Archive for março, 2005

  • Páscoa 2005

    Date: 2005.03.26 | Category: espírito | Response: 0

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    Páscoa 2005

    Hoje escutei várias vezes o Gospel da Shania Twain, que pede a Deus que abençoe a criança que sofre… parei para pensar que todos nós precisamos ser libertos deste nosso sofrimento, para que não façamos mais as crianças sofrerem.

    Quis fazer uma prece por todos nós. Feliz Páscoa para todos.

    Deus abençoe

    Deus abençoe a todos nós
    Que ele nos livre do abismo
    Que Ele tenha piedade do nosso egoísmo
    Que Ele resgate nosso coração da dor
    Que Ele defenda os fracos do nosso desamor
    Que Ele perdoe nossas ofensas
    Que Ele reforce nossas crenças
    Que Ele nos tome pela mão
    Que Ele faça cada homem nosso irmão

    Deus abençoe todos nós
    Que derrame sobre nós o seu Amor
    Ordenadamente sobre os mais perdidos
    Docemente sobre os mais duros
    Carinhosamente sobre os mais aflitos
    Calmamente sobre os mais nervosos
    Suavemente sobre os mais agressivos
    Alegremente sobre os mais tristes
    Grandiosamente sobre os mais humildes

    O mestre ajoelha-se diante dos discípulos
    Para que ajoelhemos todos, um diante do outro
    Para que aprendamos o que é amor
    Deus hoje é morto por nós
    Para nos dar a vida eterna
    Hoje o Altíssimo desce à Mansão dos Mortos
    Para que não tenhamos mais de morrer
    O criador tornou-se criatura
    Para reacender a centelha divina em todos nós
    Que seja feita a vontade do Senhor. Aleluia…

    God Bless The Child
    (Shania Twain)

    Hallelujah, hallelujah,
    God bless the child who suffers
    Hallelujah, hallelujah,
    God bless the young without mothers
    This child is homeless,that child’s on crack
    One plays with a gun,while the other takes a bullet in his back
    This boy’s a beggar,that girl sells her soul
    They both work the same street,
    The same hell hole

    Hallelujah, hallelujah,
    God bless the child who suffers
    Hallelujah, hallelujah,
    Let every man help his brother

    Some are born addicted and some are just thrown away
    Some have daddies who make them play games they don’t want to play
    But with hope and faith
    We must understand
    All God’s children need is love
    And us to hold their little hands

    This boy is hungry, he ain’t got enough to eat
    That girl’s cold and she ain’t got no shoes on her feet
    When a child’s spirit’s broken
    And feels all hope is gone
    God help them find the strength to carry on
    But with hope and faith
    Yea, we can understandAll God’s children need is love
    And us to hold their little hands

    Hallelujah, hallelujah
    Let us all love one another
    Hallelujah, hallelujah
    Make all our hearts blind to color
    Hallelujah, hallelujah
    God bless the child who suffers

  • Date: 2005.03.24 | Category: dama rosas homenagem | Response: 0

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    Dama das Rosas – 2 Anos – Um pensamento, uma oração

  • Date: 2005.03.21 | Category: amor | Response: 0

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    “pra te amar melhor

    então porque você está me irritando? ele disse assim num misto de quase desligar na cara dela e desculpa embutido na frase despropositada. vendo o nervoso dele em tentar conter o ódio não direcionado a ela – que acabara de ser válvula de escape sem ter culpa da esporrada – e a espontaneidade da explosão, não sabia de ria ou se ofendia. o resultado foi uma leve alfinetada – comum a quem é ágil com as mãos – costurando um assunto no outro, como que numa colagem. emendou livros, sites, pessoas e envelopes numa alinhavada só. quando desligou o telefone, ela ria. não gargalhadas, mas aquele leve sorriso estático onde não há a necessidade de mostrar os dentes. então, por que você está me irritando? pra te amar melhor, meu amor, pra te amar melhor.” (Crib Tanaka in Paralelos: 17 Contos da Nova Literatura, Editora Agir)

    Ela entrara naquele cinema para assistir ao filme da vida dele, sabendo quase que de antemão o desenlace de algumas cenas, como costumava acontecer quando assistia às novelas da TV. Não é difícil prever as curvas do caminho que já se percorreu, pensava ela sentada no escuro do cinema. A escuridão escondia as lágrimas que ela não queria que ele visse, resultado da dor intensa que sentia ao ver tanta energia desperdiçada.

    O filme desenrolava cada vez mais complexo, com tramas e subtramas, mas tudo parecia para ela cada vez mais simples. Sim raramente é para sempre, Não raramente volta atrás. O medo que dê errado compete ferozmente com a vontade de que dê certo, numa versão psicanalítica de Jacó e o Anjo. E ela não conseguia mais discernir se era um filme de ação, um drama ou uma comédia pastelão. O jeito era aguardar.

    Quando a última cena apareceu na tela – a mocinha sentada só, numa sala de cinema – e as luzes se acenderam, ela percebeu que estava também só nesta sua sala de cinema. Ao olhar para trás, distraída, escutou o grito “Corta!” vindo de um homem que olhava para ela no escuro, por trás de uma câmera.

  • Date: 2005.03.17 | Category: luta | Response: 0

    Mulheres guerreiras

    “É quase tempestade e me mantenho aqui, com o olhar fixo no horizonte cinza, esperando o momento em que será possível acreditar em tudo aquilo que realmente existe. Alguém me disse enquanto o céu estava claro que acabei por me trancar num mundo que eu mesma criei e no qual poucas pessoas permito entrar e eu não acreditei. Tenho uma certa dificuldade em relação à crença naquilo que não me agrada. Mas o fato é que esse alguém tem toda razão e já me sinto vitoriosa por reconhecer isso. Me manter forte não é uma obrigação, mas uma conseqüência e o que preciso agora é colocar em prática os planos que há anos venho acumulando, que se tornaram uma espécie de motivação mas que também, como eu, precisam se transformar e deixar de ser apenas planos. Eu quero a espada em minhas mãos.”

    Minha querida Roberta Febran escreveu o texto acima. Ela sabe muito bem o que é ser uma mulher guerreira, presa em uma luta que muitas vezes não foi escolha sua, e incapaz de parar um minuto sequer para respirar algum ar que não tenha cheiro de sangue, suor e medo. é uma irmandade sofrida e silenciosa, esta das mulheres guerreiras. Elas se conhecem, se entendem profundamente, mas só o que têm tempo de trocar é um olhar de compreensão e um “é…” pensativo, antes que os atacantes voltem a tomar toda a sua atenção.

    Os atacantes são muitos: falta de grana, falta de afeto, falta de lealdade, insuficiências diversas e acidentes dolorosos vários. Às vezes é também o abandono – do pai, do marido, dos filhos, do governo – que as força a pegar em armas. o problema é que, quando se pega uma arma, raramente nos permitem colocá-la de volta na sua bainha.

    Eu tenho lamentado muito toda esta luta. Não paro de lutar, porque não tenho intenção de me deixar degolar pelas circunstâncias. Mas eu sonho com uma vida mais delicada, holywoodiana, com robes de cetim e boás de plumas, e mules com pompons e poodles cor de rosa que cabem na palma da mão. Almofadas de cetim, cabelos sempre bem penteados, luvas de pelica, todo o tempo do mundo, unhas sempre bem feitas, nenhuma louça para lavar, nenhum desencanto, nenhum sofrimento. Eu sonho com a vida de comercial Mollico, com a vida chocolate Godiva.

    Uma vida chapada, de vitrine, eu sei, é a miragem que seduz quem tem muito pouco tempo para sonhar. Eu queria reconquistar meu direito ao sonho, queria não ter de viver na prática esta tortura tão Laranja Mecânica de ter de manter os olhos sempre abertos. Fechar os olhos por um instante, recostar a cabeça, relaxar… ó luxúria das luxúrias…

    Mas, como disse muito bem uma outra amiga, guerreira mais experimentada, mãe que criou praticamente sozinha quatro filhos e que salvou o ex-marido da falência três vezes com seu próprio trabalho: “Esquece, Sue. Tem gente que nasceu para a boa vida, nós nascemos para quebrar pedra.”

    Oh, well. De volta à enxada. Sem nunca embainhar a espada.

  • Divagações Sobre o Amor II

    Date: 2005.03.16 | Category: Alex Cabedo | Response: 0

    Que coisa é a vida… passei a madrugada inteira conversando sobre amor, e uma das pessoas que marquei como sendo alguém que eu muito amei – e amo – foi você. Lembrei que nunca nos vimos, mas que os efeitos da sua passagem pela minha vida ainda são tão fortes que fiz uma rede de carinho em torno de mim com pessoas que eram suas, e agora são minhas também.

    E eis que me lembro que hoje é seu aniversário, e começo a pensar no que escrever, e a Cris me manda uma linda mensagem, pois ela também vai sempre amar você. E mais uma vez eu tenho a certeza que amar forte, e amar para sempre, é o que nos torna próximos de Deus. E eu sinto que você está cada dia mais pertinho Dele. Só pode estar, pois sua presença amorosa continua a nos abençoar aqui embaixo, no meio de tanta luta e sofrimento.

    Feliz aniversário de dois anos na vida eterna, meu anjo torto, meu amado Alex.

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  • Date: 2005.03.13 | Category: amor | Response: 0

    Divagações sobre o amor

    Já me falaram de tudo sobre o amor, e eu já li um outro tanto de gente que sabe ou acha que sabe o que o amor é. Engraçado, eu já falei um bocado que amo, como amo, com que intensidade amo, mas nunca falei sobre o amor, sobre como ele se manifesta para mim.

    Amor? Eu poderia citar inúmeras poesias mais bonitas, mais fortes. Mas no seu álbum Lover’s Rock, a Sade acertou em cheio no que eu considero que seja amor de verdade. Amor é pensar no outro e não em si, amor é cuidar, amor é enxugar a lágrima e apertar a mão, segurar firme, mesmo que todas as tempestades despejem fúria à sua volta. Segurar e não largar. Só o amor verdadeiro dá forças para isto; quando o amor é verdadeiro, este cuidado de um com o outro é tranquilo, automático, sem esforço.

    Ah, queridos, é uma bênção e um privilégio poder amar assim.

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  • Date: 2005.03.10 | Category: amor, luta | Response: 0

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    Águas de Março

    É… o mês de março tem tido um peso grande na minha vida, grande e triste, e acho que nunca mais vou conseguir encará-lo com alegria. As águas que levam embora o verão levaram mais coisas embora, e pessoas.

    Não me entristeço em demasia, contudo; a água levou, mas também lavou. A cada problema, a cada tempestade, a cada luta, a cada tristeza a alegria interna se torna maior e mais sólida. E minha alegria interior tem-se manifestado com muita força justamente quando quem amo está mais fraco, mais triste. Aí ela se derrama sobre o coração ferido ao meu lado, e minha fraqueza se torna força, e minha dor se apaga de minha consciência, e curar a dor dele é minha alegria.

    Os celtas entravam no campo de batalha nus e cantando, sorrindo ferozmente, e eram o pavor de seus inimigos.

    Eu, portanto, já aviso aos navegantes: minha alma e meu coração já foram desnudados, o sorriso feroz está no rosto, e tudo o que se ouve à minha volta é o barulho da pedra afiando a espada. Os que querem ferir ou roubar a alegria daquele que amo que comecem a correr se eu começar a cantar.

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