Archive for julho, 2007

  • Date: 2007.07.15 | Category: amor, espírito, vida interior | Response: 0

    Carta-compromisso

    Tanto, tanto, tanto que eu falei, e só o que ficou foi mágoa.
    Tanto, tanto, tanto que eu fiz, e só o que ficou foi falta.
    Tanto, tanto, tanto assegurei, e só o que ficou foi incerteza.
    Não fui capaz de fazer você crer, eu que creio tanto.

    A conclusão a que chego é que você, como quase todo mundo hoje em dia, jogou para longe e se recusa a abraçar tudo aquilo em que acredito. Eu até entendo o porquê, afinal é mesmo difícil resistir à pressão de uma sociedade inteira.

    Mais fácil é ser descrente, desconfiado, erguer barreiras – afinal, não dá para dizer que as minhas defesas são resultado de mero descontrole emocional meu, já que são reação a tudo que passamos juntos; você ajudou a criar a Sue que hoje desconhece –, mais fácil é achar que a vida é assim mesmo, e se armar.

    Só que NISSO eu não acredito.


    Um Amor Infinito
    Pedro Ayres Magalhães (Madredeus)

    Dizem que
    Um Amor Infinito
    Já não há
    Porque não pode ser
    Que um Amor
    Se Divino
    Já não há
    Nem se vai conhecer
    – E eu não acredito…
    – Não sei como eu não acredito…
    – E peço para ver
    – Eu só peço para ver
    – Ainda peço para ver
    Um Amor Infinito
    Já não há
    É impossível haver
    Dizem
    Que um Amor
    Consentido
    Já não há
    Nem se pode entender
    – E eu não acredito…
    – Não sei como eu não acredito
    – E peço para ver…
    – Eu só peço para ver
    – Ainda peço para ver
    Dizem que
    Um Amor Infinito
    Já não há
    Nem há tempo a perder
    Que um Amor
    Um Princípio
    Já não há
    Nem há nada a dizer
    – E eu não acredito…
    – Não sei como eu não acredito
    – E peço para ver…
    – Eu só peço para ver
    – Ainda peço para ver

  • Date: 2007.07.12 | Category: luta, vida interior | Response: 0

    Desde ontem a cidade do Rio de Janeiro chora, comigo e como eu: um transbordar de dor lento, transformado em lágrimas e chuva. Um choro que escorre por rosto e vidraças numa expressão de sofrido cansaço. A cidade provavelmente chora por mais esta provação a que está sujeita durante estes próximos quinze dias, pobre urbe – abusada há anos pelo crime e descaso, e agora pelo delírio esportivo. Eu choro porque percebi que estou de repente envelhecida.

    Sim, talvez envelhecer seja esta sensação ruim de que a vida nos está deixando para trás, as energias se esvaindo sem reposição, o sentido da vida esquecido em alguma curva da estrada. Dói esta percepção de se continua vivendo de teimoso, por força do hábito, sempre com medo que o próximo golpe, a próxima perda, a próxima decepção sejam finalmente a gota d’água. Logo ali, talvez, esteja finalmente a facada que vai nos fazer entregar os pontos.

    O Rio tem um coração de floresta que pode ajudar na sua recuperação, no caso dos seus habitantes resolverem que é hora de voltar a viver. O meu coração bate hesitante, pára-não-pára, como se a bateria estivesse por acabar. Bonequinho de corda com os movimentos bruscos neste tenta mexer e não tem forças.

    Eu me pergunto se tento fazer ele voltar a bater forte como há bem pouco tempo batia. A solução seja talvez um dia de fúria que bote abaixo tudo que existe agora para que o recomeço venha. Em outros momentos me pergunto se devo me espelhar na sabedoria dos elefantes – que sabem quando não é mais hora de tentar, sabem quando estão velhos, obsoletos, e é hora de buscar um lugar isolado para deitar e morrer.

    Estou no limbo entre o esforço da busca de novos laços amorosos e da sedução do canto de sereia do esquecimento eterno, que chama por mim. Dormir, talvez sonhar, diria Hamlet. Ele também guiado pelo fantasma de seu pai. Eu a me perguntar se sua loucura e sua morte são meu destino compartilhado.

    O, sweet oblivion, why tempt me so?

  • Date: 2007.07.04 | Category: amor, Asas de Borboleta, esperança, vida interior | Response: 0

    Queridos

    O mês de junho foi um mês de trabalho pesado e de muita meditação.
    A vida mudou muito, mais uma das muitas metamorfoses por que passamos.

    De tudo que passei nos últimos anos, segue resumo abaixo:

    Aquilo que sinto, mostro. Daquilo que faço, raramente me arrependo.
    Do que não faço, e acho que devo fazer,
    vem este sentimento de urgência.
    Da vida sei que só levamos o que sentimos.
    Seja amor, seja ódio e amargor.
    Não pretendo encontrar meus pais e ancestrais, na Eternidade,
    sentindo ódio e rancor.
    Não pretendo esquecer nunca de dizer que amo, porque é verdade.
    Eu amo.
    É a minha bênção e a minha sina,
    e é meu presente para quem quiser dele fazer uso.

    Que a Vida seja amena e gentil;
    quando não for, que sejamos nós assim em nosso coração.

    Beijo de Borboleta em cada um

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