Archive for agosto, 2002

  • Saindo do Casulo

    Date: 2002.08.31 | Category: Asas de Borboleta | Response: 0

    Lentamente o casulo se dissolve. Foi a dor que diminuiu ou eu que fiquei mais forte?

  • Ocean Gypsy

    Date: 2002.08.31 | Category: beleza, encantamento, vida interior | Response: 0


    (M. Dunford / B. Tatcher)

    © Turn of the Cards Music

    Try to take it all away, learn her freedom just inside a day

    And find her soul to find their fears allayed

    Try to make her love their own, they took her love, they left her there

    They gave her nothing back that she would want to own

    Gold and silver, rings and stones, dances slowly off the moon

    No one else could know, she stands alone

    Sleeping dreams would reach for her, she cannot say the words they need

    She knows she’s alone and she is free

    Ocean Gypsy of the Moon

    The Sun has made a thousand nights for you to hold

    Ocean Gypsy, where are you?

    Shadows followed by the stars have turned to gold, turned to gold

    Then she met a hollow soul, filled him with her light and was consoled

    She was the Moon and he the Sun was gold

    Eyes were blinded with his light, the sun she gave reflected back the night

    The Moon was waning almost out of sight

    Softly Ocean Gypsy calls, silence holds the stars awhile

    They smile sadly for her where she falls

    Just the time before the dawn, the sea is hushed, the ocean calls her

    Day has taken her, and now she’s gone.

    Ocean Gypsy of the Moon

    The Sun has made a thousand nights for you to hold

    Ocean Gypsy, where are you?

    Shadows followed by the stars have turned to gold, turned to gold

    No one noticed when she died, Ocean Gypsy shackled to the tide

    The ebbing waves returning, spreading wide

    Something gone within her eyes, her fingers lifeless struck the sand

    Her battered soul was lost, she was abandoned

    Silken threads like wings still shine, winds take pleasure, still make patterns

    In her lovely hair, so dark and fine

    Stands on high beneath the seas, cries no more, her tears have dried

    “Oceans weep for her”, the ocean sighs

    Ocean Gypsy of the Moon

    The Sun has made a thousand nights for you to hold

    Ocean Gypsy, where are you?

    Shadows followed by the stars have turned to gold, turned to gold

  • O Unicórnio e o Caçador (Parte I)

    Date: 2002.08.30 | Category: amor, contos, encantamento, luta, outonos, vida interior | Response: 0

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    Ela era um unicórnio diferente. As pessoas geralmente associam um unicórnio com paz e bem-aventurança, com cura e inocência. Ela, no entanto, era o unicórnio da inocência perdida, e tinha durante sua longa vida usado mais vezes seu chifre mágico como espada que como meio de cura. Sim, ela tinha matado e ferido. Nunca por opção, mas com o cerrar de mandíbulas e a determinação feroz de quem luta por aquilo que tem de mais precioso. Ela não se esquivava de derramar sangue, mas toda a vez lhe vinha o medo que o cheiro de sangue derramado deixasse de lhe subir às narinas como podridão e ficasse atraente. Ela tinha medo de se tornar o que mais odiava: de se tornar uma criatura que mata por prazer. Temia esquecer que era um unicórnio. Não encontrava há muito com outros de sua espécie, que haviam se recolhido do mundo sensível para evitar encontros com seres humanos modernos.

    Os humanos haviam mudado muito, e já fazia centenas de anos desde que a última donzela virgem e pura de coração havia colocado uma guirlanda de flores em seu pescoço. Muito, muito tempo se passara. Hoje era raro encontrar donzelas de qualquer espécie, e as mulheres não sabiam mais fazer guirlandas. A maioria nem tinha mais jardim para plantar flores. Ela, no entanto, não conseguia abandonar tudo com a facilidade dos outros unicórnios, sentia-se presa ao mundo material por um amor desesperado, e vezes sem conta ela se perguntara se esta sua incapacidade não seria uma falha grave em seu espírito. Será que lhe faltava algo?

    Ser um unicórnio solitário no mundo moderno fazia com que ela fosse arisca e temerosa. Poucos eram os lugares onde ela corria livremente. Na maior parte das vezes ela velava o sono das crianças escondida por trás do reflexo de prata da lua, e nem mesmo as crianças sabiam que ela estava ali. Não, nenhum humano podia vê-la mais, pois a reação de reverência e adoração dos humanos de outros tempos desaparecera. Agora, humanos de todas as idades eram predadores. Até as crianças bem pequenas, que em tempos remotos ao vê-la diziam “bonita!”, hoje usavam outras palavras, como “meu!” e “dá!”.

    Ela estava só, totalmente só, sem iguais e sem amigos. Lentamente a tristeza tomava conta dela, e transparecia em todo o seu corpo. Ela já tinha sido da cor da areia mais branca quando bate o sol forte, agora sua pelagem tomava a cor amarelada do marfim antigo. Ela não tinha mais brilho e – se não fosse um ser imortal – poderíamos dizer que a velhice estava tomando conta dela. Mas não era velhice, não no sentido que os humanos ficam velhos, era cansaço. Cansaço de alma. Uma alma recoberta por anos de solidão e desencanto.

    Não era natural nela fugir, se esconder, lutar e machucar. Ela era um ser que se deleitava na companhia de outros, na admiração que sabia suscitar. Um unicórnio era naturalmente vaidoso, e ela havia sido das mais vaidosas entre eles. Agora, quem se importava? Para quê manter-se bonita, se nem mesmo os animais a reconheciam mais? Se não haviam mais puros de coração, que soubessem quem ela era?

    Depois de pensar muito, ainda incapaz de abandonar o mundo que tanto amava e onde vivera por tanto tempo, ela tomou uma decisão: se no mundo não cabia mais sua beleza, ela se sacrificaria por ele antes que a feiúra do mundo a transformasse em um arremedo de si mesma. “Melhor derramar meu sangue, para que seja sugado pela terra e transformado em vida, que tornar-me um espectro e lentamente desaparecer” pensava ela. E começou a buscar alguém que a reconhecesse pelo que ela era, e a ajudasse a fazer este último sacrifício.

  • O Unicórnio e o Caçador (Parte II)

    Date: 2002.08.30 | Category: amor, contos, outonos, vida interior | Response: 0

    Ele não era caçador por gosto. Pelo contrário, tantas vezes o olhar de suas presas, enquanto sucumbiam, era rememorado em noites longas de insônia. Ele não era caçador por prazer, era por necessidade, e era dos melhores. Ele era um caçador moderno, um “executivo”, e caçava outros de sua espécie.

    Em sua infância e juventude ele possuíra um espírito sensível como poucos, e isto era a causa de brigas constantes entre seus pais e ele. “Pare de sonhar, menino!” “Esta história de ficar em casa lendo romances já foi longe demais! Vá lá fora jogar bola!” A ladainha não tinha fim. Ele insistira com seus pais e tivera aulas de piano, mas o sonho de ser um concertista foi podado na raiz: “Música clássica uma ova! Isso é coisa de boiolinha! Você vai trabalhar na empresa do seu pai, e você sabe disso. Vá estudar administração. Piano é um bom hobby, elegante e refinado. E só.”

    Com o passar do tempo, sua sensibilidade foi recoberta com camada após camada de cinismo, e ele descobriu que tinha uma armadura ao invés de uma alma. Por dentro, oco. Por fora, duro como uma rocha. Foi o primeiro de sua turma de administração, e levou a empresa de seu pai a um sucesso que nunca tivera. Ele era rico, famoso, conhecido como empresário impiedoso. Quanto mais impiedoso era, mais a sociedade o incensava e caía a seus pés, e mais ele se odiava.

    Como uma espécie de autoflagelação, ele caçava também animais selvagens. Cada um deles que morria em suas mãos era uma faca cravada em seu coração, era mais um fantasma a percorrer o deserto da sua alma. Era como ele se castigasse pela traição à sua natureza verdadeira, matando a natureza a seu redor. E ele era bom neste tipo de caçada também. Caçara animais de todos os tipos, em todos os continentes. Tinha uma sala de troféus em sua casa, onde colocara seu piano. Enquanto ele tocava, os animais o fitavam com seus olhos de vidro. Vazios, como sua alma.

    Ele caçava, e não sabia porque caçava, mas sabia que tinha que continuar caçando. Caçou uma linda mulher para ser mãe de seus filhos, caçou para eles as melhores escolas. Mas era um marido de coluna social e um pai de porta-retratos. Sua mulher e seus filhos não conseguiam furar a armadura, e não desconfiavam do deserto que havia lá dentro. A esposa se conformara com a vida de enfeite, e as crianças com a orfandade. Ninguém estranhava mais. Só ele sofria. E quando a dor estava a ponto de o destruir, ele ia para a sala de troféus e tocava piano. Ou partia para o mato para caçar.

    Foi tocando piano no escuro, de madrugada, numa noite de lua cheia, que ela o encontrou pela primeira vez. Ele não a viu, a claridade da lua a escondia. Mas ela viu a morte nas paredes, e o tormento em sua música e em seus olhos. Ela entendeu que ali estava alguém que via a morte como ela. Alguém que entenderia quem ela era e o que ela queria. E o unicórnio decidiu que este seria o caçador que a abateria.

  • O Unicórnio e o Caçador (Parte III)

    Date: 2002.08.30 | Category: amor, contos, espírito, outonos, vida interior | Response: 0

    A caça estava arisca naquele dia, e ele pensava num misto de alívio e ansiedade que voltaria naquele dia sem um troféu, quando ela surgiu do meio das árvores. Só a sua presença trincou sua armadura de cima a baixo. Os dois podiam ouvir sua alma estalando como geleira na primavera. Ela se pôs diante dele, linda, trágica, só, eterna. Ele estava diante dela, nú e amedrontado, mortal, efêmero. Os dois se amaram perdidamente.

    O choque de vê-la fez com que ele caísse de joelhos. Os olhos dela se suavizaram com a reação, e ela tocou um humano pela primeira vez em centenas de anos. Um leve toque com seu chifre, como uma bênção. A armadura partiu-se em mil pedaços com um estrondo. Ele começou a chorar. Chorou muito, muito tempo. Chorou por cada animal que matara, por cada homem de quem tomara o pão, por cada sonho perdido, chorava não sabia mais porque. Era um dilúvio na sua alma. E ela pairava por sobre as águas.

    Ela esperava, paciente. Sim, é assim que tem de ser, assim foi predestinado. Ela sabia. O amor dela por ele tornava o que estava por acontecer ainda mais sagrado. Num gesto de carinho, aproximou-se mais dele, e esfregou seu focinho aveludado no ombro curvado pelo choro. Ele agarrou-se a seu pescoço, desesperado, e chorou. Não poderia parar de chorar, nem se tentasse. E ele não queria parar. Um longo tempo depois, esgotado o pranto, ela sussurrou em seu ouvido: “Faça o que tem de fazer…”. Ele não conseguia falar, apenas sacudia a cabeça, exausto. Agarrado a ela. Não. Ela pediu: “Olhe para mim… Olhe em meus olhos.”

    Ele abriu os olhos e ela deu um passo atrás. Perdera o tom amarelado, perdera a desesperança. Ela faiscava como um prisma, refletindo todas as cores, era toda luz branca. Ele temia ficar cego depois de tanta luz. Ela olhava dentro de sua alma e via os indícios de primavera ali também. “Vamos, amado, termine o que começou. Liberte-nos.”

  • O Unicórnio e o Caçador (Final)

    Date: 2002.08.30 | Category: amor, contos, espírito, outonos, vida interior | Response: 0

    Ele não sabia de onde tirara forças para chegar em casa. Tinha uma sensação de afastamento, e imaginava estar com uma aparência de lunático. Achava que os filhos e a mulher gritariam de espanto ao ver a loucura e o sofrimento em seus olhos… e a luz. “Eles vão fugir de mim aos berros”, pensava.

    O choque de tudo o que acontecera deixara-o anestesiado, e ele observava a si mesmo de uma distância, como se não fosse ele andando até o carro, jogando a mochila no banco do carona, girando a chave na ignição, tomando a direção da cidade. Num gesto automático, ligou o cd-player do carro. Era Mozart tocando. A música ajudou no resto do caminho.

    A casa estava escura, as crianças estavam passando o final de semana na casa da avó materna. Tudo estava silencioso. Vagamente, ele se perguntou onde andava a mulher, mas um cansaço imenso o invadiu. Arrastou-se até o banheiro, tirou as roupas todas e entrou no chuveiro. Ficou lá, parado, deixando a água escorrer por uns 40 minutos. Depois enrolou-se num roupão atoalhado e caiu na cama ainda molhado. Dormiu.

    Acordou com a mulher o sacudindo. “Você está se sentindo bem?” ela perguntava, meio desconfiada. Da outra dimensão onde ele se encontrava, ele olhou para a sua mulher, e ela nunca pareceu tão linda, tão maravilhosamente certa para ele. Ele olhava para ela encantado, como se nunca a tivesse visto antes.

    “O que foi? Você está estranho…” ela perguntou alarmada. Ele sorriu, embevecido, e disse: “Eu amo você. Muito.” Puxou sua mulher para cima de seu corpo e a beijou. Como se fosse a primeira vez. Ela estava assustada, nervosa, depois surpresa. Havia muito tempo desde o último beijo, e ele nunca a beijara ASSIM. Quem era aquele homem que aparecia de repente de dentro de seu marido?

    Depois do beijo, palavras. Ele apresentou à sua esposa tudo aquilo que ela não conhecia – sua alma – agora não um deserto, mas uma floresta onde habitava um unicórnio. Quando sentia a presença DELA, por entre as árvores, as lágrimas desciam. Por fim, as lágrimas de sua esposa também caíram, e eles passaram a noite toda se conhecendo novamente.

  • Coisas Mágicas

    Date: 2002.08.30 | Category: amizade, amor, Asas de Borboleta | Response: 0

    Vejam só que interessante… o Cássio fez o teste e deu borboleta… o Dennis fez o teste e deu um coração (claro!) … EU fiz o teste e olha só o que deu!

    Que coisa meiga você é?

    Obrigada, Cassio, pelo link…

  • Dentro do Casulo

    Date: 2002.08.29 | Category: amor, Asas de Borboleta, saudade, vida interior | Response: 0

    O casulo é escuro. Dentro dele, a sensação não é tanto claustrofóbica quando de torpor. Não se tem o desejo de se mexer, de sair. Desta vez, o casulo é um deserto escuro, onde estou completamente só. Nem as lembranças estão aqui, só minha alma e a escuridão, o silêncio.

    Estou em uma espécie de estase. Sinto a dor e a desolação, mas isso não me impulsiona a fazer coisa alguma. Sinto a dor e observo a dor de uma certa distância; a não ser nos momentos que a alma do casulo faz contato com a mente e o coração. Aí, são espasmos de dor muito forte, que me prostram também fisicamente.

    O mais engraçado é que a vida continua. Business as usual. Ninguém à minha volta percebeu o casulo, a não ser minha irmã, que reclamou que eu estou calada demais, quase uma autista. Acho que ela está mais certa que imagina.

  • Entrando no Casulo

    Date: 2002.08.29 | Category: amor, Asas de Borboleta, saudade, vida interior | Response: 0

    Hoje a borboleta levou-me a passear. Fomos até a Floresta da Tijuca, estava fazendo um dia privilegiado de sol e céu muito azul, e os cariocas exerceram sua eterna preferência pelo mar. Eu e minha alada amiga fomos ao encontro das nossas pedras. Estávamos sós, eu e ela, numa paz de cigarra cantando ao longe, de riacho escorrendo pelo morro…

    As asas dela faiscavam no sol, ficavam quase prateadas, ela estava linda, linda. Eu, pobre de mim, passando pela maior ressaca da minha vida, amassada e arrebentada como sapato tirado de boca de cachorro. Passei os últimos três dias em luto fechado, porque meu coração foi desenganado pelos médicos. “Amor impossível”, foi o diagnóstico. Morte cerebral do sentimento em pouco tempo.

    Lá estava eu, no meu lugar favorito entre todos, só com minha borboleta, deveria estar feliz, mas estava encafifada com a ironia profunda de certos desenlaces. Encostada na base de uma mangueira anciã, me quedei a ouvir o canto do riacho. O riacho, que tantas vezes ouvira cantar alegremente enquanto voava por cima das pedras, gemia lentamente. Pus-me a gemer também, e as lágrimas correram mais velozes que as águas aos meus pés.

    A borboleta elevou-se no ar e começou a dançar ao sol. Ela virava aqui e ali como uma pipa, rebrilhando com seus reflexos prateados. Logo, milhares de borboletas se juntaram a ela. Borboletas de todas as cores, de todos os tamanhos, dançavam numa nuvem multicolorida acima da copa da mangueira.

    Lembrei-me do discman na bolsa. Lembrei-me também que estava lá dentro o Requiem de Mozart, que tem sido meu companheiro incansável nestes últimos dias. Coloquei os fones de ouvido e comecei a tocar no random. As borboletas pareciam escutar a música também. A dança delas ficou ainda mais etérea ao som de Mozart.

    “Rex tremendae majestatis,

    Qui salvandos salvas gratis,

    Salva me, fons pietatis”

    Ah, amigas… a borboletas são as melhores amigas de quem sofre, porque a tragédia de uma beleza tão intensa e tão duramente conquistada ser tão efêmera parte seus corações desde seu nascimento. O casulo… sim, amigas, o casulo… mais um… sim… sim.

  • Convivendo com a dor

    Date: 2002.08.28 | Category: amor, saudade, vida interior | Response: 0

    Eu preciso encontrar um livro de etiqueta muito especial. Não é um livro de etiqueta comum, que ensine como agir em situações normais, do dia-a-dia. Nada de “o que levar para a dona da casa no dia da festa”. Não, o livro de etiqueta que eu procuro deveria se chamar algo assim: “Como manter as boas maneiras em situações insustentáveis”.

    O índice seria assim:

    Capítulo 1 : Amando sem ser amado – que vestir?

    Capítulo 2 : Ele(a) não responde aos e-mails – devo ligar?

    Capítulo 3 : Esperar – uma arte

    Capítulo 4 : Maquiagem que não borra – saiba fazer

    Capítulo 5 : Morto por dentro? Aja normalmente

    Capítulo 6 : Roupas – cores que disfarçam abatimento

    Capítulo 7 : Conversando coerentemente com as pessoas

    Capítulo 8 : O desafio da hora de dormir

    Capítulo 9 : Levantando da cama de manhã

    Capítulo 10 : Você lhe ofereceu seu maior tesouro e ele(a) recusou. E agora?

    Se alguém aí conhece um livro assim, eu estou precisando de uma cópia. Com urgência.

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