Archive for fevereiro, 2006

  • Fanzine

    Date: 2006.02.21 | Category: alegria, esperança, espírito | Response: 0

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    Eles vieram a SP, como tinham estado no Rio. Nas duas vezes eu não fui, por motivos parecidos. Queria que o conjunto tivesse aquela visceralidade inocente dos primeiros anos, queria que a coisa toda fosse mais primitiva e menos “zooropa”. Não queria ver o Bono saltitando vestido de terno prateado. Não queria participar da “índústria do showbusiness”.

    Parece que o tempo passou e a crise de adolescência da banda também. Eu pude ver pela TV uma banda que me emocionou pela declarada alegria de estar ali, pela falta de vontade de ir embora. E, na hora que eles foram realmente embora, o gesto singelo de colocar o terço sobre o pedestal do microfone e saudar o Senhor me fez chorar.

    Katilce podia estar muito contente, mas duvido que estivesse mais FELIZ que eu enquanto a multidão, sem saber, louvava a Deus em altos brados, e toda aquela vozeria subia aos céus inocente, vital e forte, massas de vozes em coro pedindo a Jesus libertação.

    Que os anjos digam amém.

    40

    I waited patiently for the Lord.
    He inclined and heard my cry.
    He brought me up out of the pit
    Out of the miry clay.

    I will sing, sing a new song.
    I will sing, sing a new song.
    How long to sing this song?
    How long to sing this song?
    How long, how long, how long
    How long to sing this song?

    You set my feet upon a rock
    And made my footsteps firm.
    Many will see, many will see and hear.

    I will sing, sing a new song.
    I will sing, sing a new song
    I will sing, sing a new song.
    I will sing, sing a new song

    How long to sing this song?
    How long to sing this song?
    How long to sing this song?
    How long to sing this song?

  • Date: 2006.02.19 | Category: vida interior | Response: 0

    Tem coisas que a gente sente fundo, de um jeito meio desordenado, mas mesmo assim precisa dizer… mas descobre que, pombas, já disseram antes de nós! Quando eu passo por algo assim, geralmente posto a idéia original aqui, com um pequeno comentário meu.

    É isso que eu tenho a dizer: estou tentando, que é só o que posso fazer; a droga é que, por mais que a gente tente, às vezes a gente falha. Aí se respira fundo e tenta outra coisa.

    A vida é isso mesmo – uma porção de coisas que a gente tentou, conquistou ou falhou.

    Valeu, Paula e George

    Eu Tou Tentando
    Composição: George Israel / Paula Toller

    Eu tou tentando largar o cigarro
    Eu tou tentando remar meu barco
    Eu to tentando armar um barraco
    Eu to tentando não cair no buraco

    Eu to tentando tirar o atraso
    Eu to tentando te dar um abraço
    Eu to penando pra driblar o fracasso
    Eu to brigando pra enfrentar o cagaço

    Eu to tentando ser brasileiro
    Eu to tentando saber o q é isso
    Eu to tentando ficar com deus
    Eu to tentando que ele fique comigo

    Eu to fincando meus pés no chão
    Eu to tentando ganhar um milhão
    Eu to tentando ter mais culhão
    Eu to treinando pra ser campeão

    Eu to tentando ser feliz
    Eu to tentando te fazer feliz

    Eu to tentando entrar em forma
    Eu to tentando enganar a morte
    Eu to tentando ser atuante
    Eu to tentando ser boa amante

    Eu to tentando criar meu filho
    Eu to tentando fazer meu filme
    Eu to chutando pra marcar um gol
    Eu to vivendo de rock’n roll

  • Date: 2006.02.15 | Category: vida interior | Response: 0

    Eles pareciam confortáveis um com o outro, depois de tantos anos juntos. Ela tinha a sensação que ele sempre tinha estado ali, que sempre estaria, que o relacionamento dos dois era um mar cálido e manso, praticamente sem ondas. Um dia, ele a surpreendeu:

    – Estou cansado.

    – Cansado? De que?

    – Sei lá, desanimado.

    – Desanimado a respeito de que?

    – Sei lá.

    – Mas qual é o problema? Sei que estamos passando por momentos difíceis, mas nada tão difícil assim… a gente é feliz, não é?

    – Você é feliz. Eu nunca fui feliz na minha vida.

    Ela podia escutar o sibilar do vento enquanto o coração dela caía no precipício, e o aviso permitiu que ela conseguisse esconder com habilidade a dor intensa que sentiu quando ele se espatifou no chão. Milhões de pedacinhos rubros que ela ia ter de catar, um por um, e tentar juntar de novo. Mas agora não. Agora ela precisava conseguir sair do torpor que uma frase tão simples a fizera sentir.

    Nunca foi feliz? Nunca? Tudo mentira, tudo ilusão, os risos, as brincadeiras, os jogos, o companheirismo, nada disso fora capaz por um só momento de fazê-lo sentir que estava pleno, completo, nem por um instante? Se isto era verdade, e ela sequer percebeu, com que é mesmo que ela se relacionara estes anos todos? De repente, o mar tranquilo e calmo virou um buraco negro. Tudo que a fazia sentir que era especial na vida dele sumira sem deixar vestígios.

    Ah, a dúvida, a dúvida Otheliana, feroz, que insandece, que distorce a realidade e deixa uma pessoa que via tudo claramente tateando às cegas. Se isto era mentira, o que mais era mentira? Tudo era mentira? O desejo que ele sentia por ela era mentira também? Quando ele lhe dizia que era bonita, isto também era uma mentira gentil? Não poderia ser TUDO mentira, seria loucura que ele permanecesse a seu lado estes longos anos, não poderiam ter passado juntos tudo o que passaram, e vencido, se fosse tudo mentira. Mas agora, o fato novo sacudiu as estruturas de todos os fatos antigos, e a fez duvidar. Na falta de certeza do que duvidar, duvidava de tudo.

    Ela morria por dentro e ele, ensimesmado, sequer percebia. E isto fazia ela pensar se algum dia se enxergaram, de verdade, um ao outro. O que os mantia juntos?

    Verdade? Mentira?

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