Archive for the ‘amor’ Category

  • Dançando

    Date: 2008.06.28 | Category: Alex Cabedo, amizade, amor, esperança, saudade | Response: 0

    Hoje passei o dia só com meus gatos, concentrada, trabalhando. De repente, numa vontade louca de soltar o espírito e a mente do esforço concentrado, coloquei o DVD do Josh Groban para tocar. De repente, sim, de repente, num segundo, estava fora daqui, num outro lugar, tão mais bonito…

    E lá estava você, me esperando, meu amigo, meu amigo, meu amigo. Que doce chamar você de amigo e ver você sorrir feliz. Sorrindo, sempre sorrindo, me convidando para dançar. Meu coração transbordou num riso feliz, marejado de lágrimas, e lá fui eu para o meio das estrelas com você.

    Rodopiar pelo espaço sentindo sua presença amorosa é algo difícil de descrever, amado. Como posso falar de um sentimento que não tem nome, que não é saudade, mas é mesclado de saudade, que não é triste, mas é mesclado de nostalgia… uma alegria suave que nunca é totalmente alegre… Sentir você no meu abraço, leve e quente como a luz do sol quando nos encosta a pele.

    Dançando, rodando, rindo juntos, lá fomos nós para o mais alto firmamento, voando, voando, cada vez mais livres, mais felizes juntos. Segura minha mão forte, Lelex, não me deixa cair… borboletas estão acostumadas com vôos mais próximos do chão.

    Só mesmo o Josh Groban para me levar tão rápido até você.

    Who can say for certain?
    Maybe you’re still here
    I feel you all around me
    Your memory’s so clear…

    Deep in the stillness
    I can hear you speak
    You’re still an inspiration
    Can it be
    That you are my forever love
    And you are watching over me from up above

    Fly me up to where you are
    Beyond the distant star
    I wish upon tonight
    To see you smile
    If only for a while to know you’re there
    A breath away’s not far
    To where you are

    Are you gently sleeping
    Here inside my dream?
    And isn’t faith believing
    All power can’t be seen?

    As my heart holds you
    Just one beat away
    I cherish all you gave me everyday

    ’Cause you are my
    Forever love
    Watching me from up above
    And I believe that angels breathe
    And that love will live on and never leave

    Fly me up to where you are
    Beyond the distant star
    I wish upon tonight to see you smile
    If only for a while to know you’re there
    A breath away’s not far
    To where you are

    I know you’re there
    A breath away’s not far
    To where you are

  • Furacão

    Date: 2008.06.25 | Category: amor, Asas de Borboleta, minerin-candango, saudade | Response: 0

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    Acordar de manhãzinha.
    Suspirar fundo e levantar o corpo já cansado da cama.
    Olhar o céu cinza-chumbo que deixa o Rio com cara de Sampa.
    Sair no meio do frio e da garoa incessante. Fazer a hidroginástica.
    Tomar banho na academia. Arrumar a roupa e o cabelo.
    Correr para o trabalho. Apagar todos os incêndios.
    Andar, falar, escrever, tentar não pensar muito.
    Vestir a camisa da empresa(“afinal ela é sua”).
    Manter minha postura acadêmica.
    Grudar um sorriso no rosto.
    Marcar o dentista.
    Despachante.
    Advogado.
    Contador.
    Esforço.
    Luta.
    Eu.

    Enquanto faço tudo que esperam de mim, em silêncio, no meio da tempestade, espero aquele momento mais precioso que toda a rotina: espero que ela chegue, a sua presença inesperada.

  • Presente de Aniversário

    Date: 2007.12.14 | Category: amor, mãe, saudade | Response: 1

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    Minha Mami chegou outro 14 de dezembro… seu aniversário de nascimento. Esse vai ser sempre um dia lindo, mesmo que esteja chovendo cântaros de água como hoje. Mesmo que tudo que eu possa fazer é pensar em como sinto a falta da minha patinha dos olhos verdes de folha nova. Mas que interessam meus problemas, minha tristeza? Você está junto do seu marido lindo agora, e este é o seu maior presente. Eu então respiro fundo e adiciono o meu “assim seja” à sua felicidade.

    Eu te amo Mami. Feliz niver, dá um beijo no Papi por mim.

  • Joaquins

    Date: 2007.12.12 | Category: amor, espírito, luta, saudade, vida interior | Response: 0

    Os caminhos que a vida traça sem a gente perceber… chega a ser engraçado, se ao menos não fosse tão triste. Uma faxina mais corajosa nos pertences do pai, mais umas sacolas de livros doados à Biblioteca Municipal, e eis que uma figura muito importante do meu passado aparece de fininho, elegante como sempre foi, sem exagero de expressão, quase calado como ele era. Um livrinho escrito por um outro-pai, um homem que me amava e a quem eu amei exageradamente, com coração de filha e de criança. Nunca cheguei à conclusão se ele era um poeta que lutava ou se era um guerreiro que fazia poesia. Ele morreu enquanto eu era jovem demais para descobrir.

    Hoje há outro Joaquim que eu amo, exageradamente como amei meu primeiro Joaquim, mas sem a inocência e o salvo-conduto da infância. Amar na idade madura é tão mais arriscado, tanto calo a ser pisado onde só havia alegria antes… Meu primeiro Joaquim era metade como eu, sensível e apaixonado, se expressava na poesia. Metade ele era como o segundo Joaquim, calado e guardado, desesperançado com o mundo. O primeiro Joaquim morreu de tristeza, ainda muito novo, poeta que era, novo demais, com muita poesia tragicamente por escrever. Deixou de cumprir a promessa-ameaça que jocosamente fazia a meu pai, que era a de me levar, ele mesmo, ao altar e entregar minha mão à um prometido que ainda estava no porvir.

    Teria sido perfeito, tio amado, que você pudesse ter-me levado àquele prometido altar, e entregue sua pequena amiga para um segundo Joaquim, jovem, confiante e livre para me receber diante de Deus e dos homens. Mas este mundo, este mundo que nos rala a pele e nos enche a alma de cicatrizes, este mundo não é perfeito, não é, querido?

    De um Joaquim para outro, passando por dentro do meu coração:

    Amigos de Longos Anos
    (Maj. Brig. Joaquim Vespasiano Ramos)

    Fixei-me no horizonte
    À procura do infinito
    E só a linha do horizonte
    Apareceu-me no infinito!

    Procurei no escuro do firmamento
    A mais bela e distante estrela;
    Escondida no escuro do firmamento
    Estava a mais bela e distante estrela!

    Contemplei, do deserto, a miragem
    Com a esperança de olhos cansados.
    Eclipsou-se, porém, do deserto a miragem
    Para a tristeza dos olhos cansados.

    Esperei as ilusões de um lindo sonho
    No meu sono tranquilo e profundo;
    Recusou-me ilusões o lindo sonho
    Do meu sono tranquilo e profundo!

    Busquei, no âmago do pensamento,
    As alegrias e venturas do passado;
    Nada havia no âmago do pensamento —
    Nem alegrias e venturas no passado.

    Ofereci a mão da amizade
    Ao amigo de longos anos;
    Estendida ficou a mão da amizade
    Sem a do amigo de longos anos!

    Procurei na gota de orvalho
    A lágrima que me falta.
    Desmanchou-se a gota de orvalho
    E a lágrima inda me falta.

  • Tão longe…

    Date: 2007.12.02 | Category: amor, minerin-candango, saudade, vida interior | Response: 0

    Barbudo amado, muita saudade… tem dia que é só mesmo respirar fundo e suportar. Ainda bem que existe a poesia em toda a parte, mesmo longe de você. Beijos

  • Proteção

    Date: 2007.12.02 | Category: amor, luta, saudade | Response: 0

    Hoje eu olhei longamente fotos minhas de infância
    Aquele olhinho límpido não tinha a menor idéia do que a esperava
    Graças ao Todo-Poderoso por isso
    Hoje, aquele olhinho meio embaçado da foto antiga
    É o que me dá estrutura e força.
    Hoje aquela criança está em algum lugar dentro de mim
    Protegida
    A salvo
    Me fitando com seu olho verde e límpido
    É ela que me faz continuar andando
    Andando sem parar
    E é ela que vai ter de me dizer para parar
    Na hora em que eu finalmente chegar.

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    November Rain – Guns N’ Roses

    When I look into your eyes
    I can see a love restrained
    But darlin’ when I hold you
    Don’t you know I feel the same
    ‘Cause nothin’ lasts forever
    And we both know hearts can change
    And it’s hard to hold a candle
    In the cold November rain

    We’ve been through this such a long long time
    Just tryin’ to kill the pain
    But lovers always come and lovers always go
    An no one’s really sure who’s lettin’ go today
    Walking away
    If we could take the time to lay it on the line
    I could rest my head
    Just knowin’ that you were mine
    All mine

    So if you want to love me
    then darlin’ don’t refrain
    Or I’ll just end up walkin’
    In the cold November rain

    Do you need some time…on your own
    Do you need some time…all alone
    Everybody needs some time…on their own
    Don’t you know you need some time…all alone
    I know it’s hard to keep an open heart
    When even friends seem out to harm you
    But if you could heal a broken heart
    Wouldn’t time be out to charm you

    Sometimes I need some time…on my
    own Sometimes I need some time…all alone
    Everybody needs some time…on their own
    Don’t you know you need some time…all alone

    And when your fears subside
    And shadows still remain, ohhh yeahhh
    I know that you can love me
    When there’s no one left to blame
    So never mind the darkness
    We still can find a way
    ‘Cause nothin’ lasts forever
    Even cold November rain

    Don’t ya think that you need somebody
    Don’t ya think that you need someone
    Everybody needs somebody
    You’re not the only one
    You’re not the only one

  • Date: 2007.11.27 | Category: amor, saudade, vida interior | Response: 0

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    Assim é

    Assim é Alceu. Bicho maluco beleza, poesia encarnada, barroco nordestino dentro do blues. O grande poeta da música brasileira, o capetinha no palco que faz esta mulher de meia idade aqui ter vontade de dar cabriolas junto com ele. Explosão de emoção, o músico com as maiores asas de borboleta que eu conheço. E ele SABE usá-las para voar e nos fazer voar com ele.

    Pois ele também sabe das emoções mais sombrias, daquilo que faz nosso coração gemer angustiado. Ele sabe da solidão que devora as horas, ele sabe do cansaço e da falta de cio do amor quando acaba. Ele sabe das farpas do amor que machuca.

    A questão é: HÁ quem valha metade de mim? Há quem valha metade de mim! Há quem valha metade de mim. Há quem valha metade de mim… Metade… eu sem ele, ele sem mim…

    Mas metade de mim é muito pouco quando estou triste assim.

    Amor covarde
    (Alceu Valença)

    Amor covarde, que morde, que arde
    A minha amada é metade de mim
    A madrugada se arrasta, tão lenta assim
    Dor…dor…dor…dor

    Moça bonita, novilha tão rara
    Não há quem valha metade de mim
    Nascemos sós, só seremos serenos no fim

    Amor covarde, que morde, que arde
    A minha amada é metade de mim
    E a madrugada se arrasta, tão lenta assim
    Dor…dor…dor…dor

    Moça bonita, novilha tão rara
    Não há quem valha metade de mim
    A dor do amor, navalhada que arde assim
    Dor…dor…dor…dor

    Estrela d´alva, pedaço de lua
    A pele nua, cheirando a jasmim
    Boca cereja, bandeja de prata, do-in
    Dor…dor…dor…

    Moça bonita, novilha tão rara
    Não há quem valha metade de mim
    Nascemos sós, só seremos serenos no fim

  • Flor de Flamboyant (ou Com o Coração em Brasa)

    Date: 2007.11.18 | Category: alegria, amor, encantamento, minerin-candango, saudade | Response: 0

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    Desta vez a visita ao cerrado não foi colorida pelas flores do ipê, mas o coração foi aquecido pela floração do passional flamboyant. A cidade estava toda verde folha e vermelho paixão. Achei apropriado que este vermelho intenso fosse testemunha dos nossos encontros. Apropriado e lindo.

    Agora, além de um imenso ipê-roxo, todo florido, residindo em meu coração, há no caminho que leva a ele um tapete de lindas flores vermelhas de flamboyant, macio leito onde me deito para divagar sobre o amado e matar as saudades dentro de mim.

    Amado, outras flores estarão brotando quando nos encontrarmos novamente, ou talvez os frutos já estejam madurando nas árvores. Mas, como borboleta que sou, levo comigo o pólem destas flores que enfeitaram o nosso começo. Com este pólem hei de fazer sua vida mais doce, colorida e perfumada, como você merece.

    Porque é preciso mostrar no concreto aquilo que se manifesta no etéreo de nosso sentimento. Preciso dizer com palavras e mostrar com gestos o que sei. E eu sei, bem sabido, que te amo, te desejo, te admiro e respeito. Sei que adoraria ficar com você até estar bem velhinha, amando você todo e cada dia daqui até o final de nossas vidas. Sei que eu lutaria do seu lado, com todas as minhas forças e toda a minha alegria, da forma que você me pedisse. Sei que viveria com você em qualquer lugar, dentro das posses do nosso trabalho conjunto, na maior felicidade. Sei com um frio na barriga que a minha felicidade está nas suas mãos.

    Pois em nome disto vou tentar enquanto estivermos separados que minhas certezas, meus medos, a alegria de estarmos juntos e a tristeza de estarmos separados, o roxo do ipê e o vermelho do flamboyant se misturem da maneira mais bonita que eu conseguir para presentear seu coração. Cuida dele até que eu possa estar perto e me certificar que tudo está bem, pessoalmente. Sei que não é preciso dizer, mas não custa repetir: te amo. Fica bem.

  • Date: 2007.11.16 | Category: amor, saudade, vida interior | Response: 0

    Indo embora

    Minha estada no cerrado foi doce e amarga, como sempre, porque há todo dia a consciência de que terei de partir. Hoje, o que ficava no fundo da consciência como uma leve dor de cabeça – aquela que conseguimos ignorar a maior parte do tempo – explodiu em dor aguda e insuportável. O que era daqui a uns dias virou hoje. É dia de partir, é dia de doer o coração.

    Como Deus nunca me abandona, meu querido e antigo amigo blogueiro Marcos (olá, querido, saudades!) me presenteou nos comentários com uma poesia de Alberto Caeiro que funcionou como um verdadeiro analgésico da alma. Obrigada, querido, o poema é tão lindo que resolvi repeti-lo no post de hoje:

    O amor é uma companhia.
    Já não sei andar só pelos caminhos,
    Porque já não posso andar só.
    Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
    E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.

    Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
    E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
    Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
    Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.

    Todo eu sou qualquer força que me abandona.
    Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.

    Meu homem-ipê, esta árvore alta que vira menino encabulado quando estou perto, até logo. Que o logo seja realmente logo mas, se não for, saiba que o levo verdadeiramente comigo, você está entronizado dentro do meu coração de tal forma que onde eu estiver, lá estará você. Que Deus permita que eu seja seu girassol agora e para todo o sempre.

    Lá vem a solidão desacompanhada do Rio de Janeiro. Que eu tenha forças para suportar.

  • Date: 2007.11.14 | Category: amor, minerin-candango, vida interior | Response: 1

    Promessas e Comprometimentos

    Nossos encontros e a maneira que eu penso nele quando não está comigo são tão pontuados por música que eu estou, literalmente, montando um CD com as MP3 todas, descobrindo não muito surpresa que já passaram de noventa músicas… Algumas delas são tão cardinais das direções que meu carinho por ele se desenvolve que eu acabo postando aqui.

    Pois eis que chegou a hora de fazer promessas, de estabelecer parâmetros, de dar os passos para o lado e para trás para que seja possível andar para frente em compasso. Sei que ele, do seu jeito silencioso, está o tempo todo medindo e pensando. Sei que tem medo da distância física, dos problemas todos, do passado de um e de outro.

    Amado, que dizer? Você já sabe o quanto eu te quero…
    Quer tempo? eu espero.
    Quer silêncio? eu calo.
    Quer pisar no freio? eu desacelero.
    Quer saber se eu me adapto? a quase tudo.
    Quer pensar na melhor forma de seguir? Que tal juntos?

    Ah, sabe que mais? Uma música, mais uma vez, já disse tudo.

    Dia Branco
    Geraldo Azevedo / Renato Rocha

    Se você vier
    Pro que der e vier
    Comigo…

    Eu te prometo o sol,
    Se hoje o sol sair,
    Ou a chuva…
    Se a chuva cair.

    Se você vier,
    Até onde a gente chegar,
    Numa praça na beira do mar,
    Um pedaço de qualquer lugar…

    Nesse dia branco,
    Se branco ele for,
    Esse tanto, esse canto de amor
    Oh! oh! oh!…

    Se você quiser e vier
    Pro que der e vier
    Comigo…

    Se você vier
    Pro que der e vier
    Comigo…

    Te prometo o sol,
    Se hoje o sol sair,
    Ou a chuva…
    Se a chuva cair.

    Se você vier,
    Até onde a gente chegar,
    Numa praça na beira do mar,
    Num pedaço de qualquer lugar…

    Nesse dia branco,
    Se branco ele for,
    Esse tanto, esse tonto,
    Esse tão grande amor,
    Grande amor…

    Se você quiser e vier
    Pro que der e vier
    Comigo…

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