética celta
    Grad. Rafael de Abreu e Souza (UNICAMP) Druidas e Soldados – uma revolta ‘celta’ no primeiro século cristão: novas abordagens ao estudo da Revolta de Boudica
    Grad. Bruno Costa Oliveira (UFES) A relação de soberania entre a Irlanda e o País de Gales no segundo ramo do Mabinogion: Branwen, filha de Llyr

    12:15 – 13:15h Sessão de Comunicações Germânicas V – Temas de Cultura Germânica: o mundo viking e a Inglaterra do século XI – Coordenadora Profa. Me. Ana Denise Fagundes Lacerda (PUCRS)
    Profa. Me. Ana Denise Fagundes lacerda (PUCRS) Uma re-edição do Recitudines Singularum personarum
    Grad. Beatriz Ramos da Costa (UERJ) Santo Olavo – a luta contra a antiga fé

    12:15 – 13:15h Sessão de Comunicações Germânicas VI – O mundo germânico-celta e a literatura medieval: fronteiras histórico-literárias – Coordenador Grad. Diego de F. B. Pereira (UFRJ)
    Grad. Diego de F. B. Pereira (UFRJ) Manifestação do mundo anglo-saxão em Beowulf
    Grad. Ana Gabriela Antunes Ribeiro (UNESP/Araraquara) Do vaticínio ao grunhido – resquícios do mito dos gigantes nas narrativas populares escandinavas
    Grad. Rubens Malcher Froes (IFCS/UFRJ) Bardos e skalds: a tradição oral da narrativa entre os povos celtas e vikings

    QUINTA-FEIRA, 02 DE SETEMBRO DE 2004

    8:00 às 09:00 h: Mini-Cursos

    09:00 – 09:15h: Intervalo

    09:15 – 10:15h conferência plenária IV – Mitos Arturianos – Prof. Dr. Antonio L. Furtado (PUC/RJ)

    10:15 – 10:30h – Intervalo

    A partir de 10.30h: Entrega dos certificados

    10:30 -12:00h: Mesa Redonda V – Religiosidades Germânicas: perspectivas historiográficas e literárias
    Prof. Dr. Ciro Flammarion Cardoso (UFF): Teoria e metodologia para o estudo das religiões germânicas da Antiguidade e da Alta Idade Média
    Prof. Dr. Johnni Langer (FACIPAL): A historiografia das religiões Vikings, De Rudolph Keyser (1854) a Neil S. Price (2003).
    Prof. Dr. Álvaro Alfredo Bragança Jr. (UFRJ): Cristianismo e Paganismo nas fórmulas mágicas em antigo-alto-alemão: para uma discussão histórico-lingüística.

    12:00 -12:15h – Intervalo

    12:15-13:15h: Sessão de Comunicações Celtas V – Traços do mundo mágico celta na literatura contemporânea –Coordenadora: Profa. Dra. Shirley de Souza Gomes Carreira (UNIGRANRIO)
    Profa. Dra. Shirley de Souza Gomes Carreira (UNIGRANRIO) A apropriação do mito de Ceridwen em As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley
    Prof. Dr. Afrânio da Silva Garcia (UERJ-UNESA)A imagística do desejo e da sua interdição nas lendas do rei Artur
    Prof. Dr. Tatiana Alves Soares Caldas (UNESA/UniverCidade) Entre a Deusa e a Bruxa: reflexões sobre o imaginário pagão em Agustina Bessa-Luís

    13:30h: Coquetel de Encerramento

  • Resposta ao Milton

    Date: 2004.07.30 | Category: alegria, amizade, Asas de Borboleta | Response: 0

    Querido Milton,

    Seus comentários no Asa estão merecendo um post-resposta. Aqui vai!

    Primeiro, meu amigo, obrigada pelas sempre gentis palavras a respeito da qualidade dos textos. Eu ficaria envergonhada de me aproximar da Mônica Salmaso, mesmo virtualmente, e dizer “ei, veja o que eu escrevi procê”!… portanto, se você acha que vale a pena, faça-o você mesmo, meu caro amigo gaudério.

    Segundo, para aqueles que ainda não sabem, este é o FLIP-famous Milton Ribeiro, o blogueiro que beijou Mônica Salmaso e que fez Miguel Souza Tavares explodir em sonoras gargalhadas. Vão ler o blog do moço, é um primor, e tem link aí na coluna ao lado. Não vou citar todas as FLIP-façanhas dele que testemunhei, porque sei que é uma criatura modesta. Mas já estou aqui a matutar se na próxima FLIP ele usará um uniforme e um cinturão FLIP de utilidades… Santa Literatura, Milton!

    Por último, querido amigo, que bom que gostou do layout novo do Asa, mas para esclarecer uma sombra de dúvida que pairou no ar a respeito da cor azul, amo o azul por causa do céu de outono do Rio, amo o azul por causa da borboleta-azul, que um dia um amigo usou como vocativo carinhoso, amo o azul por causa do mar de Fernando de Noronha… mas só há um time gaúcho que faz meu coração bater acelerado, e o sangue — rubro — correr forte nas veias. Neste time nada há de azul, muito menos de azul-pijaminha!

    Junto com o Milton, torço pelo time mais vermelho e maravilhoso que há:Internacional Sport Clube!


  • Seixos

    Date: 2004.07.12 | Category: alegria, amizade, encantamento | Response: 0

    Ficou a lembrança dos seixos que forram as ruas por onde caminhei: arredondados ou chatos, sempre irregulares; alguns escorregadios, outros pontiagudos; limpos ou cobertos de lodo. Juntos ou afastados, sob meus pés, davam a sensação que era uma cabra montesa escolhendo com cuidado o caminho a seguir, desejosa de manter o equilíbrio e a dignidade da locomoção. Porque o pavimento de Paraty é um desafio para qualquer um que ache que é algo banal andar em linha reta.

    Nestas ruas anguladas, cobertas de antigos seixos e lajotas de pedra, rolava a água da chuva para o meio da passagem, e nas margens dos riachos e lagoinhas improvisados rolavam seixos humanos. Também estes tinham múltiplas formas… arredondados ou chatos, jovens e velhos, educados ou intrometidos, famosos e desconhecidos, elite vestida para a festa ou hippies vendendo seu artesanato espalhado no chão. Era uma babel de sons e cores e caras e jeitos, num murmurar constante de tantos modelos diferentes de seres humanos que chegava a confundir os olhos. Então, o escritor português aparece aos olhos da minha lembrança miscigenado com o povo moreno à sua volta, e o escritor greco-americano aparece mesclado com o negro bonito que passou logo ali.

    Paraty semana passada era feita de seixos, de gente e de letras. Eu me pergunto qual foi o impacto disto neste lugar, bem queria saber o que pensam as pedras e as gentes de Paraty, tendo visto passar esta multidão esquisita, esta centopéia carregada livros debaixo dos múltiplos braços. Queria saber do manso cavalo o que ele acha das senhoras inglesas – de curtos cabelos brancos, pesados óculos de aros escuros, que passam por ele com andar apressado – enquanto ele desfila sua tranquilidade herbívora e arrasta atrás de si os turistas na charrete preta.

    Queria descobrir quais foram os sentimentos desta cidade em que cheguei pela primeira vez e que me acolheu tão bem, neste abraço monárquico e colonial, no aconchego do antigo. Queria mesmo saber se a cidade gostou de ver aquelas alvas e barulhentas naves estelares pousadas ao lado de seu centro histórico… será que gostaram de ver os escritores tanto quanto pareceram gostar de ver os VIPs da mídia que entravam nas filas para assistir às palestras? Já que estou a perguntar coisas, quantos dos nativos de Paraty assistiram às palestras?

    Foram quatro dias de intenso movimento, e eu imagino a cidade agora, em clima de fim de festa, os convidados tendo partido e deixado a arrumação por fazer. Que será que pensam os moradores agora, têm saudades de nós? Em Paraty a chuva caiu, o sol veio e foi, o vento trouxe o calor e o levou embora, mas lá nada consegui descobrir dos enigmáticos seixos que marcham por suas ruas.

    Agora, de volta ao abraço cosmopolita e indiferente do Rio de Janeiro, carregada de adjetivos e metáforas a respeito da coisas que vi e vivi, procuro as respostas dentro de mim.

  • Volta

    Date: 2004.07.11 | Category: alegria, amizade, Asas de Borboleta | Response: 0

    Já com saudade eu volto. Chego com um suspiro cansado. O silêncio não é mais pleno de paz e tranquilidade, mas rico em expectativa de ser quebrado. Muito eu pensei, li, conversei, andei. Agora está na hora de voltar à casa, começar de novo.

    É bom estar entre amigos, e estar entre amigos que amam os livros é ainda melhor. Estar entre amigos que amam os livros e amam escrever é uma alegria imensa. Quando, ainda por cima, estes amigos também sabem o que é escrever um texto e lançá-lo ao mar eletrônico dentro desta garrafa de náufrago que chamamos “blog”, aí é como estar entre irmãos que há muito não se encontram. Cada palavra enche o coração de uma alegria que é tão grande que chega a doer.

    Quando, juntos, podemos escutar as palavras de pessoas que amam o que amamos e já estão um passo além, publicando seus livros e encantando pessoas de toda a parte, aí é mesmo uma festa. A Festa Literária Internacional de Paraty. Sim, estava muito, muito bom.

Posts recentes

Comentários

Arquivos

Categorias

Meta