• Date: 2005.04.02 | Category: espírito | Tags:

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    “E nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam, daqueles que são chamados segundo o seu desígnio. Porque os que de antemão Ele conheceu, esses também predestinou a serem conformes à imagem do seu Filho, a fim de ser Ele o primogênito entre muitos irmãos. E os que predestinou, também os chamou; e os que chamou, também os justificou, e os que justificou, também os glorificou.

    Depois disto, que nos resta a dizer? Se Deus está conosco, quem estará contra nós? Quem não poupou seu próprio Filho e o entregou por todos nós, como não nos haverá de agraciar em tudo junto com ele? Quem acusará os eleitos de Deus? É Deus quem justifica. Quem condenará? Cristo Jesus, aquele que morreu, ou melhor, que ressuscitou, aquele que está à direita de Deus e que intercede por nós?

    Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, os perigos, a espada? Segundo está escrito: ‘Por sua causa somos postos à morte o dia todo, somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro’.

    Mas em tudo isto, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou.

    Pois estou convencido que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem os poderes, nem a altura nem a profundeza, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus, Nosso Senhor.”

    (Epístola de São Paulo aos Romanos, capítulo 8, versículos de 28 a 39)

    Ontem, acompanhando a agonia do Sumo Pontífice, eu chorei, eu me compadeci, eu senti medo. Quem, ó Pai Eterno, pensava eu, quem nos socorrerá quando este nosso pai tão forte, mesmo em sua fragilidade, partir? Como poderemos manter a integridade de nosso coração sem o olhar atento e lúcido deste servo de Deus? Eu senti mesmo uma grande angústia, como toda a filha que está para perder um pai amantíssimo. Me perguntei muitas vezes o que faria sem ele

    Deus nunca nos desampara, entretanto. Ao chegar de uma aula e saber do falecimento do Papa, liguei a televisão na Rai, que é uma das únicas emissoras que está fazendo uma cobertura razoavelmente decente do que é um momento doloroso para todos os católicos. Na Rai, o apresentador disse uma coisa que me enterneceu: o auxiliar mais próximo do Papa disse que sua última palavra foi “Amém”.

    Este Pai de todos os Cristãos, este pilar de força que resistiu ao nazismo, ao comunismo, a duas balas no abdomem, ao Mal de Parkinson, aos inimigos da Igreja, internos e externos, este Homem me ensinou mais uma coisa a respeito de morrer, que minha mãe e meu confessor começaram a ensinar, anos atrás: quem morre dentro da luz, quem leva o seu destino, o seu “bom combate” até o final, quem não retrocede por medo, este morre em paz e em concordância com a Mão que o guia. Tive mais um fotrte exemplo da Boa Morte que os cristãos tanto pedem à Nossa Senhora.
    Depois deste “Amém” do pai João Paulo II, ler o trecho acima, de São Paulo, me fez sorrir e, mais uma vez, entregar naquela poderosa Mão os desígnios do mundo. Posso, mais uma vez, ser uma criança confiante no Pai. Não preciso mais ter medo.

    Amém.