Archive for dezembro, 2003

  • Hora de dizer adeus

    Date: 2003.12.31 | Category: alegria, amor, Asas de Borboleta | Response: 0

    Um ano inteiro de intenso sofrimento. Alguns momentos em que o máximo que eu podia fazer era colocar um pé na frente do outro e dar UM passo. Mais um. Outro. Pára e respira. Chora. Senta e pensa. Levanta. Mais UM.

    Agora que ele acabou, eu vejo surpresa que atravessei um deserto. Nesta travessia perdi muito da minha bagagem, e alguns companheiros de viagem. Hoje, só, declaradamente despida de tudo menos de meu coração e do meu intelecto, me vejo diante de um mundo aberto, livre para fazer O QUE EU QUISER. É assustador a princípio, mas é um medo cheio de expectativa, onde o vento sussurra “e agora?” e as flores dançam em todas as direções, a cantarolar “por ali! por aqui!”, e a mim cabe escolher.

    Cada vez mais eu escolho trilhar o caminho que for mais pessoal, onde a Sue não vai ser uma cópia de ninguém, nem espelho de coisa nenhuma, a não ser do AMOR. Quero cada vez mais desenvolver aquilo que me torna peculiar e única, e um pilar importante para a sustentação disto que chamamos de humanidade. Somos todos pilares que sustentam os que estão à nossa volta, e é tolice achar que podemos nos isolar, evitar sofrer influência ou agir sobre o outro.

    Não, amigos e inimigos, o que cada um de vocês faz me AFETA. De verdade. Um destes companheiros de viagem que sumiu na distância me disse uma vez que eu era um alvo preferencial de inimigos por ser tão visivelmente sensível. Por me magoar tão fácil. Um amigo querido me pede para criar algum tipo de filtro, de modo que eu não mais ofereça refeições completas a pessoas que só me pediram um copo de água, ou àquelas que depois vão cuspir no prato que comeram.

    Bem, vou tentar não ser tão “oferecida” no meu amor. Vou tentar chorar menos e sorrir mais. Mas eu não fujo do sofrimento, do mesmo modo que não o procuro. Se ele vem, eu o aceito. Se uma pessoa me agride, eu sempre procuro meditar a respeito da minha parcela de culpa naquela agressão. Sempre há responsabilidade compartilhada numa briga, a não ser que uma das partes seja de uma agressividade psicótica. Já topei com alguns DESTES pela net. Mas foram poucos, e também já se perderam na distância.

    A maioria esmagadora das pessoas que encontrei são boas, com problemas de vários tipos, isto é certo, mas cada uma das pessoas desta maioria me nutriu de alguma forma nesta jornada. A cada uma delas meu profundo agradecimento. Agora resta esperar a noite escura acabar e o sol lentamente tornar a nascer. Falta mesmo muito pouco para o amanhecer.

    Feliz Ano Novo a todos.

    Onde estará o meu amor?

    Chico César

    Como esta noite findará

    E o sol então rebrilhará

    Estou pensando em você…

    Onde estará o meu amor ?

    Será que vela como eu ?

    Será que chama como eu ?

    Será que pergunta por mim ?

    Onde estará o meu amor ?

    Se a voz da noite responder

    Onde estou eu, onde está você

    Estamos cá dentro de nós

    Sós…

    Onde estará o meu amor ?

    Se a voz da noite silenciar

    Raio de sol vai me levar

    Raio de sol vai lhe trazer

  • Natal

    Date: 2003.12.24 | Category: amor, Asas de Borboleta, espírito, vida interior | Response: 0



    Little Drummer Boy

    Pequeno Deus recém-nascido, que posso eu dar a você? Salvador de todos nós, mesmo do mais abjeto, do mais sozinho, do mais doído, do mais viciado, Rei excelso, eu que sou tão pequenina, que posso dar a você? O que se oferece ao aniversariante mais importante de todos, quando nosso sorriso secou, nossa esperança desapareceu, nossa alegria fugiu e tudo o que fazemos e pensamos e sentimos parece errado, errado…

    Há apenas uma coisa. Dentro do peito, faz ta-dum, ta-dum, ta-dum, ta-dum… pa rum pum pum pum.

    Come, they told me

    pa rum pum pum pum

    A new born King to see,

    pa rum pum pum pum

    Our finest gifts we bring

    pa rum pum pum pum

    To lay before the King

    pa rum pum pum pum

    rum pum pum pum

    rum pum pum pum

    So to honor Him

    pa rum pum pum pum,

    when we come.

    Little Baby

    pa rum pum pum pum

    I am a poor boy too,

    pa rum pum pum pum

    I have no gift to bring

    pa rum pum pum pum

    That’s fit to give a King

    pa rum pum pum pum

    rum pum pum pum

    rum pum pum pum

    Shall I play for you

    pa rum pum pum

    on my drum?

    Mary nodded

    pa rum pum pum pum

    The ox and lamb kept time

    pa rum pum pum pum

    I played my drum for Him

    pa rum pum pum pum

    I played my best for Him

    pa rum pum pum pum

    rum pum pum pum

    rum pum pum pum

    Then He smiled at me

    pa rum pum pum pum

    me and my drum.

    Aceita, Pequenino Jesus, este tamborzinho velho, magoado, amassado, mas que ainda é capaz de tocar uma música que O faça sorrir…

    Feliz Aniversário, meu Senhor.

  • Pelo visto ainda não acabou

    Date: 2003.12.23 | Category: Asas de Borboleta, espírito, saudade | Response: 0

    Este ano foi um ano de morte. Sem nenhuma figura de linguagem. Mas eu não esperava passar dia 24 de dezembro no cemitério. Infelizmente, parece que vou.

    Aos que me detestam, aos que me desejaram tanto mal, um Feliz Natal. Podem celebrar à vontade, ao menos alguém fica feliz. Beijei a lona. Estou no chão. Podem pisotear à vontade, que não fico pior que estou. Já não sinto mais nada. Aproveitem.

    Tio, decanse em paz.

  • Terminado 2003

    Date: 2003.12.15 | Category: amor, Asas de Borboleta, luta | Response: 0

    O ano que começou tão sombrio, e foi se ensombrecendo cada dia ao longo do percurso, está finalmente chegando ao fim. Muitas vezes eu achei que não ia aguentar. Que a pressão, o sofrimento, as perdas e os desencontros seriam grandes demais para mim. Mas passou. Está passando, e 2004 se apresenta um ano de muito trabalho e muito menos sombrio que 2003.

    Hoje parto com meu amigo Luis Ene para ir ao encontro de nossos amigos em Goiânia. A partir de hoje, me considero renascida de um modo muito particular. Renascida para a serenidade de meus estudos, renascida para a caminhada que é minha. Renascida para os interesses que são meus, as coisas que são importantes para mim, as pessoas que efetivamente me enxergam, que me valorizam com meus defeitos e qualidades.

    Ainda deixo um beijo antes do Natal, mas não procurem por mim em lugar algum deste louco mundo virtual. O mundo real me chama, sorrindo. Mansamente, como a viola pantaneira de Almir Sater, eu parto a seu encontro.

    Tocando em Frente

    Almir Sater

    Ando devagar porque já tive pressa

    e levo esse sorriso, porque já chorei demais

    Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe

    eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei

    Conhecer as manhas e as manhãs,

    o sabor das massas e das maçãs,

    é preciso o amor pra poder pulsar,

    é preciso paz pra poder sorrir,

    é preciso a chuva para florir.

    Penso que cumprir a vida seja simplesmente

    compreender a marcha, e ir tocando em frente

    como um velho boiadeiro levando a boiada,

    eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou,

    de estrada eu sou

    Todo mundo ama, um dia todo mundo chora,

    Um dia a gente chega, no outro vai embora

    Cada um de nós compõe a sua história,

    e cada ser em si, carrega o dom de ser capaz,

    e ser feliz

    Ando devagar porque já tive pressa

    e levo esse sorriso porque já chorei demais

    Cada um de nós compõe a sua história,

    e cada ser em si, carrega o dom de ser capaz, e ser feliz.

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