Archive for junho, 2004

  • Acontece 2, a Missão

    Date: 2004.06.21 | Category: Asas de Borboleta, luta, vida interior | Response: 0


    Goodbye

    Parece que o Lulu Santos não deu conta do recado, afinal. A Sue então reescreve sua letra…

    Apenas mais uma de Amor
    Lulu Santos / Sue Medeiros

    Eu gosto de e me entrego tanto para vocês

    Que agora até prefiro me esconder
    Deixo assim meu amor ficar subentendido
    Como uma idéia que existe na cabeça
    E näo tem a menor obrigaçäo de acontecer

    Eu acho tão bonito isso de ser abstrata a Internet
    A beleza dela é mesmo tão fugaz
    É uma idéia que existe na cabeça
    E não tem a menor pretensão de convencer

    Acontece que o sentimento é bem real,
    A alegria, a zanga, o choro, a dor
    Que me vejo fora do meu normal
    Sufocada, sim, pelo meu próprio amor

    Pode até parecer fraqueza
    Pois que seja fraqueza então
    A alegria que me dá lhes conhecer
    Isso vai sem eu dizer

    Se amanhã não for nada disso
    Caberá só a mim esquecer (eu digo vai doer)
    O que eu ganho o que eu perco
    Ninguém precisa saber

    Aos amigos deste blog:

    Este é um adeus provísório, pretendo voltar, só não sei quando. Os comentários e os posts antigos estão aí mesmo, façam uso deles.

    Eu tenho projetos de vida e pendências no mundo dito real, e eles me chamam com insistência.

    As coisas que tenho visto e sentido na Net me pedem para parar.

    Descanso e volto. Mas por enquanto fiquem todos com meu carinho, e as asas de borboleta, que deixo aqui.

  • Acontece

    Date: 2004.06.20 | Category: Asas de Borboleta, luta, vida interior | Response: 0



    Goodbye

    Tem vezes que nada mais resta a dizer, e um poeta mais sábio que eu sugeriu que se tocasse um tango argentino. No entanto, neste caso, Lulu Santos dá conta do recado.

    Apenas mais uma de Amor

    Lulu Santos

    Eu gosto tanto de você

    Que até prefiro esconder

    Deixo assim ficar subentendido

    Como uma idéia que existe na cabeça

    E näo tem a menor obrigaçäo de acontecer

    Eu acho tão bonito isso de ser abstrato, baby

    A beleza é mesmo tão fugaz

    É uma idéia que existe na cabeça

    E não tem a menor pretensão de convencer

    Pode até parecer fraqueza

    Pois que seja fraqueza então

    A alegria que me dá

    Isso vai sem eu dizer

    Se amanhã não for nada disso

    Caberá só a mim esquecer (eu digo vai doer)

    O que eu ganho o que eu perco

    Ninguém precisa saber

  • O Bambú e o Carvalho

    Date: 2004.06.17 | Category: alegria, amizade, amor, vida interior | Response: 0

    Eis que sou o Bambú.
    Eis que sou o Carvalho.

    Cresço delgado e alto, e o vento me torna bailarino.
    Cresço lento e profundo, e o vento me torna forte.

    Eu danço e me curvo; o vento forte não me pode derrubar.
    Tenho raízes fundas e tronco largo; o vento forte não me pode derrubar.

    Minha touceira de hastes cria um ninho onde pequenos animais procuram abrigo.
    Minha farta cabeleira de galhos cria um ninho onde o pequeno e o grande procuram abrigo.

    Enquanto danço, admiro a força do Carvalho e isto é bom e belo.
    Enquanto resisto, admiro a dança do Bambú e isto é bom e belo.

    O Diverso é que cria a Beleza.
    O mundo é como devia ser.

  • Contos de Fadas

    Date: 2004.06.13 | Category: Asas de Borboleta, contos, encantamento | Response: 0


    Greg Olsen

    – Tia borboleta, tia borboleta!
    – Sim, crianças?
    – Conta uma história?
    – Conto sim. Todo mundo preparado?
    – SIM!
    – Pois muito bem:

    “Era uma vez um conto de fadas às avessas. Desta vez, não era a princesa que ficava presa numa torre, mas sim um príncipe encantado que estava preso num labirinto. Durante um longo tempo ele esperou encontrar sozinho a saída de lá, mas em vão.

    Um belo dia, uma princesa peregrina passou ao lado da grande muralha de pedra que cercava o labirinto, e escutou o lamento do príncipe, que chorava através de sua flauta. O som a fez parar e escutar. Logo, ela começou a cantar do lado de fora do labirinto, e foi o príncipe que se quedou a escutar. Enfim, começaram a fazer música juntos, mas a muralha de pedra encantada que o aprisionava reagiu, e a hera que a cobria criou enormes espinhos pontiagudos, e a princesa foi obrigada a se afastar.

    Sentada debaixo de um grande carvalho, a princesa recostou no tronco centenário e pensou. E pensou, e pensou. Finalmente,erguendo a mão, arrancou três fios de seu cabelo vermelho, e com eles teceu o que parecia o corpo de um pássaro, sem asas. Tendo feito isto, a princesa pensou no cárcere frio que aprisionava aquele nobre príncipe, e duas grossas lágrimas caíram de seus olhos. Ao cair, as duas lágrimas se transformaram em duas grandes plumas brancas. Estas ela espetou, uma de cada lado do boneco tecido com seus cabelos, nos lugares onde haveria asas em um pásaro.

    Em seguida, a princesa pegou este curioso boneco em suas mãos, trouxe-o para bem perto de seu rosto e sussurrou-lhe palavras, baixinho. Pousando-o na grama, tirou de seu vestido um broche que enfeitava o vão entre seus seios, e com ele espetou seu dedo. Três gotas de sangue caíram sobre o boneco, que tornou-se um lindo pássaro vermelho de asas brancas e alçou vôo em direção ao labirinto.

    O príncipe, que nada conseguia enxergar além da muralha de seu labirinto, achava que tinha tido um sonho, que apenas em sua imaginação escutara a voz de um anjo a acompanhar sua flauta. Deprimido, sentado na grama entre lindas flores que não percebia mais, o príncipe apoiava os braços sobre os joelhos flexionados, e descansava a cabeça sobre os braços. Quando o pássaro começou a cantar, numa voz que parecia um som mesclado de sua flauta e a voz que escutara, o príncipe quase não levantou a cabeça, tão convicto estava que era um sonho. Mas o cantar insistente do pássaro acabou por aguçar sua curiosidade, e ele levantou a cabeça. O pássaro começou a instruir o príncipe, com as seguintes palavras:

    – Alteza, é chegada a hora da sua liberdade. A princesa que me criou o espera do lado de fora. Para que consiga sair daqui, é preciso que siga minhas instruções.

    – Instruções?

    – Sim, meu príncipe. Vou pousar em seu braço, e você vai ter de me matar com sua faca. Abra meu corpo e tire meu coração de dentro do peito, segure-o nas mãos. Ele vai se transformar num lindo anel de rubi. Ponha-o no dedo. Minhas asas se transformarão em duas plumas brancas, espete-as na sua boina. Meu corpo se transformará em um cordão mágico, segure-o forte entre as mãos quando ele começar a mexer.

    Dito isto, o pássaro deu um rasante e pousou suavemente no braço do príncipe. O príncipe acariciou a cabeça do animal, hesitante de matar bicho tão lindo, mas com algumas palavras de incentivo do pássaro, acabou por pegar a faca e abrir o peito emplumado. Ao pousar o coraçãozinho do animal, que ainda batia, na palma de sua mão, apareceu o dito anel. O pássaro voltara a ser o boneco tecido de cabelos vermelhos, com duas plumas brancas espetadas como asas.

    Quando o príncipe retirou as plumas e espetou-as em sua boina, o corpo do boneco, esquecido na grama, começou a se retorcer e desmanchar, e os três fios vermelhos começaram a crescer e engrossar, trançando-se e virando uma grossa corda que se movia em direção ao paredão de pedra. O príncipe lembrou do conselho do pássaro mágico e agarrou a corda com as duas mãos. Tornado leve pelas plumas e protegido dos galhos e espinhos pelo anel de rubi, o príncipe foi arrastado para cima e por sobre o muro, cavalgando aquele grosso cordame como se fosse uma serpente marinha.

    Logo estava diante da princesa, o cordame mágico rapidamente diminuindo e transformando-se novamente em três fios de cabelo, que retornaram à cabeça da princesa. Esta o olhava.”

    – E cada um que invente o seu final da história – disse a Borboleta sorrindo.

    – Ahhhhhhhhh!

    – Sinto muito garotada. Cada um vai ter de imaginar o que aconteceu depois.

    Alguns protestos, muita algazarra, as meninas defendendo o final feliz, os meninos imaginando os mais bizarros finais de filme de terror. Logo todos estavam correndo e brincando, a Borboleta e o conto já esquecidos. Todos menos uma: a mais pequenininha, que tinha ficado quieta e arregalada enquanto a Borboleta tecia a trama da sua história, subiu ao colo da Borboleta. Lá, pergutou baixinho:

    – Tia Borboleta…

    – Sim, pequena?

    – Algum dia vou ser capaz de criar um pássaro com meus cabelos?

    – Ah, lindinha, talvez. Mas é ainda muito cedo. Antes, você precisa aprender direitinho a ser muito feliz, para depois então começar a aprender a fazer o pássaro – para fazê-lo você precisa aprender duas coisas difícieis.

    – Que coisas, Tia Borboleta?

    – A primeira você já aprendeu, que eu vi enquanto contava meu conto, querida. A primeira é ter empatia profunda pelo outro. Chorar lágrimas sinceras pela dor alheia. Eu bem vi seus olhinhos molhados hoje – disse a Borboleta dando um beijinho no nariz da menina. Esta sorriu e perguntou:

    – E a segunda?

    – A segunda é ainda mais difícil, docinha. A segunda é aprender a escutar e entender a voz de seu próprio coração. Só quem é capaz de escutar todos os corações é capaz de fazer um pássaro como o da princesa da história. Agora vá viver, brincar, crescer, e um dia me conte o seu final para este conto!

    Com mais um sorriso, a menina se juntou à algazarra soando na distância, e a Borboleta sorriu e fechou os olhos. Num instante, no lugar dela via-se um estranho pássaro vermelho, de asas brancas, com um penacho de plumas coloridas na testa que lembrava curiosamente uma borboleta. Este pássaro levantou vôo e…

  • Agradecimentos Tardios

    Date: 2004.06.09 | Category: amizade, Asas de Borboleta | Response: 0

    Queria agradecer ao meu amiguinho politizado de esquerda (afe! socorro, heheheh), irmãozinho flamenguista, garoto bacana como poucos, apesar de gostar de hip hop (socorro de novo!), pelas lindas mudanças feitas no meu blog.

    Bruninho Trezena, obrigada mil milhões de vezes. Ficou lindão. Deu mais vontade de escrever. Isso não é pouco de se dizer…

    Beijões de borboleta

  • Aquilo que eu gostaria

    Date: 2004.06.08 | Category: amor, Asas de Borboleta, vida interior | Response: 0


    Dorothy Chan

    Você, amado, na sua inocente confiança em mim, ofereceu para me dar um presente. Pediu-me, ó criança linda, que escolhesse. Nem percebeu os monstros que cutucou com seu olhinho brilhante.

    Que sabe você deles, não é mesmo? Eu os mantenho enjaulados, fechados, lacrados no calabouço mais fundo que fui capaz de construir aqui dentro. Com a ajuda de Deus, lacrados eles ficarão, apesar de terem uivado como lobos famintos à sua doce menção de um presente.

    O presente que gostaria de receber, você não pode me dar. Queria ter vinte anos, e manter a consciência que conquistei chegando até aqui. Queria poder andar de mãos dadas no shopping e me agarrar com você no cinema. Na saída, lanche do mac e caminhada lenta para casa, com direito a beijos em todos os sinais. Queria poder exibir para este mundo maldoso a pureza de nossos sentimentos, com a segurança que o escudo de nossa juventude nos protegeria.

    Queria, como só querem os muito desesperados, ser sua princesa encantada. Mas, do jeito que as coisas são, respiro fundo e desisto de pedir antes de escutar o não. E me contento em ser sua fada-madrinha.

    Pelo menos para isso me vale ter asas de borboleta.

  • Torre de Pedra

    Date: 2004.06.07 | Category: amor, esperança, espírito, luta, vida interior | Response: 0

    Muitas pessoas têm medo de envelhecer – eu não tenho.
    Tenho medo de endurecer o coração junto com as juntas de meu corpo.

    Muitas pessoas têm medo da morte – eu não tenho.
    Tenho medo de perder minha alma saciando os apetites de meu corpo.

    Muitas pessoas têm medo da solidão – eu não tenho.
    Tenho medo de me juntar às pessoas apenas por apelos de meu corpo.

    Muitas pessoas têm medo da dor – eu não tenho.
    Tenho medo de viciar-me na busca do prazer de meu corpo.

    Porém…

    Há uma torre branca construída no alto de uma colina,
    cujas janelas todas olham o mar.
    Dentro desta torre há uma pequena imagem do sol,
    dentro da qual repousa a Luz Viva.
    Eu entro nesta torre e meu coração
    novamente é um coração de criança.
    Sento-me sobre seu piso de pedra,
    a alma voa e a morte não me pode tocar.
    Olho em volta e todos meus irmãos ali estão comigo.
    Sinto o perfume do incenso,
    os sentidos usufruem de uma alegria maior.

    Não há medo. Nenhum medo.
    Só amor.

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